Seven Seas

Seven Seas RPG, uma Terra em um universo paralelo no século XVII, a era de ouro da pirataria. Aventuras de capa e espada, batalhas navais e um mundo inteiro pra descobrir e explorar o aguardam.

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Hiruma
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Herói
Missão
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Interpretação
Kristopher
Vilania
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em Ter 20 Fev 2018, 14:42

- Arthur, Bedivere, Lancelot e Tristan?
- Aqui. Todos responderam simultaneamente.
- Morgana e Morrigan, Ceridween, Brigit, Albion e Arianrhod.
- A postos capitã. Apenas a voz de Brigit se manifestou.
- Sabem que os escolhi porque me acompanham desde o princípio dos meus sonhos e conhecem a minha história. Fiquem agraciados em ter a mim - Francis Drake - como sua capitã. Bem, os dividi em dois pelotões pois preciso que tenham certa independência, Tristan e Brigit responderão em minha ausência...Agora...contemplem.
Conforme a mulher caminhava em direção a proa, as madeiras emitiam rangidos que os deixavam mais ansiosos do que provavelmente já estavam. Ergueu a canhota e apontou para as ilhas a frente, a visão parecia sair dos contos de fada devido tamanha beleza, entretanto não era a primeira vez que os tripulantes a avistavam, todos nasceram e cresceram em Avalon - talvez em ilhas distintas, não importava. Era quase um rito apreciar a vista quando se aproximavam do território de nascença, os lembrava de quem realmente eram, porquê deixaram seus lares, suas histórias, seus laços, suas escolhas, era importante relembrar essas coisas...principalmente para ela.
- Por quê o silêncio? Indagou Bedivere, com voz mansa.
- Você sabe, costumo ficar pensativa quando retorno para casa.
- Ainda a chama de casa? Continuou.
- A palavra casa pode ter vários significados e não é exclusiva. As duas estão aqui, em Avalon, a diferença é que uma vai comigo para onde eu quiser. Francis sorriu.
- Quais são as coordenadas, Drake? A voz era de Albion, grave o  bastante para deduzir que sua estatura era alta e seu porte físico era...grande. Com experiência em navegação, é ele quem ajuda a capitã na navegação, principalmente porque a mesma costuma se confundir.
- Deixo você decidir, só porque aprendeu a me chamar de Drake. O sorriso alargou e a expressão de superioridade tomou conta do rosto.
- Vamos ficar atrás das montanhas, longe da vista de quem pode nos causar problema. Preparem a bandeira reserva, iremos acioná-la caso precisemos. Coloquem munição nos canhões, armas na cintura e escondidas. Não vamos causar encrenca logo de cara. Decidam entre si quem vai ter o prazer de me acompanhar até em casa. Quem vai pescar e quem vai fazer o jantar. Sei que são civilizados para isso.
- Acha mesmo que eles são capazes? São homens. Ironizou, Brigit.
- Eu acredito em vocês, acreditaram e acreditam em mim. Mesmo sendo homens. Somos "homens" também Brigítê, não implique.
- Não posso perder a oportunidade. Eu cozinho.
- Eu pesco. Arthur se ofereceu.
- Eu fico no Barco. Lancelot se manifestou.
- Capitã McDowell, eu a levo. Acredito que Morgana e Morrigan sejam apropriadas para irem junto, já que elas também tem família na ilha é mais fácil se infiltrarem.
- Hm. Você tem um ponto Tristan, por isso gosto de você. Então está decidido.
Os outros não se manifestaram, estavam ocupados manejando Nimueh. Francis se espreitou em frente ao grandalhão e tomou para si o Timão, guiou sua dama das águas para um ponto estratégico e iria aguardar até o anoitecer. Estava pronta para roubar o conhecimento que buscava de uma forma ou outra.
- Franci's Team, estejam prontos!

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em Qua 21 Fev 2018, 08:11

Nimueh tinha chegado ali era um pouco mais de tarde, mesmo que por enquanto a névoa começava a subir fraca, era possível ainda notar o grande céu alaranjado que caia em um degradê até o azul no horizonte no céu repleto de nuvens que eram cortadas por raios fracos de sol que criavam uma imagem espelhada dele na água, que por sua vez sibilavam o som das ondas e o vento do mar até o navio e criavam seu balanço.
O sol continuava descendo, até parar de no horizonte oposto à lua, e por fim, dormir. Agora, o navio banhado em luz lunar e atracado em uma praia, porém longe o suficiente para não ficar preso em bancos de areia, estava terminando de ser arrumado por sua tripulação antes da saída de sua capitã e mais duas pessoas.
Quando finalmente terminou seus afazeres, Francis olhou para fora de seu barco e viu uma perfeita paisagem de uma pequena enseada que após a areia branca e macia era tomada por uma mistura de floresta de plantas e pedras, com palmeiras da altura do mastro e pedras do tamanho de icebergs. Cipós e vinhas penduravam-se de ponta à outra como se magicamente tivessem sido amarradas pelo vento, enquanto no raso troncos velhos escondidos sob orelhas que por sua vez ficavam debaixo de plantas bulbosas de folhas largas onde possívelmente seria o ninho de algum animal. E tomada por vinhas que vinham das àrvores e do chão, uma antiga torre de vigia que se mantinha de pé apesar de dever estar a muito sem ser usada dado seu estado de decomposição avançado. Tudo aquilo criava uma longa sombra fraca feita pela luz da lua e das estrelas que tinham dificuldade de passar pelo nevoeiro, enquanto o vento que passava por alí assoviava melodias ao mesmo tempo que o cantar de animais e insetos. Se não fosse real, definitivamente seria um conto de fadas.
A lua ainda não estava alta, poderia chegar em seu destino definitivamente antes da lua atingir o topo central se partisse agora.

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em Qua 21 Fev 2018, 21:49

>>>Em algum lugar dentro do Navio...

