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Pirataria, navegação, explorar os sete mares, seja um pirata ou alguém da marinha, esse é mais um RPG de forum conhecido como PbF.

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em Qua 05 Jul 2017, 09:42

Eisen
(Escolha 1: +1 Vigor ou +1 Determinação)
“Os sacerdotes vivem nos dizendo que os Profetas vão
reunir todos nós na outra vida. Acho difícil acreditar
nisso, já que eles nos separaram nesta aqui.”
Niklas Träge, Eisenfürst de Freiburg

Localizada no centro de Théah, há tempos Eisen (AI-zen) tem importância decisiva na política e nas guerras teanas. As tropas precisavam obter um salvoconduto para cruzar suas fronteiras, e os acordos comerciais muitas vezes dependiam de permitir também a travessia de mercadores. Depois da Guerra da Cruz, porém, Eisen viu-se devastada. Os campos foram reduzidos a lama, não era mais possível pagar o soldo das guarnições e os navios mercantes não davam a mínima para as tentativas aisenianas de cobrar pedágio.

O povo de Eisen sempre foi orgulhoso. Orgulham-se porque seus ancestrais criaram o império da Igreja dos Vaticínios para o hierofante e porque esse império durou centenas de anos. Orgulham-se porque seu passado é uma série de feitos valorosos. Nas condições em que o país hoje se encontra, pode-se desculpá-los por tentarem viver no passado. Orgulhavam-se do fato de não terem outra forma de magia que não aquela que criavam com seu suor e seu sangue…

…e aí vieram os Horrores.

Começaram a aparecer no fim da guerra, mas, assim que o conflito terminou, chegaram em grande número. Um uivo terrível na floresta enluarada... A condessa lívida que vive nas trevas no alto da colina... O inventor louco que trabalha com cadáveres em seu castelo em ruínas… Não bastava Eisen ter sobrevivido à Guerra da Cruz. Agora seu povo precisa sobreviver àquilo que o massacre e a carnificina conjuraram.

O sol nasceu e voltou a se pôr para Eisen. Hoje Eisen é um país solitário de lama e neve, e os viajantes fazem bem em contratar guardas armados. Mas, com toda essa conversa sobre Eisen ser uma nação devastada, muita gente deixa passar o fato de que nem todos os seus habitantes parecem arruinados. Alguns deles parecem simplesmente furiosos.

Eisen tem um longo histórico de se recuperar de catástrofes e, quanto pior o desastre, mais impressionante a volta por cima costuma ser. Neste exato momento, ela é fragmentária e desagradável, mal assombrada e oprimida, mas ainda vai se livrar dos Horrores. Vai unir sua gente. E vai ser uma única nação. O país não é tão bonito quanto Avalon, sua nobreza não é tão imponente quanto a de Montaigne, mas sua gente é orgulhosa e não vai deixar um pouco de lama e sangue conspurcar sua dignidade.

As pessoas que dizem não haver beleza em Eisen não sabem onde procurá-la. Em Eisen contam-se histórias que falam de atos desesperados de ousadia, nas quais as palavras “herói” e “coragem” nunca são usadas levianamente.

Mais que qualquer outra nação, Eisen aprendeu que a unidade nacional é importante, sobretudo porque a união que havia foi extirpada em nome da religião. A Guerra da Cruz não começou com aisenianos combatendo montenhos nem castilhanos: começou com os vaticinistas de Eisen lutando com seus objecionistas. Contudo, depois de tanto sangue derramado e de tantas cidades reduzidas a cinzas, ficou claro que eram apenas aisenianos matando aisenianos. Por causa dessa dissidência interna, os aisenianos hoje são tratados com um leve desdém pelo resto de Théah. Sua perícia no campo de batalha, entretanto, continua superior à de qualquer outra nação teana: até mesmo Montegue, o magnífico general montenho, tem como consultor um sargento aiseniano.

Como qualquer outra nação de Théah, Eisen se encontra numa encruzilhada. As pessoas mais importantes são seus príncipes, que têm a obrigação de ser a força unificadora de que a nação precisa. O príncipe que angariar a lealdade de seu povo vai determinar o papel que a nação desempenhará no palco da política mundial pelos próximos duzentos anos.

