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em Sex 07 Jul 2017, 14:27

Montaigne
(Escolha 1: +1 Finesse ou +1 Panache)
“Montaigne é uma dama veneranda e ilustre.
Se lhe der na veneta ir a uma festa usando um chapéu antiquado,
ela fará a moda voltar cem anos no tempo.”
Val Mokk

A decadência de um homem é a rotina de outro. Montaigne é a safira reluzente encarapitada na costa oeste de Théah. É o centro da cultura e da moda, pátria dos artistas mais renomados e da arquitetura mais fantástica que a humanidade conhece.

Até recentemente, Montaigne e Castilha travavam uma encarniçada guerra de fronteira. As batalhas cobraram um preço altíssimo da classe campesina montenha, mas os espólios de guerra foram encher os cofres dos ricos. O país é formado por terras cultiváveis, planas e férteis. Grandes extensões verdejantes até onde a vista alcança. As fazendas pequenas são comuns: não há terras improdutivas em Montaigne. Se não forem jardins de lazer nem canteiros de obras é porque se dedicam à agricultura. Os inúmeros rios propiciam irrigação natural.

Montaigne é formada por cidades vastas, vilas de grande porte e pequenas fazendas. Pode-se caminhar dias a fio e só avistar choupanas de agricultores. Mas, chegando-se a uma cidade grande, encontra-se uma grande urbe tomada por mansões suntuosas e por uma opulência vertiginosa. Essas cidades são oásis metropolitanos separados quase totalmente das terras circundantes.

Se os camponeses montenhos lutam diariamente para agradar seus senhorios e botar comida na mesa, as classes altas das grandes cidades desconhecem a palavra “comedimento”. O governo e toda a política social gira ao redor de Léon Alexandre, l’Empereur de Montaigne. O Rei-Sol, como ele é chamado por alguns poetas montenhos, é o centro de tudo que acontece. Uma hierarquia de nobres orbita a seu redor, e os mais destacados são os duques que controlam as diversas províncias de Montaigne. Ele loteou os campos em divisões menores de terra, cada qual mantida por um único duque, que pode ter como vassalos um ou mais marqueses – esses, sim, os verdadeiros administradores das terras. Cada duque cuida de informar Léon sobre as condições de suas terras com uma certa regularidade. Invariavelmente, esses informes só asseguram ao imperador que tudo vai muito bem. Espera-se que todo e qualquer percalço no grande plano seja resolvido antes mesmo de chegar aos ouvidos de l’Empereur.

Os camponeses de Montaigne são gente simples. Recebem um mínimo de educação, formam famílias grandes e levam vidas pacatas e respeitáveis. Até bem recentemente, os jovens de quinze anos ou mais eram recrutados pelas forças armadas montenhas e mandados para a fronteira lutar com Castilha. Muitos voltaram alquebrados ou ficaram por lá. Com a perda de uma geração inteira por causa da guerra, a maioria das lavouras está aos cuidados de filhas e esposas, muitas delas viúvas.

Antigamente, era o costume em Montaigne celebrar todos os casamentos na primavera, mas a guerra com Castilha criou uma nova tradição. No inverno, quando os combates eram menos intensos, muitos jovens recebiam licença e eram encorajados a se casar sem demora com suas namoradinhas e a procriar o mais rápido possível. Afinal, Montaigne sempre precisa de mais soldados e lavradores.

Por outro lado, entre muitos nobres, o costume é não ter mais que dois ou três filhos. Suas razões são tão práticas quanto as de seus vizinhos de categoria inferior. Em Montaigne, o primogênito herda as terras, as propriedades e o dinheiro. É prudente ter mais de um herdeiro – afinal, é impossível prever as reviravoltas do destino –, mas ter mais de três é simplesmente uma grosseria. Obviamente, isso não se aplica a l’Empereur e suas nove filhas.  

Se os camponeses montenhos são hospitaleiros e diretos, seus nobres transformaram a insinuação numa arte. Nos palácios de Montaigne, ninguém diz exatamente o que quer dizer. Em vez disso, recorrem a uma fartura de metáforas e precedentes, substituindo muitas vezes suas próprias palavras por citações perspicazes. Esses diálogos podem deixar os forasteiros atordoados, e muitos diplomatas de outras nações permanecem no cargo apenas sob protesto, apesar da boa comida e das ótimas acomodações da corte montenha. A pressão para se expressar apenas com perífrases inofensivas é avassaladora.

Os montenhos preferem transformar o constrangimento num jogo de palavras. O cúmulo da grosseria é obrigar alguém a dar uma resposta direta, principalmente ao tratar de temas polêmicos. A zombaria costuma descambar para uma brincadeira excruciante quando eles se põem a fazer pouco de um assunto grave, de maneira que ninguém precise abordá-lo diretamente. Os indivíduos dotados de engenho suficiente para se destacar nesses jogos sutis são muito respeitados. Um outro jogo da predileção montenha é a intriga, juntamente com seu chegado, o escândalo. Se nada interessante tiver acontecido durante toda a temporada, alguém certamente vai inventar alguma coisa. Os convidados de outras nações já notaram uma perversidade brincalhona na afetação montenha.