"Apesar de seus defeitos Francis era uma boa capitã...
Vez ou outra não conseguia distinguir as coordenadas corretas para onde zarpar, algumas outras conseguia meter o navio em lugares tão errados que era quase um milagre conseguir retornar. No pior dos casos, ela não conseguia nem relembrar porquê de estar lá. 
E qual o motivo dessa afirmação? Sempre que necessário, ela era capaz de colocar todos em segurança e proteger a tripulação."

- O que acha? [Ceridween]
- Tens o dom das palavras minha dama. [Tristan]
- Oras, não me chame assim. [Ceridween]
- Não posso deixar de lado o fato de que és uma dama, diferentemente das brutamontes que temos aqui. [Tristan]
- Não me venha com essa! A propósito, está na hora de acompanhá-las, é bom ter um homem por perto. [Ceridween]
- Não mais irei. Devo responder ao navio junto de Brigit, já que ela ofereceu-se para cozinhar. [Tristan]
- Francis está ciente? [Ceridween]
- São as ordens de Drake. [Tristan]
- Ora ora, os pombinhos estão de pernas pro ar? Venham ver isso, aposto que Ceridween vai gostar dessa vista. [Arianrhod]
Os três subiram rapidamente, eram piratas e tinham o espírito de aventureiros com um olhar...atencioso? Sim, atencioso para a beleza. Na verdade eles aproveitavam a vida de todas as formas que podiam, pois um dos lemas de Francis Mc'Dowell era "Viva intensamente a cada dia!", e eles assim o faziam. 
- Vejam. Avalon é...surreal. [Arianrhod]

>>>Em algum lugar na praia...

As orbes azuis estavam vidradas no céu colorido. Uma criança hipnotizada, era a referência que mais se adequava à Capitã de Nimueh. Morrigan e Morgana não tinham uma reação tão diferente assim, também estavam atentas aos detalhes que compunham aquele céu - agora estrelado. As três levaram alguns tantos minutos para atravessar as águas e chegar na enseada. Nostalgia e Vislumbre disputavam a atenção das mulheres que ali estavam presentes. Francis usava um chapéu cor de pele, uma blusa branca bem justa, calça corsário e botas, por cima um casaco marrom. Morrigan trajava um vestido rosê que ia até os joelhos, por baixo usava uma bermuda azul, botas e casaco. Morgana tinha as roupas mais simples, apenas uma blusa de manga azulada e uma calça corsário branca. Deste modo elas podiam se passar por comerciantes. 
- Okay, eu guio vocês. Conheço essas praias como a palma da minha mão. [Francis]
As duas sorriram.
- Contamos com você, Capitã! [Morrigan]
- Não temam, eu estou convosco. A floresta não abriga mal algum, além de animais estranhos possivelmente. Cuidado para os pés não ficarem presos na relva, e nem tropeçarem nas pedras. Hu Hu Hu. Espero que não estejam amedrontadas feito garotinhas. Afinal...eu irei protegê-las! [Francis]
Conforme avançava, as sombras se sobrepunham perante as mulheres, os sons que a natureza emitia davam um ar de mistério aquela região. De qualquer modo, não possuíam temor algum em continuar o trajeto que Francis liderava...não ainda.
- Avante. [Francis]
Dizia enquanto buscava uma trilha segura para atravessarem.

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em Sab 24 Fev 2018, 10:18

Quando Arianrhod chama os dois e os três sobem, eles vêem a lua fraca iluminando a água, cortando o mar com uma luz branca que ia até próximo ao navio.
Enquantos os três observam aquela paisagem do mar e da enseada, Tristan solta um longo bocejo enquanto lentamente desce seu braço para o ombro de Ceridween, que devolve com um olhar arquando a sobrancelha.

- Já está com sono, Tristan? [Arianrhod]
- É, você não tem que ajudar Brigit à cozinha? [Ceridween]
Ele levanta a mão de novo e coça a cabeça enquanto mostra um sorriso meio sem graça.

As três pegam um dos botes e vão até a praia, enquanto conversam as duas só notam na metade do caminho que estavam realmente seguindo para o caminho certo. O que sua capitã se perdia no mar ela sabia se encontrar na floresta, realmente tinha um ótimo senso de direção quando estava pisando em terra.
Após andar por cerca de dez minutos, elas começam a adentrar floresta densa, e mesmo assim Francis parecia saber para onde ir.

- Então Capitã... [Morgana]
Teve uma pausa e então continuou
- Você já se apaixonou? [Morgana]
- Morgana! [Morrigan]
- Ah, não sei ué! Vai me dizer que também não está curiosa? [Morgana]
Morrigan não concorda e nem discorda. Depois de andar por mais aproximadamente uma hora, elas chegam no topo da colina e então conseguem ver ao longe a cidade de Wandesborrow levemente escondida pela névoa de Avalon, encobrindo a arquitetura antiga do local e grandes muros de uma pedra preta para proteger contra invasões do mar. Mais duas ou três horas e elas chegariam na cidade.

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em Dom 25 Fev 2018, 00:19

Arianrhod possuía longos cabelos negros e enrolados, sua pele era alva como a lua e seus olhos esverdeados. - Ora ora, já entendi o recado. Ela arrumou as madeixas em um rabo de cavalo no topo da cabeça. - Vou deixa-los a sós e volto quando a janta estiver pronta. Vez ou outra esquecia da relação que os dois possuíam, por mais que Ceridween não confirmasse...ou negasse, estava claro que Tristan tinha a postura mais firme. Não podia negar os ciúmes que sentia...a incomodavam, porém não podia fazer nada. Assim que Arianrhod saiu de perto, Tristan puxou sua dama pela mão e a levou de volta para o lugar de  antes. Ceridween tinha dificuldades de se expressar quando outras pessoas estavam por junto, até mesmo para usar sua criatividade, ela só conseguia ser assim com o homem ao seu lado e o motivo era bem simples: amor. 