Théah está prestes a seguir o mesmo caminho que Eisen vem trilhando há três décadas. Está à beira de perceber que o orgulho nacional é capaz de unificar um povo mais do que a religião. Os aisenianos já chegaram lá. E estão reconstruindo. Mas, por ora, Eisen é uma baderna. O povo sabe disso e não gosta de ser lembrado desse fato. É como entrar na casa de alguém e dizer: “Mas que latrina”. Os aisenianos podem se queixar de seu país, mas ainda o amam. O montenho que entrar num vilarejo e disser algo desdenhoso sobre o país acabará coberto de piche e penas antes do fim do dia.

O País
Eisen é uma região montanhosa bem no meio de Théah que faz fronteira com quase todos os grandes países do continente. Os invernos são longos e as temperaturas são de arrepiar até mesmo em meados do verão. Chove e neva muito em Eisen, o que contribui para manter as estradas enlameadas o ano todo.

Na metade meridional de Eisen ficam as agourentas florestas negras, ou Schwarzen Wälder. As pessoas sabem que não é bom andar pelas trilhas florestais à noite, por temerem o Schattenmann, ou “Homem Sombra”. As histórias o descrevem como uma criatura gigantesca de pernas e braços finos feito palitos e que porta uma tesoura de poda enorme para desmembrar suas vítimas, fazendo- as em pedaços com golpes precisos.

A noroeste das Wälder fica o Südsee, um lago imenso que outrora fervilhava com cardumes de peixes de água doce. Graças à pesca intensa, já não é mais tão farto quanto foi um dia. A nordeste dali fica o Unsterbliche Sumpf, ou o “Pântano Imortal”, que, segundo se imagina, é amaldiçoado.

O norte de Eisen tem densa cobertura florestal e vastas planícies aluviais nas duas margens do Rotstrom, um rio largo com bolsões de argila que avermelham suas águas. Freiburg (FRAI-burg), a famosa capital do comércio, se estende de um lado e outro do médio Rotstrom. Existem duas grandes florestas no norte de Eisen: a Angenehme Wald e a Liebliche Wald. Ao contrário do resto da paisagem aiseniana, essas florestas são tidas como lugares seguros e agradáveis de percorrer. Claro que, com todos os refugiados desesperados que se encontram em Eisen, pode ser que isso logo venha a mudar. A Eisenfürst Pösen mantém patrulhas regulares nas florestas para remover possíveis bandidos. Mesmo assim, ela reluta em desfalcar as patrulhas que cobrem as Salzsumpf, as salinas próximas de Insel, seu castelo. Sereias se infiltraram no alagado e armam emboscadas para pescadores e outros viajantes. Pösen não quer que elas se aventurem em seu território.

Nas montanhas que margeiam Eisen ao norte e ao leste, os moradores contam histórias sobre os drachen, criaturas enormes veneradas pelos aisenianos. Antigamente, os nobres caçavam os drachen para provar seu valor. De fato, a imagem do drachen hoje é sinônimo dos conceitos de força e poder. Não existe lembrança de nobre algum que tenha realmente confrontado uma dessas feras, mas as histórias sobre drachen que destroçaram cidades inteiras com suas garras imensas ainda persistem.

As minas de ferro de Eisen também ficam nas montanhas. Fora os mercenários, o ferro é o principal produto de exportação do país. O dracheneisen, o ferro mágico usado na fabricação da lendária armadura de escamas dragontinas de Eisen (drachenschuppe), era minerado ali outrora. Infelizmente, as minas de dracheneisen são uma lembrança remota, assim como os drachen, e as minas antigas encontram-se desocupadas e mal assombradas. O pouco dracheneisen que resta é utilizado no combate aos Horrores de Eisen. A matéria-prima mais preciosa da nação pode funcionar tanto como arma quanto uma espécie de proteção contra os Horrores. Muitos deles são invulneráveis aos meios tradicionais, mas o dracheneisen, por alguma razão, é capaz de feri-los e até mesmo destruí-los.



Última edição por Teach em Sex 04 Ago 2017, 14:06, editado 2 vez(es)

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em Qua 05 Jul 2017, 09:50

O Povo
Apesar de Eisen ser uma grande ruína mal assombrada, seu povo não se deixa abater. Longe disso. Algumas pessoas sucumbiram aos horrores da guerra, mas aquelas que persistiram ficaram mais fortes depois das atrocidades que sofreram. Os aisenianos têm mais experiência em combate que qualquer outro povo. Os exércitos de boa parte das nações de Théah contam com um consultor aiseniano para traçar suas táticas e estratégias.