A conversa veloz e a prática em contornar o assunto fazem deles os espiões ideais. Mesmo que alguém desconfie de seu discurso ambíguo, acabará relegando a coisa toda a um costume montenho. Melhor ainda, já que o país do Rei-Sol dita as normas de vestuário, os costumes e a arte, os palacianos ou cortesãos montenhos são recebidos de braços abertos praticamente em toda parte, o que lhes franqueia o acesso a outros palácios e a informações confidenciais.

Desde que o exército montenho expulsou a Igreja dos Vaticínios do país, a nobreza de Montaigne festeja sua liberdade recém-descoberta. Por outro lado, os camponeses vivem apreensivos com a nova situação de viver num país ímpio. A nobreza montenha é decadente ao extremo. Possuem tanto dinheiro que não sabem o que fazer com ele; por isso, constroem mansões extravagantes e pagam artistas famintos para pintar retratos de cinco metros de altura, patrocinam escavações arqueológicas que desenterram artefatos syrneth que eles possam ostentar em suas festas semanais. Os nobres não têm nada melhor para fazer do que assistir às maldades uns dos outros. O país inteiro foi excomungado da Igreja e, embora não pareça grande coisa para a nobreza, isso arrasou os famintos camponeses montenhos. Pode ser que estejam dispostos até mesmo a matar por causa disso.

O País
Para quem vem de fora, Montaigne é linda; há quem
diga que é “perfeita”. Os habitantes se referem a ela como “a nação mais magnífica de Théah”. A terra é generosa, verde e exuberante. O solo é fértil, as montanhas são ricas em minérios e as terras cultiváveis se estendem por vários quilômetros. As cidades espelham o próprio Paraíso, estendendo-se de tal maneira em todas as direções que é impossível percorrê-las a pé num único dia. Os portos fervilham de atividade e comércio, e a opulência das cortes e dos palácios apequenam tudo mais que Théah tem a oferecer.

Desde o Estreito de Avalon no norte à cidade de Rogne no sul, da Baís de Espuma no leste à populosa cidade mercantil de Arisent no oeste, Montaigne é uma nação culta e civilizada, uma terra de abundância. Todo quinhão cultivável de terra é aproveitado ao máximo, todo depósito mineral que possa ser explorado – por mais ínfimo que seja – é extraído, fundido e refinado em ferro e aço, e toda madeira considerada forte o suficiente para ser usada na construção é derrubada, abrindo espaço para novas lavouras. Diferente de Castilha, que se beneficia da orientação meticulosa da Igreja, a população de Montaigne não tem preservado as terras que explora. Os estudiosos da Igreja que visitaram o país chamaram mais uma vez a atenção dos montenhos para as prováveis consequências de não se adotar a redução da produção e a rotação de culturas. Até o momento, não há indícios de que esses acadêmicos tivessem razão, e a pressão para construir, provocada pelo afã belicista, conspiraram contra essas medidas.

A geografia de Montaigne é diversificada: florestas e cordilheiras imensas e vastas planícies. Boa parte da terra é formada por pastagens planas apropriadas para a pecuária. O clima é ameno o ano todo, livre de extremos de temperatura, secas e condições meteorológicas violentas.

No inverno, a temperatura raramente cai abaixo de zero, e muitas regiões de Montaigne apresentam variações de não mais de dez graus no decorrer do ano. Florestas de pequeno e grande porte juncam a paisagem e uma enorme quantidade de rios de planície meandra pelos campos. O efeito geral é encantador, o que ajuda a criar a atmosfera que fascina tanta gente.

A capital de Montaigne, Charouse, é o centro de uma imensa bacia, um dos pontos mais  baixos do país. Nadireção sudoeste, um aclive gradual forma um mar de morros que corta as pastagens formosas, ao passo que se pode caminhar durante um dia ou mais na direção leste sem ver o horizonte mudar. Essa região encerra as terras cultiváveis mais cobiçadas de toda a nação, ricas em minerais e nutrientes exigidos pelas culturas mais apreciadas. Também é a região mais defensável do país, o que faz dela a localização ideal para a capital.

A oeste de Charouse fica a cordilheira mais excepcional de Montainge, les Sommets Blancs (“as Montanhas Brancas”), com seus picos nevados que chegam aos 3 mil metros de altitude. O rio Sinueuse corta a capital e o lago de mesmo nome, vindo a desembocar no Mar das Viúvas e oferecendo uma rota comercial rápida até outras nações. No norte, Muguet é a maior cidade portuária de Montaigne, e a província talvez seja a mais conhecida de Théah. Não é incomum o duque de Muguet, Edouard Allais, ignorar as recomendações ou até mesmo revogar as ordens que não tenham partido diretamente da família real, e essa atitude vem atraindo muitos dos montenhos mais voluntariosos e também alguns estrangeiros.

