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em Sex 30 Jun 2017, 11:14

Comunidade Samártica
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“Todos são iguais. Até mesmo os reis.”
— Lucjan Wyrzyk

No extremo sul e ao leste ficam dois reinos unidos por uma mesma coroa: aquilo que a maioria dos teanos chama de “a Comunidade Sarmática”. Em meados do século XVI, o rei de Rzeczpospolita (mais conhecida como “Rzeplita”) também era o grão-duque da vizinha Curônia. Ele uniu os dois reinos, o que também uniu a aristocracia, levando a uma série de concessões que limitaram o poder do rei e criaram um parlamento: o Sejm (que se pronuncia como “same” em inglês, ou seja, SEIM).

Por volta de 1667, o Concílio Real de dezesseis nobres e bispos vaticinistas havia se atolado em corrupção e politicagem. O rei idoso e agonizante tinha pouco poder. A Comunidade estava morrendo. Mas o filho do rei encontrou uma maneira de debelar o mal que corria nas veias dos dois reinos: dar a todos os cidadãos a condição de nobre. E foi assim que a Comunidade se tornou o País da Liberdade Dourada.

A Liberdade Dourada deu a todos os cidadãos da Comunidade o direito ao voto no Sejm. Essa alteração provocou uma mudança dramática no poder dentro da Comunidade, elevando os camponeses plebeus à mesma importância da nobreza. Todas as pessoas têm direito à mesma voz, à mesma autoridade.

Entretanto, nas regiões mais obscuras da Comunidade, ouvem-se os sussurros de vozes antigas. Os dievai – entidades poderosas que se escondem nas sombras das florestas, encruzilhadas e cemitérios – prometem poder àqueles que estão dispostos a selar um pacto.

O País
O clima da Rzeczpospolita (re-ZÉKS-pos-POli-ta) geralmente é temperado. Os verões são quentes e os invernos, gelados, mas sempre parece haver um vento frio vindo do norte. A chuva é uma companheira constante durante o verão; no inverno, é a neve. Em virtude de seu tamanho, a Comunidade tem várias características geográficas diferentes. Politicamente, o país se divide em duas nações: a Rzeczpospolita no sudoeste e a Curônia a nordeste. Boa parte da Rzeczpospolita é formada por planícies e brejos, além das florestas que juncam os campos.

O maior rio do país, o Sejm (rebatizado em homenagem ao corpo governante por votação unânime cinquenta anos atrás), percorre a nação inteira. Começa perto de Suzdal em Ussura, desce até Bodorigum, segue rumo sul até Wawelec e entra em Vodacce, propiciando uma rota comercial veloz até os mares do sul. Daí o Sejm se volta para o leste e segue na direção da baía. Ussura utiliza o rio para transportar mercadorias pelo território da Comunidade, pagando taxas exorbitantes a cada parada. No nordeste, Curônia é praticamente um brejo só, a não ser pela floresta de Sandaras, um lugar mal assombrado onde só os mais valentes se atrevem a entrar.

Cultura
A Comunidade é regida por uma coroa unificada e uma espécie de parlamento chamado “Sejm”. Até recentemente, o Sejm era composto de dezesseis nobres e bispos vaticinistas que chegaram ao poder por meio de manobras políticas, comércio e ameaças de se rebelar contra o soberano. O rei acabou abrindo mão de vários de seus direitos e, por decreto, concedeu-os aos membros do Sejm. Mas tudo isso já mudou. O fato mais importante na história da Comunidade – e um dos mais importantes na história teana – se deu há apenas dezoito meses. A república estava à beira do colapso político por dois motivos. Primeiramente, o Sejm se achava paralisado por uma norma conhecida como liberum veto, que permitia a qualquer poseł (“emissário”, “representante”; plural: “posłowie”) vetar qualquer projeto de lei e, dessa maneira, anular toda a discussão e a votação. Qualquer poseł podia simplesmente anunciar “Nie pozwalam!” (“Não permito tal coisa!”) e a discussão era encerrada. Os posłowie criaram essa regra para mostrar que todos os integrantes do Sejm eram iguais, que suas opiniões teriam o mesmo peso em todas as matérias. Infelizmente, o cinismo e as manobras políticas impediam qualquer progresso no Sejm.