Já que tinham pouquíssima outra coisa a oferecer, os aisenianos passaram a vender a guerra. Suas academias militares são as melhores de Théah, e o simples fato de alguém ter nascido em Eisen costuma ser uma boa razão para deixá-lo(a) liderar um exército. Os mercenários aisenianos geralmente procuram trabalho como soldados, guarda-costas ou marujos que defendem embarcações contra piratas. Muitos(as) filhos e filhas leais deixaram sua terra natal para lutar no estrangeiro e mandar o soldo para suas famílias.

Se há uma coisa que encontra eco no caráter nacional de Eisen é a teimosia. Os aisenianos nunca desistem. Podem se encolher num canto para tratar das feridas, mas sempre acabam voltando, prontos para lutar mais uma vez. Trinta anos atrás, havia 24 milhões de habitantes em Eisen. Hoje são 10 milhões. Quase 6 milhões fugiram para outros países. O resto morreu. Em sua maioria, não em batalha, e sim de inanição, por causa das pestes incubadas nos cadáveres putrefatos e por causa das… Coisas.

E isso transformou os aisenianos num povo austero e fragmentado. Com o passar dos anos, famílias foram esfaceladas pela morte, a doença e os saqueadores, deixando muita gente sozinha no mundo. Algumas pessoas se refugiaram na catatonia em vez de lidar com o horror. Outras encontraram no fundo de uma garrafa uma maneira de mitigar o sofrimento. Mesmo os aisenianos que não aparentam ter marcas deixadas pela Guerra da Cruz são dados a explosões inesperadas de raiva. Essas feridas talvez levem gerações para se fechar.

Os aisenianos são altos e musculosos e têm uma peculiaridade genética que, às vezes, combina cabelos castanhos ou pretos com barba ruiva. Seus olhos podem ser de qualquer cor, com uma certa predisposição para os tons mais claros. Os homens usam barba e cabelos curtos, à moda militar, ao passo que as mulheres deixam crescer os cabelos até a altura dos ombros e, às vezes, prendem-nos em tranças. Têm nariz afilado e aquilino e pele clara.

Camadas Sociais
Existem quatro classes em Eisen. A primeira é a nobreza, ou Adel (tônica no A). Os nobres vivem em castelos magníficos deixados por seus antepassados e continuam a brigar entre si, disputando cada hectare de terra como se este fosse um reino inteiro.

A segunda classe é a dos mercenários, ou Söldner (ZOELD-ner). Depois dos Adel, os Söldner são as pessoas mais ricas de Eisen. Costumam criar academias para treinar os Söldner jovens quando já estão velhos demais para continuar combatendo.

A terceira classe é a dos camponeses, ou Bauern (BAU-ern). Ainda se apegam a seu estilo de vida, tirando seu ganha-pão da terra cada vez mais infértil de Eisen. Já suportaram um bocado de agruras e sofrimentos, e há entre eles uma tendência a se enfurecer que vem aumentando cada vez mais.

A última classe de Eisen foi criada durante a Guerra da Cruz. São chamados de Waisen (VAI-zen), ou “os órfãos”. Seus lares foram destruídos e suas famílias, mortas pelos sodados que travavam a Guerra da Cruz. Vagam pelos campos arruinados de Eisen com seus cajados, em busca de raízes comestíveis e outros escassos suprimentos. A maioria não dura muito e morre de fome ou doente, e aqueles que sobrevivem muitas vezes são executados por invadir as terras que um dia eles consideraram ser sua pátria. Dizem os Adel: “É fácil identificá-los. Eles não se protegem quando são espancados.”

Etiqueta
Os aisenianos são francos. Entendem a necessidade de agir com tato e tomam cuidado com o que falam, mas dizem às pessoas de quem não gostam exatamente como se sentem. Os aisenianos têm grande respeito pela verdade e consideram segredos ou mentiras um fardo para a alma. Suportam esse peso por um amigo ou quando é necessário fazê-lo para manter a cabeça ligada ao pescoço, mas não veem motivo para poupar os sentimentos de alguém de quem já não gostavam.

Ao desenvolver laços fortes de amizade com alguém, o aiseniano pode se referir ao amigo ou à amiga como seu/sua Rücken (RI-ken), ou “Retaguarda”. Significa que o aiseniano confiaria nessa pessoa para defender sua retaguarda em batalha. O aiseniano não cogita ser abandonado por sua Rücken em combate, a menos que ele tenha lhe pedido para não interferir, como, por exemplo, num duelo de honra. Tendo a Rücken a seu lado para cobrir suas costas, o aiseniano nem sequer olhar para trás. Ele confia em sua Rücken para cuidar da retaguarda.