A província de Doré angariou uma reputação semelhante graças às ações de Pierre Flaubert de Doré, que recentemente gastou uma fortuna transformando os brejos nos arredores de Pourisse em pastagens, o que elevou à região à condição de maior criadora de gado do país praticamente da noite para o dia. A carne bovina fornece à província uma renda sem precedentes e desafia a supremacia de Charouse na pecuária. Nobres e palacianos de toda a Montaigne já manifestaram franca hostilidade a essa decisão, mas a família real ainda não respondeu, talvez por estar ocupada demais com a moda para se pronunciar a respeito da situação da carne bovina.

A leste de Charouse, depois das planícies montenhas, fica o território aiseniano anexado com o Tratado de Weissburg: a floresta Lock-Horn [ou floresta da Marrada], nome que vem da época em que Avalon ocupava o norte de Montaigne. A madeira extraída dessa floresta provou ser um recurso valioso, mas de custo elevado: umas vinte e tantas pessoas que se embrenharam sob seu dossel escuro – entre elas, dois feiticeiros de Porté – desapareceram e nunca mais voltaram. Só restou uma série de estranhos rastros de sangue que subiam pelos troncos das árvores até os galhos mais altos, e então sumiam.



Última edição por Teach em Sex 04 Ago 2017, 14:08, editado 2 vez(es)

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em Sex 07 Jul 2017, 14:35

O Povo
Chamados de montenhos, ou, pelas costas, de “girassóis”, os habitantes de Montaigne são bem dispostos e – comparativamente falando – muito asseados. O típico nobre do sexo masculino veste-se muito bem, ao passo que as mulheres da nobreza seguem a moda da temporada no que se refere a penteados e maquiagem. Cabelos e olhos castanhos são os mais comuns, mas também aparecem os ocasionais olhos castanho-esverdeados e os cabelos louros. Os homens costumam disfarçar seus traços delicados com uma barba curta ou um bigode bem aparado, ao passo que as mulheres acentuam as suaves maçãs do rosto emoldurando-as com seus cabelos compridos.

Os camponeses aparam os pelos uma vez por ano no começo da primavera e, portanto, têm uma cabeleira basta e uma barba cerrada para aquecê-los no inverno. Seu modo de vestir não varia muito, mas se isso acentua ou suprime sua diversidade é um assunto controverso. Há quem diga que os nobres, mas não seus compatriotas de classe inferior, têm todos a mesma cara, já que se esforçam o tempo todo para se apresentar segundo a moda do momento.

Camadas Sociais
Montaigne é a nação mais dividida de Théah, econômica e filosoficamente falando. Sob um rígido sistema de castas, a população de Montaigne se distingue facilmente numa série de classes reconhecíveis. Segue-se uma descrição geral de cada uma delas, desde a família real aos quase invisíveis camponeses.

A nata da nobreza montenha (la Famille Royale) tem poucos integrantes, mas detém o poder absoluto em suas terras. Somente l’Empereur Léon Alexandre de Montaigne (“rei” até recentemente), sua esposa, a Impératrice, os membros de seu núcleo familiar e os pais dos antigos monarcas podem dizer que de fato pertencem a esta classe.Atualmente, l’Empereur tem nove filhas, mas nenhum filho homem, algo que incomoda bastante a família real. Morella Alouse Giacinni, uma sortílega vodatiana e terceira esposa de l’Empereur, não foi capaz de lhe dar um herdeiro adequado. Deu à luz Dominique, a filha do casal, que não demonstra o menor talento para a feitiçaria. A esposa anterior de l’Empereur, castilhana e mãe de três filhas, morreu de “males femininos” há algum tempo.

Abaixo da realeza fica a noblesse (a nobreza propriamente dita), os duques e marqueses de Montaigne. Os mais altos na hierarquia são os duques, os nobres proprietários de terras que herdaram os nomes daqueles que estão no poder desde a fundação de Montaigne. Mas são os marqueses, os irmãos dos duques, quem controlam boa parte do dinheiro e administram a maioria dos recursos da nação. Em troca de seus serviços, têm permissão para viver nas regiões remotas das províncias que administram, cuidando das minúcias. A seguir temos a petite noblesse, mais conhecida como a “pequena nobreza” de Montaigne. São nobres apenas em virtude de sua riqueza, pois não detêm a posse da terra e estão livres das responsabilidades concomitantes. São um subproduto da estupenda quantidade de dinheiro que circula no país. Alguns o receberam como herança, outros o obtiveram por meio de falcatruas... Em sua classe, o que importa é possuí-lo. Levam uma vida extravagante e comparecem a todas as festas sociais da nobreza, evitando, ao mesmo tempo, a politicagem e a rivalidade tão comuns no seio da elite.