A pergunta a pegou de surpresa.
- Ahn...sabia que vocês estavam quietas demais para meu gosto. Só podiam estar tramando algo. [Francis]
- Tramar? É uma pergunta como outra qualquer. [Morgana]
- Não são perguntas que me fazem todo dia. [Francis]
- Por que haveria de ser? [Morgana]
- Hmmmmmmmm...eu preciso mesmo responder não é? [Francis]
- Até mesmo eu gostaria de saber Capitã. [Morrigan]
Francis recuperava o fôlego ao inspirar profundamente e depois deixar o ar escapar dentre as narinas. Limpava o suor da testa e arrumava os trajes.
- Lá está Wandesborrow, a cidade. É bom termos neblina para nos escondermos, não precisam se preocupar com a trajetória porque eu conheço muito bem essas terras. Quando chegarmos perto da cidade teremos que dar um jeito de passarmos pelos portões, então fiquem Vamos andar mais algumas horas, se precisarem parar e descansar me avisem, no entanto não aconselho que o façam aqui. [Francis] 
As duas assentiram em afirmação e continuaram a caminhar atrás de sua líder. 
- E então? [Morgana]
- Eu nunca me apaixonei antes. [Francis]
- NUNCA? Nem mesmo quando criança? [Morrigan]
- Nunca. Em todos esses anos não encontrei alguém indicado para o meu patamar. [Francis]
- Como assim? [Morrigan]
- Alguém do meu nível, que seja capaz de desbravar os mares e as terras, que lute uma batalha com honra e proteja seus aliados, que seja capaz de entornar um barril de rum sem ficar bêbado, que maneje uma espada e uma pistola tão bem quanto maneja o simão de seu navio. Um homem que tenha o espírito de liberdade e respeito, que seja bom em tudo o que faça, o melhor. Não...o melhor não, eu sou a melhor. Eu tenho que ser a melhor e ele deve reconhecer isso assim que bater os olhos em mim. E assim que eu fizer o mesmo com ele devo sentir meu coração bater mais rápido. [Francis]
- Não está sendo muito exigente? [Morgana]
- Eu não disse nem metade das exigências ainda, HAHAHAHA. [Francis]
- Ora capitã, tenho certeza que vais encontrar alguém nessas suas viagens. Sua beleza é única e o seu espírito é marcante. Não há outra se não você, tenho certeza que foi abençoada pelos deuses e eu fico extremamente feliz em ser parte de sua tripulação. [Morrigan]
- E eu fico feliz por estarem ao meu lado. Quem precisa de homens quando se tem navios e sua tripulação? [Francis]
- Eu preciso de vez enquando he he. [Morgana]
- Morgana! [Morrigan]
- Parem de falar, vão ficar ofegante mais rápido assim. Apenas me sigam e podemos voltar antes do amanhecer. [Francis]
Os passos se tornaram mais largos e rápidos, como sua altura não era tanta Francis conseguia dar mais passos num intervalo de tempo, somado ao fator de ter conhecimento do território e da sua localização as três conseguiram fazer o percurso em duas horas. Morrigan tratou de arrumá-las para que parecessem mais com comerciantes, tal como arrumou também as bolsas que carregavam com bugigangas e mercadorias. Francis as ajudou a colocarem as armas escondidas por dentro das vestes e Morgana usou seus dotes para "distrair" quem quer que passasse perto delas, ela ia na frente enquanto as outras mais atrás, quase formando uma fila indiana que terminava com Francis. Seu objetivo agora era seguir até sua casa e recolher informações no caminho a respeito dos documentos sobre os cavaleiros. Infelizmente sua mente trazia a pergunta de Morgana a tona quando ela se distraía.

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em Qua 28 Fev 2018, 11:28

- Eu fico ofegante com outra coisa... [Morgana]
Morrigan coloca sua mão sobre seu rosto em um sinal de desaprovação e continua sua caminhada.

A floresta densa vai ficando cada vez menos densa até chegarem nas planíces que envolvem Wandesborrow. Grandes muralhas se erguem e vão ficando cada vez maiores quanto mais elas se aproximam, até que chegam nos portões abertos e se adentram a cidade.
A arquitetura antiga iluminada por lamparinas e mesclando-se a neblina faz aquela paisagem parecer uma pintura antiga,
as pessoas andando se não estavam voltando para casa, eram guardas ou bêbados. A luz estava quase no topo, o que significava que era próximo das onze horas da noite, e andando mais um pouco suas dúvidas foram saciadas por um relógio que estava na frente de uma das tavernas.
Apesar de tarde, as tavernas ainda estavam acesas e tocavam músicas. O local parecia ter sido construído por idosos e governado por jovens-adultos.


- Ah não! [Morgana]
- O quê houve?! [Morrigan]
- Minhas calças brancas! [Morgana]
Morgana levanta as pernas e mostra suas calças manchadas do joelho pra baixo, com manchas verdes no joelho descendo em um degradê de marrom até o fim delas, estavam arruinadas, a menos que as cortasse na altura dos joelhos,
iria ficar parecendo que afundou metade das pernas em lama.

- Eu avisei pra não usar calças claras... [Morrigan]

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em Sex 02 Mar 2018, 01:06

- Morgana...como você consegue pensar nisso agora? estamos ocupadas aqui tentando avançar e manter o foco. [Francis]
- Concordo plenamente capitã, Morgana só tende a falar besteiras nas horas mais impróprias. Temos um objetivo a cumprir aqui e precisamos sair antes do amanhecer. [Morrigan]
- Puxa-saco como sempre...vocês são chatas. Nenhuma das duas teve envolvimento com homem algum e é por isso que desviam do assunto. Mas tudo bem...vocês terão seus momentos. [Morgana]
- Não sabemos a exatidão do item que procuramos, vamos ter que barganhar informações. No pior dos casos...conto com você Morgana - Francis piscou.
- É assim que me vê capitã? [Morgana]
- A vejo como uma bela mulher de dotes incomparáveis e que são capazes de atrair a atenção alheia. [Francis]
- Vocês duas...vamos pedir informações então? [Morrigan]
- Vamos. [Francis]
- Capitã, sugiro que caminhemos um pouco mais até a Taverna e lá tentemos averiguar. O problema será o traje de vocês duas, está um tanto sujo e isso pode atrair atenção mais do que minha querida irmã. [Morrigan]
- Hm...você é inteligente. Não temos como dar um jeito nas roupas agora, então é melhor continuar em frente. [Francis]
- Minha calça branca é a que uso para ir em cidades, ela valoriza minhas curvas e por isso a coloquei, não me lembrei que passaríamos por lugares tão imundos quanto os que passamos...vou ter que arrumar uma melhor do que essa para o próximo passeio, você me deve uma calça Drake. Meu veredicto é o mesmo que o de vocês. [Morgana]
A mulher de cabelos rosados tomou a frente outra vez - afinal de contas seguiam suas ordens por vontade própria - e assim as liderou até a taverna mais próxima, uma que a música não fosse tão mais alta a ponto de precisar gritar para falar. 
- Boa noite, eu gostaria de três bebidas por favor. Rum, dos bons. - Deu de ombros enquanto apoiava as mãos na cintura, sorrindo - E se puder me ajudar, também precisava encontrar a biblioteca que contém as histórias sobre os cavaleiros. 