Os costumes aisenianos são um tanto rudes, algo com que muitos estrangeiros estão desacostumados. Os amigos se abraçam com uma certa brutalidade quando se reencontram depois de uma longa separação, e a maioria dos aisenianos tem dificuldade para falar em voz baixa em situações sociais, pois suas reuniões tendem a ser barulhentas e tumultuadas.

Vestuário
Os Bauern e os Waisen vestem aquilo que conseguem arranjar, geralmente tecidos grosseiros. Muitas vezes, os Waisen usam as roupas até estas não passarem de farrapos. Os Bauern mais ricos do sexo masculino usam casquetes emplumados, ao passo que as mulheres vestem aventais.

Os Söldner vestem peças refinadas de couro tingidas em cores vivas. As camisas apresentam mangas características, com uma série de cortes por todo o seu comprimento. Um chapéu emplumado e de abas largas oferece um pouco de sombra em dias ensolarados e proteção contra a chuva.

Os Adel do sexo masculino acompanham a moda da nobreza estrangeira, com algumas distinções ímpares. Usam calças compridas e justíssimas, com saiotes até as coxas presos por uma única faixa, e chapéus rasos e de abas largas. As mulheres também acompanham a moda internacional, mas preferem as pequenas golas de renda aos colarinhos bufantes, tão populares em outros locais. Têm predileção por roupas de cores vivas.

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em Qua 05 Jul 2017, 09:55

Alimentação
A dieta dos Waisen consiste em qualquer coisa que os camponeses possam encontrar: tubérculos velhos, ratos mortos, repolhos roídos e o que mais consigam surrupiar, até mesmo os animais de estimação dos Söldner e Adel. Os Bauern, em comparação, saem-se um pouco melhor.

Podem ficar com uma parte de seja qual for a cultura que plantaram nos “lamaçais” de Eisen, geralmente cereais e tubérculos. Eles bebem água, pois a cerveja há tempos ficou cara demais, a não ser para os Bauern mais ricos. Quando têm sorte, a água é límpida e não transmite doenças. A manteiga ainda é o centro de todas as refeições. Costuma ser servida numa tigela na qual se pode mergulhar o pão. Este muitas vezes tem a função extra de servir de talher, conduzindo as ervilhas para os garfos ou outros utensílios. Os Söldner e Adel apresentam uma dieta mais variada.

Importam verduras, legumes e frutas para servir em suas mesas e, com a parte que lhes cabe dos cereais cultivados pelos Bauern, sustentam cabeças de gado e ovelhas, garantido um suprimento razoavelmente estável de carne. Boa parte dessa carne é desidratada ou transformada em linguiça para que não estrague. As bebidas alcoólicas são muito comuns no país e abastecem a sede insaciável dos soldados.

Costumes
Trata-se de um período atípico na história de Eisen, com o abandono de tradições e costumes de longa data por não serem nada práticos. É comum os feriados deixarem de ser comemorados, pois os homens se matam de trabalhar em infindáveis obras públicas para reconstruir o país. Presentear tornou-se uma troca de produtos artesanais, já que os bens manufaturados estão totalmente fora da faixa de preços que os Bauern consideram acessível.

Graças à recente escassez de alimentos, as crianças são sempre as primeiras a comer em Eisen. Até mesmo convidados de honra esperam educadamente que todas as crianças sejam servidas antes de eles próprios comerem. A visita que agir de outra maneira será repreendida e provavelmente não será convidada a voltar.

Além disso, virou costume os convidados trazerem consigo comida suficiente para eles e seus anfitriões, como um “presente”. Na verdade, é só uma maneira de garantir que os anfitriões não vão passar fome por servir ao convidado a melhor comida que tinham a oferecer.

Os Bauern acreditam que dá azar ferir ou tocar um Waisen, como se seu infortúnio fosse contagioso. A única maneira de evitar essa má sorte – pelo menos é o que se acredita – seria tomar um banho meticuloso para lavá-la.

Arte e Música
A arte e a música aisenianas têm menos a ver com as forças armadas do que seria de esperar. Muitas de suas obras mais famosas retratam cenas de beleza idílica e algumas das paisagens mais espetaculares de todo o mundo. Talvez os aisenianos já vejam guerra suficiente em suas vidas cotidianas.