Também abaixo da nobreza propriamente dita – e ao lado da pequena nobreza na hierarquia – fica a noblesse errante. São os nobres que, por um motivo ou outro, perdram seus privilégios e optaram por se tornar palacianos, emissários ou dignitários a serviço do trono. Paix e Buché estão tomadas por centenas de burocratas, que só fazem aumentar a cada geração. As obrigações de muitos errantes dependem da posição do nobre ao qual se agregaram: seu benfeitor determina o grau de respeito que eles recebem. Os mais desejáveis são os patronos ambiciosos ou dotados de poderes mágicos. Os palacianos ou cortesãos – plebeus talentosos – não enfrentam tantas dificuldades. Existem principalmente para entreter a nobreza e impressioná-la com sua competência. Poetas, bufões, rameiras, atores, escritores, artistas e charlatães: todos pertencem ao que veio a ser uma ampla camada social. Os mercadores ou membros do clero que têm dinheiro suficiente podem angariar o respeito dos palacianos como se eles mesmos fossem da nobreza. Mas, para quem não entende bem as “regras”, é muito fácil afrontar a integridade da corte e, por conseguinte, afrontar o poder do nobre reinante.

A classe de status mais elevado logo depois da nobreza é a dos estudiosos, que recentemente ganharam popularidade com a intensificação das explorações. Tradicionalmente, os acadêmicos e sobretudo os filósofos são bem vistos em Montaigne, mas a aceitação de um estudioso pelo campo vicejante da arqueologia vai se tornando rapidamente uma distinção. Muitos nobres contratam vários estudiosos, entre eles um arqueólogo, e a maioria – percebendo que a falta de interesse pelo mundo que os rodeia saiu bem caro – se esforça para criar bibliotecas particulares e atrair os acadêmicos.

Os mercadores e artesãos também vêm recebendo atenção especial em Montaigne nos últimos tempos. Em geral, esses trabalhadores pertencem à Liga de Vendel, o que lhes garante uma renda superior à de muitos “autônomos” em suas respectivas áreas. Os montenhos endinheirados os convencem a exercer seu ofício apenas dentro das fronteiras do país, criando o ar de superioridade pelo qual anseiam e, ao mesmo tempo, aumentando a renda necessária para mantê-los. Na opinião da nobreza, essa gente é um trunfo demasiado valioso para se desperdiçar.

O último patamar na pirâmide social montenha é ocupado pelos camponeses. As imensas cidades amuralhadas e os chateaux elaborados representam a beleza e a paz da nação, mas foram erigidos sobre as costas de seus camponeses. A vida de um plebeu em Montaigne é difícil, particularmente em comparação com os fabulosos privilégios dos camponeses de outras nações, como os agricultores de Vodacce, para citarmos apenas um exemplo. Uma jornada de trabalho de sessenta horas semanais consome suas vidas; homens de idade avançada, moças e viúvas cuidam dos milhões de hectares de terras possuídos pela nobreza montenha.

Etiqueta
“Faites-vous tout petit.”
(“Não chame atenção.”)
Anônimo
A nobreza montenha evita o confronto. Em vez de se dirigir diretamente a alguém, os nobres têm porta-vozes – assistentes, emissários, mensageiros e cortesãos – e, nos palácios, utilizam metáforas e ditos espirituosos para evitar conversas. Costumam desviar os olhos quando acuados. A sutileza substituiu a necessidade de realmente dizer alguma coisa e é considerada um talento muito mais nobre que a honestidade.

A bela arte da conformidade está muito difundida em Montaigne. Poucos nobres têm a coragem necessária para lançar moda. Os modismos são tão populares porque inúmeras são as pessoas instruídas a agir e a se vestir de um certo modo. A organização de festas – embora seja uma atividade frequente – é uma experiência árdua para eles, e a maioria dos montenhos prefere custear a celebração de uma outra pessoa a ser o anfitrião. Por esse motivo, pode se passar um ano inteiro sem que se vejam festas fora de Paix, Charouse e Crieux, para onde migraram as pessoas dotadas de ousadia suficiente para dar o tom.

Mencionar precedentes também é muito comum entre os nobres. Ao lidar com estrangeiros, os montenhos muitas vezes dizem coisas que parecem fora de contexto, confusas ou irritantes. Isso já levou a várias situações desastrosas. Não fossem as cercanias exuberantes e a localização conveniente da embaixada de Paix, muitos embaixadores – depois de se verem ofendidos de tal maneira – jamais retornariam.