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em Seg 05 Mar 2018, 22:53

Na placa de entrada da taverna estava marcado o nome A Carroça Azul, do lado um menu que mostrava o preço dos quartos e o menu do dia. Entrando lá, Francis, Morrigan e Morgana seguiram direto para o homem que estava no balcão do estabelecimento era um senhor jovem, porém tinha um belo e bem cuidado bigode, usava uma cartola baixa e um colete de couro escuro.
- É pra já!
Ele se vira para pegar uma das garrafas que ficava mais para o alto das prateleiras, puxa três copos rasos mas largos, jogando um por um para o alto por trás das costas e aliviando seu queda quando chegavam no balcão, empurando-os e os fazendo deslizar até ficarem de frente para as mulheres que ali estavam. Prestou atenção no que a mulher de cabelo rosa lhe disse, levantou ambas as sobrancelhas rapidamente, e respondeu para ela enquanto abaixava o rosto para colocar a bebida nos copo sem derramar.
- Meu nome é Lloyd, é um prazer. Bem, não entendo muito bem de história, meu negócio é arte. - Girou o último copo na mão antes de delizá-lo no balcão e o entregou para Morgana - Mas eu acho que um dos professores do Colégio do Almirante está aqui hoje, só não sei se ele gostaria de ser incomodado... Talvez ele possa lhe ajudar.
Apontou com o rosto para um homem que aparentava ter seus 60 anos, com o cabelo branco curto arrumado para trás com um cavanhaque aparado e um rosto quadrado bem definido, conversava com um homem careca de óculos que bebia mais uísque mais do que Albion bebia leite, e todos diziam que Albion poderia ter uma vaca de estimação.

O resto da taverna consistia de mais algumas pessoas sentadas em bancos e mesas bem feitas, as mesas maiores que ficavam ao redor do centro e perto das janelas tinham um pano branco e um pano azul, ambos com uma borda amarela clara, alternando entre as mesas.
Dois pilares seguravam o andar superior que supostamente seria onde ficariam os quartos.

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em Qua 07 Mar 2018, 11:51

- Carroça Azul! sabia que lembraria o nome deste lugar! Minha mãe costumava vir buscar meu pai quando ele demorava a voltar para casa. Não era sempre, mas homens são homens afinal de contas. Francis sorriu.
- E mulheres são mulheres. Morgana complementou, debochando de sua capitã.
- Obviamente! Apenas utilizei uma metáfora minha cara. [Francis]
Drake esvaziou o copo em três goles e o colocou  novamente na mesa, empolgada.
- Lloyd, obrigada por seus serviços, por favor cuide das minhas meninas enquanto eu me ausento, sim?
As gêmeas se entreolharam e deram de ombros. Viraram suas bebidas logo em seguida. Cochichavam algo entre si enquanto observavam o futuro da mulher que havia as deixado. Vez ou outra alternavam o assunto com o homem atrás da bancada. Em contrapartida, Francis tomava uma postura mais ereta, abotoava todos os botões do casaco e os fechava, amarrava o cabelo com uma fita em um rabo de cavalo baixo, quase escondido, limpava do rosto qualquer vestígio de sujeira que poderia ter.
- Com sua licença cavalheiros - interrompeu o diálogo dos dois ao mesmo tempo em que fazia uma semi reverência, curvando seu corpo parcialmente. - Não pude deixar de notar sua presença Professor. Ouvi muitos elogios ao seu respeito neste pouco tempo que permaneci na Taverna, gostaria de oferecer-lhe a cortesia de uma bebida, dividir uma boa conversa e quem sabe possa me ajudar a localizar a biblioteca? Admiro muito as histórias que contam sobre os cavaleiros e sobre Avalon, minha sede de conhecimento é alta! Perdoem minha intromissão, porém não consegui conter minha euforia.
Era incrível como havia uma mudança em seu comportamento de forma tão repentina, de algum modo ela sabia se portar em meio a pessoas de uma "patente" mais alta, ou ao menos conseguia manter o seu nível acima do que aparentava ser.

>>> As irmãs...
- Não consigo me acostumar com o gosto. [Morrigan]
- Isso é quase como água para mim. [Morgana]
- Não sei como somos irmãs, somos tão diferentes. [Morrigan]
- Somos muito parecidas em outros aspectos, cada qual com seu jeito. [Morgana]
-  Não podemos demorar muito aqui...[Morrigan]
- Não iremos, sabe como nossa capitã é: vai atrás do que quer até conseguir. Não fique com medo, iremos te proteger. [Morgana]
- Ainda bem que você é a mais velha, hihi. [Morrigan]

>>> No barco...
- Quer mais? [Bedivere]
- Por gentileza jovem. [Albion]
- E biscoitos? [Arianrhod]
- Não existe combinação melhor. [Albion]
Os dois serviam o homem mais velho com simpatia, era como se agradá-lo fosse uma satisfação pessoal. Talvez pelo seu gosto exageradamente peculiar em relação a bebida. Albion tinha lá pelos seus 53 anos e um condicionamento físico de alguém 30 anos mais jovem. Suas madeixas esbranquiçadas caíam até os ombros e a barba tinha 5 dedos de comprimento. Com quase 2,10 metros de altura ele era considerado o protetor de todos - além de sua experiência de vida. Foi ele quem acolheu Francis quando ela perdeu os pais. Bedivere sentou-se para acompanhá-lo  na refeição e Arianrhod foi ajudar Brigit a terminar o jantar. Os outros alternavam entre vigia e descanso.