O rei doente da Comunidade – Stanisław I – jazia em seu leito de morte. Seu filho, Stanisław II, o suposto herdeiro, procurava uma maneira de salvar o reino. Trancou-se na Biblioteca Real, em busca de alguma coisa – qualquer coisa – que pudesse romper a paralisia do Sejm. Pouco depois da meia-noite, ele a encontrou.

Todo decreto real podia ser vetado pelo Sejm, exceto um. Diversos acordos e tratados haviam privado o rei de muitas de suas liberdades, menos uma: o direito de conceder um título de nobreza. O Sejm não tinha o direito de vetar tal decreto. E, portanto, o filho leal levou o pai agonizante ao Sejm – transportado em sua própria cama por meia dúzia de criados – para emitir um último decreto antes de morrer. O pai se pronunciou e os secretários escreveram as derradeiras palavras do rei.

O decreto? Ele anunciou que todos os cidadãos da Comunidade passavam a ser considerados nobres, por terem recebido o título de “dom” ou “dona”. E, com isso, todo cidadão da Comunidade passava a ter o direito ao voto no Sejm.

Com seu último decreto, o rei transformou a Comunidade numa verdadeira democracia. O Sejm tinha trinta dias até o decreto final do rei entrar em vigor. Não havia como impedi-lo. E, só de cogitar a possibilidade de todo cidadão deter o poder de vetar qualquer projeto de lei, o Sejm rápida e unanimemente aprovou a remoção do liberum veto. Horas depois, o rei Stanisław sobreviveria a um atentado graças a seu filho e, na ocasião, a noiva do rapaz, uma sortílega de Vodacce. O rei ainda está vivo, mas por muito pouco, e seu filho tenta angariar apoio político suficiente para sucedê-lo.

Agora todo cidadão da Comunidade pode ir ao Sejm e votar como bem entender. Nem todos o fazem, mas eles sabem que podem. Se o Sejm decidir declarar guerra, o Exército poderá se apresentar e votar contra. Se o Sejm resolver aumentar os impostos, todos os membros das guildas sarmáticas poderão se apresentar e votar contra. Théah não sabe o que é uma democracia verdadeira desde os primeiros tempos do Império. E o povo da Comunidade não disfarça seu orgulho.



Última edição por Teach em Sex 04 Ago 2017, 14:01, editado 2 vez(es)

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em Sex 30 Jun 2017, 11:18

Camadas Sociais
A Comunidade ainda tem uma nobreza, mas a linha que separa o berço nobre do plebeu não é mais nítida. Não desapareceu, ainda se pode enxergá-la, mas dar aos camponeses o poder de votar mudou muita coisa na Comunidade. A nobreza ainda é poderosa, o campesinato ainda é pobre e os mercadores ainda têm dinheiro, mas a perda do direito exclusivo de legislar comprometeu o status da classe nobre. Qualquer um pode entrar no Sejm e convocar uma votação. Qualquer um. Está certo que boa parte dessas “votações plebeias” é derrubada, mas, quando um vilarejo inteiro aparece para votar, aí é que a política de verdade começa. De pouco em pouco, todos os privilégios e poderes que a nobreza tinha estão começando a ruir, mês a mês, semana a semana. De pouco em pouco.

As duas nações da Comunidade têm muito em comum, mas ainda são culturas diferentes. Contudo, com o amadurecimento de sua união, as duas culturas se fundiram, formando uma espécie de voz uníssona.

A maior diferença entre os dois países é a religião. A Rzeczpospolita é vaticinista devota – até demais, em certos casos –, ao passo que os curonianos adotam uma fé mais antiga e adoram espíritos e deuses ancestrais. Tanto os rezequispospolitanos quanto os curonianos se veem como guerreiros divinos e abençoados, mas a origem dessa divindade é diferente.