Os camponeses de Montaigne não são tão frágeis. São gentis e solícitos, apesar de levarem uma vida dura. Aprenderam, depois de anos e anos de humildade, a não se queixarem de sua situação, e, sendo assim, mesmo vivendo na miséria, eles continuam asseados e confiantes. As pessoas que visitam Montaigne costumam reclamar que o povo é rude ou vulgar, mas quem evita as cidades só tem coisas boas a dizer sobre sua estada.

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em Sex 07 Jul 2017, 14:42

Vestuário
Os camponeses têm sorte quando conseguem comprar uma segunda muda de roupas antes de morrerem, mas os nobres vestem o que estiver em alta, e basta alguém elogiar uma nova modista para eles ampliarem seu guarda-roupa. Joias caras, vestidos extravagantes e um séquito para carregar as caudas são elementos imprescindíveis da moda montenha. Os feiticeiros de Porté experientes geralmente podem ser identificados pelas luvas e pela maquiagem, usadas para cobrir as manchas asquerosas que acabam aparecendo em suas mãos e braços.

O vestuário montenho recorre a várias matérias-primas, entre elas os brocados, veludos, sedas, rendas, linhos e cetins. O azul-imperial e o dourado são as cores da nobreza, mas a elite ostenta toda sorte de cores vibrantes. Desenhos florais rebuscados reluzem em casacos e vestidos, dando ao Império do Sol o brilho e o lustro associados a seu esplendor majestoso. As cores escuras são consideradas horrendas, e muitos montenhos de inclinação patriótica tomam como ofensa o fato de um visitante frequentar o palácio vestindo tais cores. Montaigne dita a moda de muitas outras nações do mundo, e o centro dessa força é a Mode du Lac (a Sociedade Modista), um ateliê da alta sociedade que estabelece as grandes tendências. Nos últimos tempos, a casa se aproximou da Liga de Vendel, que a tem ajudado a disseminar sua visão de mundo em troca de alguns dos modelitos do ano. Os homens geralmente acompanham os ditames da Mode du Lac, mas o guarda-roupa das mulheres pode divergir logo depois do começo da temporada caso as rainhas de Théah sigam outro rumo.

Alimentação
Os nobres de Montaigne se regalam com carnes importadas, peixes, queijos, leite, manteiga, vinhos, cereais, hortaliças, especiarias e uma grande quantidade de alimentos exóticos provenientes de toda a Théah. A culinária vodatiana é particularmente popular no momento.

Atualmente, a cozinha montenha é o método de preparação de alimentos mais inovador do mundo, e suas escolas de culinária são renomadas pela criatividade e pelas medidas nada ortodoxas. A nobreza descobriu recentemente que adora a toranja e o cantalupo e começou a importar frutas exóticas dos mercadores vodatianos. As trufas são consideradas uma iguaria em Montaigne, e os chefs de cozinha passaram a contratar pessoas para adestrar os porcos que procuram essas guloseimas.

Os mercadores não estão acostumados à dieta extravagante de seus superiores na nobreza, mas também se regalam com suas refeições. Hortaliças frescas, vinhos, carnes, queijos e pães constituem a base de sua alimentação diária. Os cultivares castilhanos também estão ficando mais acessíveis, conforme a economia do vizinho oriental de Montaigne volta a vicejar depois da guerra. O imperador esperava se apoderar de uma parte das férteis terras cultiváveis de Castilha, mas o dinheiro de Montaigne ainda coloca a seus pés o fruto do trabalho árduo dos castilhanos.

A dieta dos camponeses montenhos é simples: vagens rançosas, pão bolorento, alface, nabo e repolho estragados, vinho que quase virou vinagre e água suja. Diariamente, os lavradores colhem comida decente que acaba na pança dos nobres ou é exportada para o resto do mundo, enquanto os homens, as mulheres e as crianças que trabalharam para produzi-la passam fome. Como seria de esperar, os camponeses guardam para si um pouco do que colhem todos os meses, mas é preciso tomar cuidado: se passarem da conta, os coletores de impostos acabarão reparando.

Costumes
Os montenhos se divertem zombando das pessoas, contanto que a brincadeira não perca a graça. Quase todos os montenhos compreendem a importância do humor, mesmo às suas próprias custas, mas há um limite tênue que não deve ser ultrapassado. Quando o escárnio passa da conta (e os montenhos intuitivos sabem quando é o caso), o blagueur (“ofensor”) é rapidamente expulso da sociedade educada. Não é raro acontecer de um troçador talentoso manter a popularidade somente até cometer uma indiscrição; muitos cortesãos que se especializam na crítica social se veem sem um benfeitor segundos depois de tocar fogo numa situação delicada. A ironia é que, diante de uma situação tão delicada a ponto de ser considerada explosiva, espera-se que quase todosentrem “na brincadeira” para aliviar o peso do colega, uma nuance que muitos estrangeiros não entendem. O contato físico é outro costume ambíguo em Montaigne. Cônjuges não se tocam em público (exceto, talvez, ao dançar), mas não é incomum ver os montenhos abraçar amigos(as) ou palacianos(as) na companhia de outras pessoas, sejam casados(as) ou não. Cobrir o rosto com um leque ao rir e tocar a mão ou o peito de um amigo também é aceitável.