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em Sex 09 Mar 2018, 09:30

Lloyd acena com cabeça e pisca para Francis.
Chegando na mesa, a capitã se apresenta e o professor ouve bebe seu último gole da bebida e bate seu minúsculo copo na mesa, e sem virar o rosto, ele fecha os olhos e suspira.

— Foi o Lloyd, não foi?
Estende o copo para o homem a sua frente, que enche o copo novamente, não deveria ter mais que três dedos de altura até a borda do copo. Então ele leva o copo a boca mais uma vez, mas quando colocado de volta na mesa ele parece não ter tomado nada.
O professor abre os olhos e se vira para você ainda sentado no banco, um casaco de couro que ia até próximo aos joelhos era fechado no topo e um cachecol avermelhado de tecido fino fica enrolado desleixadamente em seu pescoço. Ele apoia o cotovelo na mesa para ajeitar sua postura, que parecia ser mais pelo cansaço do que pela idade em si e começa a explicar.

— Eu sou Willfred, professor de aritmética. E esse é o professor Matfev de línguas.
Matfev terminava de virar a garrafa e já levantava a mão para pedir outra. Então se apresenta sem falar, se virando para Francis e fazendo um aceno com a cabeça. Ele deveria ter 30 anos no máximo, os brilhantes olhos verdes ficavam atrás de par de óculos pequeno e redondo, ele usava uma camisa azul debaixo de um colete branco e calças xadrez que pareciam um pijama formal. E ele não tinha um brinco, e sim um piercing transversal no topo da orelha.
— Eu conheço a história dos cavaleiros, mas apenas o necessário para um avaloniano. — A olhou de baixo para cima com mais atenção agora — Você não me parece uma aluna, mas não acho que o professor Vi iria se importar com isso, as aulas dele são abertas para o público... — Então suspira e fala baixo para si mesmo — ...depois reclama que a sala é pequena.
Pega seu copo e o leva novamente à boca, e quando o colocava na mesa ainda parecia cheio. O garçom chega e entrega mais duas garrafas de bebida para Matfev, que já abre a garrafa sem esperar o garçom sair de perto da mesa.
— Sala 14, se chegar cedo consegue sentar na frente. — Ele começa a se virar para voltar a conversar com Matfev, mas se dirige a Francis novamente — A biblioteca do Colégio é fechada ao público, a pública fica entre o distrito comercial e residencial, abre às 10.
Ele fica de frente para Matfev e volta a conversar em numa sobre a filosofia da matemática avançada.

Enquanto as irmãs conversam, Lloyd enche o copo de Morgana com rum, mas oferece saquê doce para Morrigan. Talvez uma bebida menos forte a fizesse se acostumar com o gosto do álcool.
E ficava um pouco confuso enquanto ouvia a conversa das duas,
"Mas parecem gêmeas, como uma delas podia ser mais velha? Será que a mãe delas contava os segundos quando nasceram? E como não confundiram as duas, bebês são todos iguais quando nascem!" então suspirou e notou que estava perdendo tempo demais pensando nisso. Foi rapidamente atender os outros clientes, antes de voltar para a posição que estava antes perto das duas irmãs... Que tinham um estranho cheiro de grama.



Última edição por Capitão Albert Alexander em Ter 13 Mar 2018, 07:52, editado 4 vez(es)

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em Sab 10 Mar 2018, 22:12

- Sim senhor, Lloyd quem me contou.
Francis pôde observar que os dois sabiam como apreciar uma boa bebida e então tentou mostrar que conseguia fazer o mesmo. Estendeu a mão quando o garçom se aproximou e pegou um dos copos que trazia na bandeja, fazendo um gesto para que ele a servisse e em seguida o agradecendo com a cabeça.
- É um prazer conhecê-lo professor Willfred, e professor Matfev.
Ela guardava cada detalhes dos dois em sua memória conforme falavam e os observava, características físicas e psicológicas, a diferença de idade não parecia ser tanta pelos seus traços.
- Eu gostaria de saber mais do que um avaloniano sabe - complementou o que ele dizia, seu olhar se mantinha atento ao dele conforme a observava, sem vacilar em sua postura ou em suas palavras. - Eu gostaria de visitá-las...além do mais, acredito que um professor goste de ensinar e se eu estou acá pedindo-vos uma oportunidade para aprender, imagino que tenhamos compatibilidade em nossos interesses.
Ela levava o copo aos lábios e terminava a bebida, deixando-o sobre a mesa e acenando para os dois com a mesma semi-reverência. Respondendo-os em grego:
- Θα φτάσω νωρίς το πρωί και ελπίζω να τα βρω ξανά. Ήταν ευχαρίστηση να σας συναντήσω κύριοι, αν με συγχωρήσετε, θα παραλάβω τον εαυτό μου.
[Chegarei cedo amanhã, e espero reencontrá-los. Foi um prazer conhecê-los senhores, se me dão licença irei recolher-me.]
>>> As irmãs...
Francis chegou juntamente com Lloyd e apoiou os braços em torno das meninas, abraçando-as.
- Teremos que passar a noite aqui, porém teríamos que avisar nossos companheiros...ou esperar que venham até nós, pela demora. De qualquer modo, vamos conversar lá fora. [Francis]
- Tudo bem capitã. [Morrigan]
- Por mim também. [Morgana]
As três saíram da Taverna e se despediram de Lloyd, deixaram uma moeda a mais pela simpatia do Garçom. Do lado de fora Francis explicou as duas sobre sua visita à biblioteca na manhã seguinte e todas concordaram em se encaminhar até o local e alugar um quarto por lá. De algum modo, Morgana conseguiu dar um jeito em sua calça, Morrigan desmaiou de sono e Francis alternou entre os dois. As seis e meia elas já estavam a postos e em posições estratégicas, aguardando a abertura dos portões.  