Alguns rezequispospolitanos acham que os curonianos são gentios. Por sua vez, alguns curonianos acham que os rezequis traíram os deuses antigos para adotar uma nova religião. As duas nações, porém, são tolerantes em relação às suas diferenças, pelo bem da Comunidade.

Ambas são muito influenciadas pelo vizinho Império do Crescente. A moda, o estilo, a comida e a filosofia desse país estrangeiro afetam profundamente a Comunidade. A adoção das tendências crescentinas, como as túnicas compridas e os casacos, os turbantes e cintos elaborados, insinuou-se igualmente entre nobres e plebeus. O szabla – a espada mais comum na região – é muito parecido com a cimitarra crescentina.

Sarmatismo
A influência cultural mais significativa na Comunidade tem sido a ascensão do “sarmatismo”, uma espécie de código de cavalaria que se inspira nas histórias sobre as pessoas nobres e corajosas que um dia governaram a Rzeczpospolita. Muitos acharam que seria apenas uma coqueluche passageira entre os nobres, mas o movimento criou raízes, motivado pela necessidade repentina da nobreza de se distinguir dos camponeses.

Os nobres começaram a vestir trajes que eram a moda séculos atrás. Casacos compridos e arrematados com peles, chamados “zupan”, botas altas de equitação, um cinto largo de tecido, chamado “pas kontuszowy”, bigodes cerrados para os homens e cabelos compridos e trançados para as mulheres, e o szabla: um sabre longo e recurvo. Complete o visual com um chapéu enorme e uma pluma exuberante, e pronto: eis o nobre sármata ideal.

Mas acontece que a coqueluche não foi passageira. A tendência não demorou a ser adotada também por mercadores e camponeses. Se a pessoa só tem dinheiro para uma peça, esta costuma ser o pas kontuszowy, o vistoso cinto de pano.

Os nobres continuaram a usar os trajes sarmáticos pela mesma razão que os senadores numanari vestiam as togas brancas: para se destacarem como pessoas honradas e justas. “Não sou um proprietário de terras egoísta e corrupto; sou um nobre íntegro.” E o resto da Rzeczpospolita seguiu o exemplo. A moda sarmática contaminou até mesmo os mais humildes e pobres habitantes da Comunidade. No entanto, para aqueles que não conseguem arcar com tamanha extravagância, a bata e as calças comuns de algodão e lã são as vestes tradicionais.

O sarmatismo também se insinuu na Curônia, mas só inspirou a nobreza. Os plebeus não se deixaram impressionar por esse costume e se ativeram a suas tradições.

Nomes
As duas nações da Comunidade têm os próprios idiomas e nomes distintos.
Nomes Femininos Rezequispos-politanos: Adelajda, Agnieszka, Aleksandra, Barbara, Beata, Czesława, Dorota, Danuta, Eligia, Elzbieta, Gracja, Grazyna, Hanna, Helena, Ignacja, Janina, Józefa, Katarzyna, Karolina, Lidia, Łucja, Magdalena, Małgorzata, Marianna, Mirosława, Nadzieja, Natalia, Pelagia, Radomiła, Ruta, Sabina, Teodozja, Urszula, Władysława, Zofia, Zyta
Nomes Masculinos Rezequispospolitanos: Aleksander, Anastazy, Andrzej, Bartłomiej, Błazej, Bogumił, Cezary, Czesław, Dariusz, Dawid, Dobromir, Eligiusz, Franciszek, Gaweł, Gracjan, Grzegorz, Henryk, Herakliusz, Ignacy, Ireneusz, Iwo, Izydor, Janusz, Jan, Jarosław, Jerzy, Jeremi, Kajetan, Konrad, Lesław, Maciej, Marceli, Marek, Mirosław, Michał, Piotr, Przemysław, Roch, Seweryn, Teofil, Wacław, Walery, Wielisław, Wojciech, Ziemowit, Zygmunt
Nomes Femininos Curonianos: Agne, Aldona, Amalija, Audra, Daina, Daiva, Dalia, Danute, Emilija, Estera, Gabija, Giedre, Gintare, Ieva, Ilona, Jadvyga, Janina, Jelena, Kamile, Katre, Laima, Leja, Lilija, Lina, Liucija, Migle, Milda, Rasa, Rože, Ruta, Saule, Solveiga, Svajone, Ugne, Urte, Valerija, Viltaute
Nomes Masculinos Curonianos: Adomas, Albertas, Andrius, Antanas, Aras, Ažuolas, Bronislovas, Bronius, Darijus, Daumantas, Erikas, Gabrielius, Giedrius, Gintaras, Gvidas, Herkus, Ignas, Juozapas, Juozas, Jurgis, Kasparas, Kestutis, Leonas, Matas, Mindaugas, Modestas, Mykolas, Nojus, Petras, Pilypas, Pranciškus, Raimondas, Ramunas, Valdas, Valdemaras, Viltautas, Visvaldas, Žydrunas