Nomes
A maioria dos aisenianos tem três nomes: um primeiro nome, um sobrenome e um ehrenname, ou “nome de honra”. O sobrenome passa de pai para filho(a), como de costume.

Por fim, a criança recebe o ehrenname para homenagear um(a) amigo(a) ou parente dos pais. Geralmente é o primeiro nome da pessoa homenageada. Para um aiseniano, dar à sua primogênita o nome de uma amiga é a maior homenagem que ele pode fazer. Em casos raros, homens recebem o nome de uma mulher como seu ehrenname e vice-versa. Pode ser engraçado, mas rir do ehrenname de um(a) aiseniano(a) é uma ofensa fatal.

Ao se apresentar, o aiseniano anuncia seu primeiro nome, seu ehrenname e seu sobrenome. Por exemplo, se um homem se apresentar como “Gregor Friedrich Damaske”, estará dizendo que seu primeiro nome é Gregor, seu sobrenome é Damaske e seu ehrenname é Friedrich.
Nomes Masculinos Comuns: Adrian, Bernhard, Dirk, Erich, Gustav, Hans, Josef, Kurt, Lorenz, Max, Oliver, Philip, Reinhard, Rolf, Stefan, Volker, Wenzel, Willi, Xaver
Nomes Femininos Comuns: Anna, Cordula, Cornelia, Dora, Eva, Gabriele, Ingrid, Janina, Kirstin, Lena, Margrit, Mona, Nina, Ruth, Sigrid, Silvia, Tina, Ursula

Religião
Os aisenianos se dividem em vaticinistas e objecionistas. Suas igrejas exibem a austeridade típica de sua cultura. Não acreditam em demonstrações vistosas e inúteis de riqueza, mas são muito religiosos.

Os Bauern costumam discutir religião com os vizinhos ao trabalhar com eles no inverno para construir estradas, e pode-se esperar que os Adel doem até cinquenta por cento de sua renda anual para suas igrejas.

Existe uma prática exclusiva da sucursal aiseniana da Igreja dos Profetas e comum aos vaticinistas e objecionistas. Todos os Söldner usam colares de ferro gravados com a insígnia de um(a) aiseniano(a) particularmente devoto(a) que também tenha sido Söldner outrora. Esses colares são conhecidos como Heiligen (RAI-li-guen). Os aisenianos acreditam que o espírito do(a) Söldner devoto(a) intercederá pelo usuário junto ao Criador, para livrá-lo do mal.

Quatro homens costumam ser os mais homenageados nos Heiligen. Os mais populares portam a insígna do falecido imperator Weiss, um homem com uma coroa de estrelas em volta da cabeça. Weiss é lembrado por sua política de liberdade religiosa. A segunda insígnia mais comum é a do imperator Gottschalk I, a cruz da Igreja dos Profetas. Gottschalk criou o papado vodatiano e o entregou nas mãos do hierofante.

Os objecionistas costumam usar um Heiligen com a imagem de um lobo gravada. Apesar de ser a insígnia de Stefano Wulf, e de ele não ter sido um aiseniano de verdade, muitos objecionistas o consideram o homem mais santo desde os tempos de Mattias Lieber. O último dos quatro Heiligen mais importantes ostenta a insígnia do general Stauss, um gavião em voo. Stauss foi, em vida, o campeão dos vaticinistas de Eisen e é lembrado com carinho por eles.

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em Qua 05 Jul 2017, 10:02

Política
Eisen se desfez em sete königreiche, ou “reinos cidades-estados”. Cada um deles é governado por um Eisenfürst, ou “príncipe de ferro”. O título é originário das famílias nobres que outrora controlavam as minas que produziam o valioso dracheneisen: um metal mais forte e bem mais leve que o aço. Esse metal era usado tradicionalmente para criar armas e armaduras de qualidade superior para a nobreza aiseniana, mas, depois da Guerra da Cruz, boa parte desse arsenal se perdeu, foi roubada ou destruída.

Cada príncipe de ferro governa seu reino à sua própria maneira. Alguns, como Elsa Pösen, mantêm um controle rígido sobre o comércio e a soldadesca. Outros, como Roswitha von Wirsche, permitem que seus subordinados governem o reino. O exemplo mais extremo dessa opção de não se envolver é Niklas Träge, que não cobra impostos nem tarifas e só ocasionalmente se mete na política.