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em Ter 13 Mar 2018, 08:01

Ignoraram que o andar de cima da taverna onde estavam tinham quartos e saíram para buscar outra taverna, mas essa mais simples. Tinha apenas um pequeno bar que também era o local de atendimento para alugar os quartos, e atrás delas um longo corredor com vários quartos de cada lado.

Dentro do quarto tinham três camas com um cobertor e travesseiro. Um armário para guardar roupas e um baú para pertences pessoais. O teto, paredes e piso de madeira simples e uma lamparina fechada e acessa na lateral do quarto.
Elas dormiram sem problemas, por exceção da Francis acordando as outras duas às seis da manhã para chegarem cedo na aula. Morrigan porém acorda com uma leve ressaca porque não estava acostumada a beber.

Saem, andam um pouco pela cidade até que Francis encontra uma universidade com o nome de Colégio do Almirante. Já tinham algumas pessoas ali, porém, conforme o tempo passava, aquele local começava à se encher rapidamente de pessoas, se tornando uma dissonância de vozes conversando.
Até que então, um homem baixo e bem-humorado, vestido como um guarda de escola acena e diz bom dia para os supostos alunos e abre o portão às sete e meia. Aquela onda de alunos desaba sob o portão e corre para dentro da universidade.
O homenzinho sorri sinceramente e sussurra para si mesmo:
Boa sorte, Professor.

Lá dentro, enquanto os alunos corriam, as três mulheres não conseguiam prestar muita atenção na construção, mas seguindo a multidão elas conseguiram chegar na sala de aula e logo buscaram a primeira fileira disponível.
Ficaram por alguns minutos conversando ali. Algumas pessoas vieram conversar com as três, principalmente para cantar Morgana...

Então, depois de um tempo ali entra um homem que não deveria passar de seus trinta anos, alto e esbelto de pele clara vestindo um terno preto e vermelho e usando uma rosa como gravata borboleta. Cabelos castanho-ruivo ondulados que iam até os ombros, sua barba cheia e bem cuidada acentuava seu rosto em formato de diamante polido, com olhos azuis tão brilhantes quanto um diamante de verdade.
Ele se dirige com calma até sua mesa, colocando seus papéis sobre ela, arrumando suas coisas, então põe-se de pé e caminha até em frente a sua mesa e começa a falar.


— Bom dia, alunos. — Sua voz era suave e séria, porém altamente jovial — Vejo que temos seis pessoas novas nessa sala de aula, — Se curva diante de vocês, em um meio termo entre reverência e apresentação de cavaleiro — prazer, Gawain. Gostariam de se apresentar?

De vários cantos da sala, ouvem-se os nomes Gregory, Alex e Tabitha, logo após isso o professor se vira para as três e espera suas respostas.
Então, agradece a apresentação dos seis e começa a aula.
A sala era silenciosa, por exceção de uma conversa ou outra, todos pareciam bem interessados na explicação do professor sobre a matéria, atualmente explicação sobre arqueologia da Numa antiga.
Fazia pausas para explicar melhor, fazer anotações no quadro-negro, responder perguntas... Inclusive, uma vez ou outra um mulher levantava a mão para perguntar se ele estava solteiro, e com cordialidade ele respondia brincalhão perguntando de volta se ela já não tinha feito essa pergunta semana passa.

A aula segue sem problemas, a maneira que o professor explicava fazia tudo soar como um belo conto citado por um precioso e experiente poeta. Tinha um charme natural e uma carisma impressionante.
Até que chega o fim da aula, ele dá um espaço para quaisquer perguntas pertinentes à aula e então procede para o liberamento da sala.
Enquanto metade da sala saía, a outra metade ficava para conversar com o professor.

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em Ter 13 Mar 2018, 22:43

Desta vez a calça de Morgana estava mais limpa e isso a deixava mais confortável, porque apesar de piratas não serem tão "limpinhos" assim ela era uma mulher, uma "dama", não suportava ter um odor desagradável. Morgana era a irmã mais velha - por questões de segundos - e era a que chamava mais atenção. Fazia o tipo que os homens gostavam de observar e se aproximar, somando isso ao seu comportamento era fácil manipulá-los e conseguir informações. Isso era possível com algumas mulheres também, porém não era de sua preferência. Ela sentou-se na frente e encarou o professor durante toda sua aula, parecia ser um sujeito pintoso.

Morrigan era a gêmea mais nova, porém seus cabelos eram mais longos e ela usava roupas mais comportadas, era tímida demais. Sentou-se atrás da irmã e prestou atenção em cada palavra e detalhes das aulas, especialmente no nome do professor que trazia lembranças de boas histórias na época da infância.

Francis também estava na frente, atenta à explicação, ao ambiente e as pessoas que o frequentavam. Depois da aula ela deixou que sua presença fosse notada por quem ali estivesse, não que antes isso não fosse possível, porém sua determinação era tamanha que dava para perceber no seu olhar o quão interessada estava.
- Professor Gawain, excelente explicação. Tens uma mente brilhante e bastante conhecimento a compartilhar.
Ela se aproximou mais e entrou na frente de quem estava em seu caminho, com educação é claro, mas sem deixar espaço para ser interrompida. Também era uma mulher de bastante carisma.
- Tens o nome de um cavaleiro, deveis saber a respeito deles também. Ouvimos histórias quando somos crianças e estudamos sobre eles na escola. Eu, porém, busco mais do que isso. Os cavaleiros...o Glamour...o Graal, tudo o que acontece ao nosso redor. És um usuário de magia? eu desejo conhecer mais sobre a história de um deles...Dudda, tenho grande admiração por seus feitos e agradeceria se pudesse me ajudar, indicar um livro ou pergaminho específico que eu possa consultar, me contar mais a seu respeito...Meu nome é Francis MC'Dowell e eu almejo o conhecimento, um dia gostaria de passar isso adiante para os que vierem até mim, então deveis saber como me sinto.
De algum modo suas palavras tinham uma sonoridade bem agradável, e emitiam firmeza em cada sílaba proferida, sua voz não tremia e ela não transparecia ter medo de nada, estava disposta ao que quer que fosse.