Arte e Música

Da mesma maneira que estão na vanguarda da filosofia moderna, os montenhos também continuam a ser os mais influentes nos campos da arte e da música. Há quem acredite que os grandes artistas sejam atraídos pelo mecenato proporcionado pela nobreza de Montaigne. Seja qual for o motivo, a nação se tornou um viveiro de criatividade e produz artistas quase com a mesma rapidez que a atenção da sociedade se volta para outra coisa.

A música montenha recorre a cordas e harpas, com poucos instrumentos de percussão. É lenta e batida, lembra a música fúnebre, mas há alguém que está tentando mudar isso. Seu nome é Wolff rond von Hazel (RO-tsel). Ele tem sete anos de idade e talvez seja o maior talento musical dos últimos cem anos. Nascido em Eisen (“de onde vêm todos os grandes compositores”), von Hazel chegou a Montaigne com os pais numa longa turnê para exibir seu talento, esperando, com isso, arranjar um benfeitor adequado (leia-se: abastado). Ele passou os últimos meses em Paix e obteve o apoio decisivo da nobreza montenha.

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em Sex 07 Jul 2017, 14:47

Nomes
Como tudo mais na sociedade montenha, os nomes têm a ver com a condição social. Por exemplo, os nomes próprios dos nobres são precedidos por um título, aí seguem-se o primeiro nome e o sobrenome, e então a palavra “de” e a província governada por eles. (Os membros da família real são os únicos que têm permissão para usar “Montaigne” como província para esse fim.)

A pequena nobreza pode escolher o nome que quiser. O clero tampouco fica restrito às regras para atribuição de nomes da nobreza; a maioria, na verdade, perde o nome de batismo ao assumir sua função, e bispos e cardeais chegam a ter cinco ou seis nomes em alguns casos. Por exemplo, o bispo Jules Corentin d’Auguereau Crepin d’Agneau estava subordinado ao sumo cardeal Michel Jean-Claude Desaix de Mirielle Sarnin.

Os membros da classe mercante têm um primeiro nome e um sobrenome, ao passo que os camponeses apresentam nomes bem simples. As crianças camponesas, por exemplo, têm apenas o primeiro nome, pois raramente deixam suas aldeias. Nesses casos, o nome da aldeia, vila ou província de origem acaba se transformando em sobrenome, quando necessário.
Nomes Masculinos Comuns: Ambroise, Blaise, Cédric, Daniel, Denis, Eugène, Félix, Gérard, Guy, Henri, Jacques, Jules, Luc, Marc, Martin, Pierre, Rémy, Sébastien, Victor, Zacharie
Nomes Femininos Comuns: Allette, Andrée, Arielle, Blanche, Camille, Cosette, Dominique, Estelle, Francine, Georgette, Henriette, Irène, Julie, Lydie, Nicole, Philippine, Roseline, Sylvie, Vivianne

Religião
Até o começo do século XVII, os montenhos eram de uma espiritualidade obstinada e muitos encontravam refrigério nas palavras dos representantes da Igreja. Com a profunda falta de liderança moral durante os reinados de Léon XII e Léon XIII, a fibra espiritual da nação começou a se desfazer. Desde então, ficou claro que a influência que a Igreja porventura tivesse sobre a nobreza montenha estava desaparecendo rapidamente.

Hoje em dia, a nobreza de Montaigne se opõe abertamente à Igreja, fomentando a circulação dos livros banidos e os movimentos seculares. O apoio financeiro foi interrompido por completo e as igrejas que permaneceram pagam impostos pesados. O clima pecaminoso predomina em toda a nação. Com a diminuição no número de seguidores da Igreja em Montaigne, a quantidade de sacerdotes também caiu.

Os camponeses montenhos, com a exceção da maioria dos serviçais, receiam estar condenados. Perceberam a guinada que as opiniões religiosas da nobreza sofreram, mesmo aqueles que, estando mais próximos dos nobres, continuam ignorando os excessos da classe alta (ou dela se fazem cúmplices). A Igreja tem feito de tudo para manter as massas empobrecidas satisfeitas, ao mesmo tempo em que pede às cortes que aliviem o fardo dessa gente, mas muitas autoridades eclesiásticas fazem vista grossa para as condições do campesinato quando os soldados de l’Empereur lhes oferecem baús cheios de ouro como “presentes do povo”. Não há, no momento, um cardeal que seja em Montaigne, e todos os bispos estão desaparecidos ou enclausurados, cabendo apenas aos monsenhores e sacerdotes a responsabilidade de liderar os rebanhos desencaminhados. Entre o temor feroz dos camponeses e os excessos hedonistas dos nobres montenhos, o papel que cabe aos remanescentes do clero vaticinista é dos mais difíceis.