Governo
As fronteiras entre os königreiche são irregulares e muitas vezes imprecisas. Não é incomum dois príncipes de ferro reivindicarem a posse de uma mesma região de Eisen. As práticas governamentais variam de um lugar para outro.

Freiburg
O primeiro königreich é o mais singular de todos. É conhecido como Freiburg, ou “Cidade Livre”, e governado por Niklas Träge, um dos primeiros ateus a chegar ao poder em Théah. Träge foi um general respeitado durante a Guerra da Cruz. Com o transcorrer da guerra, sua convicção passou de “o Criador vai nos proteger” para “como é que o Criador pode permitr uma coisa destas”, e daí para “não existe Criador algum”. Ele acredita que qualquer pessoa é capaz de traí-lo pela quantia certa e é famoso por se embebedar e insultar os sacerdotes. que passam pela rua. “Não confie em ninguém que acredite em contos de fadas” é um conselho que se costuma ouvir saindo da boca de Träge. Apesar de tudo isso, Träge faz todo o possível por seu povo. Ele não culpa as pessoas por seus defeitos morais: simplesmente usa essa fraqueza para manipulá-las e levá-las a fazer o que é “certo”. Uma torre alta ergue-se no centro da cidade e é conhecida apenas como a Wachtturm, “Torre de Vigia”  Träge reivindica apenas as terras que enxerga do alto dessa torre e não tem vontade de governar um königreich maior.

A economia de Freiburg se baseia no livre comércio. Träge não arrecada impostos e garante a discrição para que a origem de certas mercadorias questionáveis jamais seja revelada. Na verdade, Träge faz de tudo para não governar a cidade. Ele simplesmente faz valer a pena que as pessoas se autogovernem, cuidem de sua própria proteção etc. Não obstante, está convencido de que Freiburg não sobreviverá para completar cinco anos de existência. São muitos os Eisenfürsten ávidos por terras nas vizinhanças e, se há uma coisa com a qual os cleros vaticinista e objecionista concordam é que um soberano ateu ameaça o poder da Igreja.

Wirsche
Roswitha von Wirsche, uma mulher que perdeu o marido e três filhos na Guerra da Cruz, governa o segundo königreich. Durante algum tempo, ela desistiu da vida e deixou suas terras se degradarem. Aí alguma coisa mudou. Suas fazendas estão entre as mais produtivas de Eisen, suas terras parecem vicejar. O reino de Wirsche foi completamente assolado durante a guerra, mas, hoje em dia, é algo que mal se percebe. As pessoas também mudaram: trabalham diligentemente, mas trancam as portas à noite. E, se você visitar o condado de Wirsche, não se incomode com gentilezas: as pessoas não vão falar com você. Elas não se atrevem. Pode ser que a condessa esteja ouvindo.

Pösen
Elsa Pösen governa o terceiro königreich. Elsa é uma mulher grande, imensamente forte e uma guerreira capaz. Ela também é arrogante e incrivelmente teimosa. Seu königreiche ocupa o canto nordeste de Eisen e é o mais próspero de todos, com a provável exceção de Freiburg. O reino de Pösen sobreviveu à Guerra da Cruz e saiu dela pratica mente ileso. Possui terras férteis e minas de ferro aparentemente insondáveis.

Heilgrund
Stefan Heilgrund governa o quarto königreich e vive preparando o terreno para o dia em que Eisen voltará a ser uma só nação sob seu domínio. Os outros Eisenfürsten o veem como um jovem tolo e impetuoso, e eles não têm a menor intenção de se submeter a Heilgrund. Niklas Träge de Freiburg é o único que fala com ele, pois enxerga Heilgrund como um instrumento a ser usado. Circulam boatos de que Stefan coleciona livros e objetos ocultistas para alguma finalidade desconhecida.

Fischler
O quinto königreich é governado por Falk Fischler, um homem lúgubre e sorumbático. Seu königreich se formou a partir de pedaços de Sieger e Hainzl, algo que Erich Sieger jamais perdoou. Boa parte da depressão de Falk se deve ao fato de sua recém-descoberta fortuna não ter aliviado sua solidão. Antes, ele se via cercado por nobres que zombavam dele e o menosprezavam porque ele era pobre. Agora se vê cercado por nobres aduladores que prestam atenção a cada uma de suas palavras só porque ele detém poder e dinheiro. O reino de Fischler contorna o Südsee, e boa parte de sua renda vem da pesca. Infelizmente, o pescado diminui de ano para ano, e Falk já cogitou proibir a pesca durante algum tempo para deixar o lago se recuperar. Com ou sem a proibição, o resultado poderia ser a ruína econômica de sua gente.