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em Qua 14 Mar 2018, 10:54

Ao ouvir aquilo, o professor abre um sorriso maldoso de canto de rosto e levanta a mão, fazendo um final para dispensarem aqueles que estava ali. Com o rosto baixo e entristecidos, os alunos saem da sala e a mesma fica em silêncio. Mas cinco alunos ficaram ali sentados nas cadeiras, os mesmos cinco que foram os primeiros a chegar agora que Francis para para pensar.

Logo após todos, por exceção dos cinco saírem, ele se vira para você com um olhar interessado no rosto.

— Eu bem que senti isso em alguém da sala hoje, então era você...
Te olhava de cima a baixo como se estivesse estudando algo, e focava nos seus olhos com vigor, procurando por alguma coisa.

Ele coloca a mão no seu ombro e com um sorriso sincero ele lhe entrega uma pequena carta, o suficiente para caber na palma de sua mão.
Então ele aponta com o rosto para trás de Francis e lhe estende a mão como se estivesse lhe oferecendo algo.

— Escolha um dos cinco.

A frente de Francis, cinco alunos sentados à sua frente, formando um semi círculo, lhe olhavam com olhares intensos, porém comportados.
O mais a esquerda era um rapaz de estatura mediana e magro, o cabelo preto em um bob permanente e olhos castanhos brilhantes em cima de bochechas fofas e rosadas. Quando você olha para ele, ele faz um aceno de cabeça e se apresenta com uma voz de surpresa, como se tivesse sido pêgo desprevinido.

— P-prazer! Æthelred, o Piedoso!

O próximo parecia um pouco mais baixo, mas um pouco mais forte. De rosto comprido e cabelos castanhos claros jogados para trás e um óculos de lente fina se apoiavam em um nariz com origens de Numa. Olhando para ele, ele parecia lhe encarar com simpatia e talvez benevolência.
— Winfred, o Generoso. Boa sorte!

No meio estava uma mulher que não aparentava ter mais que vinte anos era esbelta e um pouco mais alta que Francis, tinha seu cabelo loiro e mediano com olhos verdes e um rosto branco em conjunto de um sorriso de curiosidade. Sua voz era determinada, porém sedosa.
— Olá, sou Julieanna, a Defensora!

Ao lado, um rapaz que parecia o mais novo deles, mas também o mais forte e alto dentre eles. Seus cabelos pretos e compridos ficavam bagunçados, enquantos seu olhos heterocromáticos azul e vermelho davam um forte contraste com sua pele pálida. Francis não conseguia definir bem seu olhar, mas sua voz baixa congelava sua alma.
— Aodh, o Esquecido.

E por fim, uma garotinha baixa e magra, de cabelos longos e ruivos. Sua pele era clara e tinha sardas que iam de uma ponta à outra em suas maçãs. Seu olhar era de ansiedade e antecipação, como se estivesse animada para fazer uma prova, e falava rápida e animada como um pequeno esquilo.
— E eu Maȷ́rín, a Mansa. É um prazer!

Logo após Francis escolher um deles, o professor novamente a olha para finalmente responder suas perguntas.
— Suponho que alguns chamem o manto do Glamour de feitiçaria, mas sim. Gawain, o Cavaleiro da Paz. — Passou a mão em seu cabelo para arrrumá-lo — Nessa carta tens a permissão para usar a bíblioteca do colégio. Divirta-se lá dentro, se busca conhecimento é onde deve começar já que parece que ainda tem o conhecimento básico. — Se interrompendo, o professor se vira para as duas acompanhantes de Francis — E vocês também desejam treinar?

Ele se vira para o quadro negro e começa à apagá-lo com calma, logo então bate suas mãos para limpá-las e volta para sua mesa e começa a ajeitar seus papéis, colocando-os todos em ordem metódica. Com os papéis debaixo dos braços, novamente se pronuncia para Francis.
— Bem, estaremos lhe esperando no jardim do colégio. Lhe farei cinco perguntas, se acertá-las, terá a chance de lutar contra seu escolhido. Vencendo ou não, a julgarei apta ou não para recebê-la sob meus braços.
Sorriu, claramente a esperava ver de novo. Saiu da sala, e logo em seguida seus alunos seguiam seu mentor.