Governo
“L’Empereur é um bêbado colérico, e ele nunca está sóbrio.”
Ditado popular entre os camponeses montenhos
Quem vem de fora muitas vezes acha confusa a política de Montaigne. Volta e meia, até mesmo os embaixadores que conhecem sua estrutura não sabem mais com quem falar e de quem se esquivar. A quantidade vertiginosa de chavões políticos a evitar e a imensa rede de contatos, cada qual com uma ligação emocional concomitante – e, muitas vezes, explosiva –, são capazes de desconcertar até mesmo a mais bem treinada das sortílegas.

O resultado é um sistema plenamente funcional em que, sabe-se lá como, tudo dá certo. No fim das contas, quando os punhais voltam para as bainhas, o sangue já está seco e todos se livraram de suas sentenças de morte, os resultados são alcançáveis, apesar de raramente serem unânimes. “Mostre-me uma lei em Montaigne que eu lhe mostrarei alguém que dela discorda”, diz o provérbio. Desde o começo da Guerra da Cruz, Montaigne dobrou de tamanho. A necessidade de conseguir bons governantes tornou-se cada vez mais importante, e a riqueza da nobreza a aumentou na mesma proporção.

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em Sex 07 Jul 2017, 14:54

Economia
“Quando a pequena nobreza se veste tão bem quanto
eu, é sinal de que nossa nação está satisfeita, é exuberante,
rica e forte. Quando vemos um mercador fazer
a mesma coisa, é hora de aumentar os impostos.”
Empereur Léon XIV

Montaigne leva o mais elevado padrão de vida de Théah. As tarifas impostas pela realeza aos mercadores também garante que o tesouro esteja sempre repleto. Montaigne consome e importa mais mercadorias, comida e ferro bruto que qualquer outra nação. A nobreza compra tanta comida, artigos, serviços e pedraria que sua taxa de consumo excede o que o país produz e exporta, o que a deixaria numa situação precária no caso de uma catástrofe econômica, algo que nunca aconteceu.

Montaigne utiliza tanto o soleil (so-LEI) – que tem esse nome graças ao sol de Montaigne cunhado na moeda – quanto o guilder. Nas moedas mais recentes, o verso é estampado com a efígie de l’Empereur, ao passo que as moedas mais antigas, cada vez mais escassas, ostentam o timbre das espadas cruzadas dos Mosqueteiros. Em toda a Montaigne, os mercadores e artesãos aceitam tanto os guilders quanto os soleils. Muitos mercadores aceitam o guilder, mas fornecem o troco em soleils.

Forças Armadas
Tempos atrás, as forças armadas de Montaigne eram veneradas por serem nobres e austeras, o braço armado de uma potência mundial. Nos últimos anos, porém, elas praticamente triplicaram em tamanho por causa do recrutamento, enfraquecendo as famílias que sustentam a nação – camponeses e agricultores, em sua maioria. Ao mesmo tempo, a estrutura de comando vem minguando e mais líderes militares inexperientes – entre eles, muitos camponeses de talento nato, mas sem conhecimento prático – vêm sendo mandados para campo. Poucos nobres se alistam.

As perdas do Rei-Sol em Castilha só não foram lição suficiente para os ricos. Muitos deles enriqueceram ainda mais com os espólios de guerra, e poucos viram seus filhos e filhas morrer em solo estrangeiro. Dizem por aí que o próprio imperador ficou com mais da metade de todos os bens apreendidos por Montaigne ao capturar navios castilhanos na Baía de Espuma.

O supremo almirante da Marinha já é uma outra história. Seu nome é Alceste Valois de Praisse III, e ele é, sem dúvida alguma, o líder militar mais exibido dos últimos anos. De berço nobre, ele continua a levar um estilo de vida digno de sua posição. Alceste passa mais tempo nas cortes e nas casas de outros nobres do que no exercício de seu cargo e, mesmo assim, garante a l’Empereur que não há piratas por perto. Recentemente, ele mandou a poderosa frota montenha patrulhar águas “seguras”, deixando a baía a oeste de Crieux vulnerável à pilhagem ou ao contrabando.

Os Mosqueteiros
Tropa de elite das forças armadas de Montaigne, os mosqueteiros desempenham várias funções importantes no país, desde manter a lei do rei ou escoltar nobres em território perigoso até cumprir uma série de tarefasa mando da realeza. Prestam um juramento a l’Empereur de Montaigne quando se alistam e recebem uma rapieira, um tabardo (um capote que se veste de frente) e o mosquete que representa sua autoridade. A empunhadura da rapieira é especialmente forjada e montada pelos ferreiros reais. O tabardo tem o timbre real na frente e nas costas, e o mosquete é feito de aço de ótima qualidade, com marchetaria de prata pura e uma fleur-de-lis na coronha.