Sieger
O sexto königreich pertence a Erich Sieger. Tecnicamente, pertencia a um nobre castilhano no fim da Guerra da Cruz, mas, quando os soldados chegaram para tomar posse, viram um louco trancado na fortaleza, disposto a lutar até a morte por um pedaço de terra queimada e salgada. Decidiram que não valia as vidas que seriam perdidas e voltaram para casa. Desde então, Sieger enfrenta dificuldades para alimentar seu povo e continua a perder habitantes para os königreiche vizinhos. Ele parece completamente focado em manter suas propriedades, contra tudo e contra todos, e pode ser que sua absoluta e sanguinária teimosia o leve de fato a ter êxito.

Hainzl
O sétimo e último königreich é governado por Georg Hainzl, um homem agradável e jovial, praticamente intocado pela bárbara Guerra da Cruz. Na verdade, ele costumar passar ileso pela realidade em geral. Transformou suas terras num lugar de arte e beleza e continua a ser um mecenas generoso para os músicos. Seu castelo encerra cômodos decorados com temas extraídos de óperas famosas e a fachada parece ter saído de um conto de fadas. A renda de Hainzl provém de suas minas de ferro, as melhores de toda a Eisen.

Economia
Os principais artigos de exportação de Eisen são o ferro, a madeira e o carvão, que atingem preços elevados nos mercados estrangeiros. É uma sorte, pois Eisen é obrigada a importar quarenta por cento de sua alimentação graças à devastação deixada pela Guerra da Cruz. Os Eisenfürsten controlam o comércio em toda parte, exceto em Freiburg.

Sob os imperatoris, a moeda cunhada em Eisen era o marco, uma pequena moeda de prata mais ou menos do mesmo tamanho da menor unha das mãos do imperator. Oito marcos fazem um guilder. No entanto, apenas certos Eisenfürsten ainda aceitam os marcos como moeda corrente.

Depois do Tratado de Weissberg, Freiburg começou a usar o guilder como sua moeda corrente e também passou a cunhar os pfennige (singular pfennig; FE-nig), que equivalem a um décimo de guilder, com a permissão da Liga de Vendel. Desde então, Pösen, Fischler e Hainzl seguiram o exemplo.

Heilgrund, Wirsche e Sieger continuam a usar o marco, mas por razões diferentes. Heilgrund espera usar a moeda para unificar Eisen, fazendo a população se lembrar de uma época mais gloriosa. Por que Sieger continua a usar o marco, não se sabe: provavelmente é só mais um sintoma da loucura que o fez desafiar Castilha. Ele parece desafiar as pessoas pelo simples motivo de estar em condições de fazê-lo. Talvez Wirsche continue a usar o marco por tradição. Ninguém sabe ao certo.

Os cambistas da Guilda em Freiburg continuam a comprar marcos, trocando-os por guilders, mas não os vendem mais. Estão tentando tirar o marco de circulação, pois não é endossado por um governo estável.

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em Qua 05 Jul 2017, 10:08

Forças Armadas
Bandos de Mercenários
Boa parte da presença militar em Eisen consiste de bandos de mercenários e das guardas particulares dos Eisenfürsten. Já que as guardas particulares são formadas por não mais de dez ou vinte membros, os bandos de mercenários vão decidir o futuro das forças armadas de Eisen.

A maioria dos bandos já vem de antes da Guerra da Cruz. Muitos lutaram de ambos os lados envolvidos na guerra em algum momento. Cada um deles se distingue por um estandarte e um grito de guerra próprio no campo de batalha. A maioria das companhias também tem um estatuto que estabelece as normas de conduta e distribui as quotas da remuneração.

Um dos bandos mais famosos de Eisen é o dos Blutgeister, ou “Espíritos de Sangue”, cujo grito de guerra – “Fliegt Geister!”, que se traduz por “Espíritos, voem!”– enche de temor quem os confronta.

Quanto às guardas particulares dos Eisenfürsten, somente duas são dignas de nota. A guarda de Elsa Pösen se destaca por sua lealdade e habilidade extremas. A segunda, a guarda de Erich Sieger, é o grupo de Söldner mais cruel e empedernido de toda a Eisen.