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em Qui 15 Mar 2018, 13:18

Ela o retribuiu com um sorriso tão maldoso quanto, sabia que algo importante estava por vir e que Gawain havia entendido sua mensagem, não conseguiu conectar diretamente os pontos quando cinco dos alunos permaneceram, mas depois de alguns segundos percebeu que eram os mesmos que tinham chegado cedo na aula. Sua expressão alternava entre ambição e admiração, se permitia ser analisada e não se dava satisfeita em não fazer o mesmo, era quase como olhar diante de um espelho.
- Sim, era eu...e ainda sou, no presente. [Francis]
A mulher reforçava sua resposta enquanto o seguia com o olhar, pois para ela desviar era sinônimo de falhar no "teste" que era aplicado pelo professor. Ao sentir o toque em seu ombro arfou levemente, deixando o ar escapar dentre as narinas em sinal de alívio. Com a canhota a capitã pegou a carta e a guardou dentro do bolso de seu casaco, exibindo um sorriso gentil para o mesmo...que logo se transformou em uma careta de surpresa, tanto quanto as outras duas.
- Um dos cinco....uh...[Francis]
Com passos lentos e suaves a pirata se aproximara de Æthelred, encarando-o ao mesmo tempo em que se divertia com o rubor em seu rosto. Mudou a direção para Winfred, admirando seus músculos e sua simpatia. Mais alguns passos e chegava em Julieanna, de tamanha beleza e serenidade. Não pôde deixar de perceber Aodh, ele tinha os traços mais suaves entre os cinco e aparentava ser o mais novo, seus olhos chamavam bastabte atenção e também sua alcunha. Por fim e não menos importante, Maȷ́rín. Era a menor destes e emitia uma aura de quem desejava muito embarcar numa "aventura". Francis voltou a caminhar em direção a Gawain e inspirou, para finalmente dizer-lhe:
- Aodh, o Esquecido.
- Estou encantada com todos vocês e fico grata em conhecê-los...porém só posso escolher um e assim o fiz.
Depois de respondê-lo ela voltou a atenção para as explicações do mentor, acenando com a cabeça em concordância às suas palavras. Embora fosse culta ela notava que estavam mesmo em patamares intelectuais diferentes, a forma como ele explicava tudo era muito mais clara e direta.
- O Cavaleiro da Paz, agradeço por seus ensinamentos hoje e também seu auxílio. [Francis]
- Ahn! Na-naão tanto quanto a Capitã. [Morrigan]
- Digo o mesmo. Mas obrigada mesmo assim! [Morgana]
- Isso, obrigada! [Morrigan]
As três se despediram e caminharam para a porta, Francis no entanto ficou por último e fez uma semi reverência aos professor, o encontraria novamente para seguir com seus objetivos, porém devia admitir que estava empolgada.
- Até breve então, no Jardim. [Francis]
As mulheres seguiram para a biblioteca, onde a capitã apresentou a carta de permissão, ela já sabia o que procurar, quando seu pai começou a ensinar-lhe sobre o "manto do Glamour" contou também que cada cavaleiro teria escrito uma ou duas páginas a respeito de suas habilidades, justamente para terem relatos e poderem passar as informações à gerações futuras. Essas páginas foram reunidas e transcritas para um livro de capa vermelha, com detalhes dourados na borda, tinha o símbolo de um cálice em seu verso e os boatos diziam que somente aquele com um coração verdadeiro enxergaria o conteúdo das páginas. Até hoje não é possível dizer se a história era verdadeira ou não, Francis por outro lado estava decidida a desvendar este mistério.

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em Sab 31 Mar 2018, 13:23

Andou um tempo pelo colégio, até encontrar a biblioteca.
Ela ficava dentro do colégio ainda e seu tamanho era descomunal, estantes e mais estantes, escadas para subir os três andares da biblioteca, assim como escadas nas estantes para que alcancem os livros mais altos. A arquitetura antiga do local, porém muito bem cuidada dava um ar de como se fosse uma pintura clássica.

Ao mostrar a carta para o atendente da biblitoeca, um velhinho magro e corcunda de óculos grosso e nariz comprido, ele acena com a cabeça e te dá uma explicação básica, dizendo que os livros estão organizados primeiramente por tema, e então nações e idiomas, e por fim alfabeticamente.

— Sinta-se live para procurar o que quiser, só não bagunce os livros.
A voz ao mesmo aguda e profunda de velhice quase ecoava por toda a biblioteca então ele volta a transcrever um livro.

Enquanto buscava pelo livro, ela encontrou apenas três ou quatro outras pessoas sentadas e estudando.
Mas com ajuda de Morrigan (já que Morgana estava brincando na seção adulta), Francis encontra rapidamente o livro que buscava.
Ao começar a folheá-lo, ela nota que aquele livro era mais um conto infantil do que um livro histórico, afinal, fazia muito tempo que seu pai havia lhe dito sobre o livro, provavelmente quando ela ainda era criança.
Olhando para cima, ela nova uma placa na estante "Literatura Infanto-Juvenil" e volta a procurar pelo livro certo.

E mais longos minutos se passaram até ela finalmente encontrar um livro grosso de uma capa vermelha já desbotada e um amarelo que um dia foi uma borda dourada, enquanto na contracapa apenas a silhueta do que um dia deve ter sido uma taça talvez.
Abrindo o livro, Francis via as páginas amareladas velhas e ao mesmo tempo duras e frágeis pela idade do livro. Nas folhas tinham alguns escritos fracos e difíceis de ler, frases que pareciam incompletas e rasuradas. Passando as páginas do livro, ela não conseguia definir muito bem o que estava escrito nele, mas definitivamente tinha algo lá.

Livro:

A..n..s .... v....da..e....o cav......iro s....á ..a....z d.. e..x....g..r .. c....te..d.. d....sa.. p..gi..a...

O ..oliç.. j.. t..v.. mu....os g..a......s ..e..to.., ..l..m d.. u..a v.... t.... v..nc..do ..ma c..mp..tiç..o de ....em com..a m....s, ..le ta..bém ....otegeu ...... ..ila ..n..e..r.. seg..ra....o os .............. dela contra mon..t..os q..e ....nh..m ..o leste.

É i..po....ível ....b..r c..mo o m....to .. pa..s..d.. p..r.. o..tr.... p..s....as, a..gu..s ac..e..ita.. q.... s..o a..en..s fr..çõe.. do imenso poder q..e t......sbor....u, out..os a....edi..am q..e .. ....a..e u..a lite..al r..incar..a..ã...

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em Ter 10 Abr 2018, 13:11

Francis vasculhou os livros com atenção e cuidado, lembrara-se do que o senhor havia lhe dito anteriormente sobre não bagunçá-los. Ela contava com a ajuda de suas duas acompanhantes para encontrar o livro, porém Morgana acabou deixando-a sozinha com Morrigan enquanto aproveitou as sessões mais adultas. Morrigan por sua vez se esforçou para acompanhar Francis e lhe dar o suporte necessário. Levantando as questões corretas e as devidas reflexões, a Capitã conseguiu encontrar a sessão e o livro que procurava, no entanto sua mensagem não podia ser devidamente compreendida. E em sussurros o diálogo seguiu...

- Peça para Morgana distraí-lo enquanto saímos daqui, já encontrei o que preciso. [Francis]

Assim sendo, Morgana arrumou-se de forma a parecer mais sexy do que de costume e puxou assunto com o bibliotecário, usando todos os artifícios que possuía para prender sua atenção enquanto as duas deixavam a biblioteca. Após alguns minutos se despediu do mesmo e as encontrou lá fora.

- Agora vamos para...o Jardim. Certo? Preciso decifrar essa mensagem. [Francis]

E então as moças seguiram rumo ao "ponto de encontro" com o professor Gawaiin.

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