Os mosqueteiros são escolhidos por um conselho formado por vinte de seus futuros pares. O número de mosqueteiros nunca passa nem fica aquém de mil. Para que a tropa continue renovada, bem treinada e eficiente, os soldados mais velhos se aposentam e os novatos entram para a companhia todo começo de primavera. Todo mosqueteiro lutará até a morte para defender a honra de um colega. Por serem tão unidos, os mosqueteirosdevem ter muita confiança no discernimento e na lealdade daqueles que os cercam.

A Guarda Relâmpago
A guarda pessoal de l’Empereur é conhecida como a Guarda Relâmpago, formada pelos melhores mosqueteiros. A guarda já existe há seiscentos anos e serve exclusivamente a l’Empereur. São dedicados e honrados,duelistas incríveis e defensores leais da soberania real. Quando necessário, também podem atuar como mensageiros, escolta, guarda-costas, investigadores ou embaixadores reais.

Relações Exteriores
Avalon
Apesar de a alternância de governo constante entre Montaigne e Avalon já ter se resolvido há tempos e o comércio entre os dois lados do Istmo de Montaigne nunca ter sido tão intenso, ainda persistem os ressentimentos de longa data entre as duas nações. Contudo, tanto Montaigne quanto Avalon entraram em outros conflitos, e as lutas internas dos dois países têm abafado momentaneamente essas hostilidades.

Castilha
O povo de Montaigne nunca respeitou os castilhanos, pois se ressente do grande progresso da agricultura e das exportações do país vizinho, além do desprezo que nutre pelo hábito da siesta. A nobreza montenha considerava justa sua causa na guerra – um golpe na moral imperiosa da Igreja dos Vaticínios –, mas até mesmo as classes mais baixas achavam que oscastilhanos não mereciam a fartura que tinham. A maioria dos plebeus acreditava que a guerra fosse uma resposta razoável aos insultos e ultrajes impostos pelos castilhanos a Montagine no decorrer de anos e anos de negociações comerciais e disputas pelas fronteiras.

Comunidade Sarmática
Camponeses com direito a voto? De jeito nenhum. Vamos falar de outra coisa. Sirvam o vinho.

Eisen
O Tratado de Weissburg encerrou as hostilidades francas entre Montaigne e Eisen, mas as emoções que motivaram essa troca furiosa de golpes ainda persistem. Os montenhos fizeram dos aisenianos seus inimigos, apesar de não parecer ser esse o caso para quem vê o conflito de fora. Os dois lados fizeram questão de dar publicidade à sua troca mútua de recursos, que se estende ao emprego de vários generais aisenianos nos campos de treinamento montenhos.

Nações Piratas
A Marinha de Montaigne hoje passa boa parte do tempo protegendo os navios mercantes contra os piratas. A Liga de Vendel, recentemente, se prontificou a fornecer mais navios mercenários como escolta, mas l’Empereur não aceitou a oferta.

Ussura
O contato entre Montaigne e Ussura tem sido mínimo. Uma das razões é a distância que as separam, e é simplesmente mais fácil negociar com outras nações mais próximas de Montaigne. Mesmo assim... l’Empereur costuma perguntar aos nobres e dignitários em visita ao país a respeito das terras e da população ussuranas, dando a entender que talvez venha a lançar mais uma campanha militar quando se cansar de seus mais recentes empreendimentos artísticos. Alguns de seus generais sugeriram que ele olhasse para o oeste e para o norte, e não para o oriente distante, mas – até o momento – ele tem sido evasivo em relação a seus planos.

Vestenmennavenjar
Montaigne mantém contato com Vesten principalmente por meio da Liga e das empresas que esta mantém, algo que costuma exigir demasiados recursos de um lado e de outro. Não fosse por uma série de tarifas estabelecidas por l’Empereur e seu conselho, as tramoias constantes da Liga de Vendel poderiam ter causado pontos de atrito entre as duas nações. Apesar de suas diferenças, tanto Montaigne quanto Vesten concordam numa coisa: vender artigos de luxo para o resto de Théah é um desperdício, considerando-se que Montaigne está disposta a pagar quantias tão grandes pelo melhor que a Liga de Vendel tem a oferecer.

Vodacce
Sem dúvida alguma, as relações comerciais de Montaigne com Vodacce são mais convenientes e lucrativas do que com qualquer outra nação teana, e por vários motivos. Em primeiríssimo lugar, os montenhos adoram os artigos produzidos pelos vodatianos, que eles consideram ser “um exagero de elegância”. Mas são vários os boatos de que l’Empereur – que angariou a inimizade ou a má vontade do resto do mundo – estaria preparando uma futura aliança política.

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