Academias Militares
As escolas aisenianas de tática são reconhecidas como as melhores do mundo. Os alunos não só aprendem a combater, mas também a mostrar às outras pessoas como lutar. Quatro dessas escolas são reconhecidas como as melhores dentre as melhores: Steil, Unabwendbar, Klippe e Gelingen.

Steil situa-se em Gottkirchen e foi fundada há apenas sete anos por um primo do falecido imperator Riefenstahl. Desde então, seu êxito tem sido fenomenal, e a escola rejeita mais da metade dos alunos que se candidatam a uma vaga. O currículo enfatiza as manobras de cavalaria e exercícios de infantaria.

Unabwendbar fica em Starkbrunn e funciona, principalmente, como escola tática, com pouca ênfase no treinamento para o combate. Ensina uma filosofia conhecida como Unwiderstehlich, ou “Irresistível”. Os alunos aprendem a acatar, e não resistir ao inevitável. Seu foco passa a ser aquilo no que podem se destacar, tanto no campo de batalha como na vida. Podem parecer um pouco insensíveis às vezes, mas, se ignoram uma investida malograda da cavalaria, é porque não há nada que possam fazer para salvá-la.

Klippe tem sua sede na cidade de Tannen. Os alunos fazem votos de absoluto sigilo em seu primeiro dia na escola e, de fato, só aqueles que são convidados podem frequentá-la. Klippe é considerada a melhor de todas as academias militares de Eisen, e seus alunos muitas vezes ficam com as melhores posições depois de formados. Infelizmente, a taxa de mortalidade entre esses formandos é elevada, o que leva algumas pessoas a crer que a escola é amaldiçoada.

Gelingen foi erigida na margem oposta à de Insel. Os alunos aprendem em campo, muitas vezes acompanhando as patrulhas no interior das Salzsumpf. Essas patrulhas desentocam caçadores ilegais, ficam de olho em possíveis exércitos invasores e perseguem e matam os monstros que acabam entrando no pântano. O lema da escola é Lernen durch taten, ou “aprenda fazendo”.

Relações Exteriores
Avalon
“A única coisa boa a respeito dos avalonianos é que sabemos que não se pode confiar neles.” No que diz respeito a qualquer aiseniano, é preciso vigiar todo avaloniano com muita atenção. Mesmo assim, acusar alguém de ser ladrão ou mentiroso é coisa séria e, portanto, os aisenianos geralmente guardam para si suas opiniões, a menos que tenham provas incontestáveis da desonestidade de um avaloniano.

Castilha
Os castilhanos são meio esquisitos, mas, em geral, são pessoas boas e religiosas. O aiseniano objecionistaguardará sua denominação em segredo quando houver castilhanos por perto. Eles não são famosos por sua tolerância.

Comunidade Sarmática
Os sármatas são esquisitos. Quase tanto quanto duas famílias diferentes vivendo sob o mesmo teto. Se, de um lado, todos os seus cidadãos têm os mesmos direitos, por outro, eles fazem pactos com demônios. Uma nação estranha, com toda a certeza. Como confiar nessa gente?

Montaigne
Os montenhos preferem as aparências ao conteúdo, e isso é absolutamente desconcertante para os aisenianos. Eles veem os montenhos como crianças esbanjadoras e arrogantes. Mas costumam ter um bocado de dinheiro para jogar fora e, por isso, vale a pena ser educado com eles, só por via das dúvidas.

Nações Piratas
Não há nada de errado com quem ganha a vida pela força das armas. A ameaça representada pelos piratas mantém os empregos de muitos aisenianos, e esse comércio clandestino costuma parar em Freiburg, onde ajuda ainda mais a economia de Eisen. Os aisenianos não vão ganhar nada se algo acontecer aos piratas.

Ussura
Os ussuranos são um povo forte e calado, embora um tanto arisco. Um aiseniano dificilmente poderia pedir um companheiro de viagem melhor, pois o ussurano fica na sua, a menos que irrompa o combate – e nesse caso, é perfeitamente capaz de aguentar as pontas sozinho.

Vestenmennavenjar
Apesar de serem em parte responsáveis pela Guerra da Cruz, os vesteneses são combatentes robustos e artesãos habilidosos. E, por isso, os aisenianos os respeitam... mas não esquecem.

Vodacce
Os vodatianos criam uma teia de mentiras em volta de suas vítimas, aí se abatem sobre os corpos indefesos e fazem um banquete. Havendo um vodatiano por perto, fique sempre de olho nele, para que não apunhale você pelas costas.

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