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em Sex 30 Jun 2017, 11:26

Moeda
Tanto em Rzeczpospolita quanto em Curônia, a moeda corrente é o złoty. Cunhado na capital, o złoty pode se dividir em cem groszy [singular: grosz]. Com a Liberdade Dourada, porém, o guilder vestenês tem caído nas graças das pessoas e vai aos poucos suprimindo o złoty e os groszy

Alimentação
As refeições servidas nas mesas rezequis – nobres ou plebeias – são uma estranha miscelânea de sabores e texturas, graças à adoção de diferentes culturas. Existem pratos tradicionais das duas nações, receitas do Império do Crescente e de Vodacce, e alguns quitutes de Eisen.

Os pratos mais tradicionais utilizam nata e ovos, além de uma fartura de linguiças especiais chamadas de kiełbasa. O bigos, um guisado à caçadora, é feito de carne (no caso dos plebeus, geralmente uma dobradinha), chucrute e repolho. Uma sopa à base de levedura de centeio, chamada de zurek, também é popular. Na verdade, as sopas são um componente muito importante da tradicional refeição rezequi. E aí temos os pierozki:: pasteizinhos fritos e recheados ao gosto do freguês, geralmente com carne temperada. Ganhou bastante popularidade em Castilha e Montaigne.

A culinária curoniana tem muito em comum com a da nação vizinha, mas um sabor todo seu. Os ingredientes mais comuns são a batata, a carne de porco e os pasteizinhos. O cepelinai é um dos pastéis mais apreciados, geralmente recheado com carne moída, queijo cottage e cogumelos.

As frutinhas do oxicoco são produto de exportação e uma novidade para o paladar teano. A geleia de vacínio tornou-se tão popular nas cortes e no interior de Avalon que a rainha Elaine tem mandado navios para a Comunidade com o único propósito de trazer o máximo possível dessas compotas.

Religião
A Igreja dos Vaticínios é uma das grandes forças atuantes na Rzeczpospolita desde o século XIV.

Contudo, apesar de todo o seu esforço, não foi capaz de eliminar a “bobagem supersticiosa” das antigas crenças do país. Mas a Comunidade se apega vigorosamente a essas tradições antigas. São muitas as igrejas, e todas tentam fazer a boa obra e espalhar a palavra, mas a maioria das pessoas continua a acreditar em entidades ancestrais e poderosas.

E, por conta disso, a Comunidade mantém um estranho sincretismo. Por um lado, as pessoas são vaticinistas devotas. Mas, por outro, ainda conservam sua velha religião. O motivo? Seus deuses ainda circulam entre elas. Não no sentido abstrato, nem de maneira simbólica. Um deles poderia muito bem entrar por aquela porta uma tarde dessas.

Os Dievai
Os sacerdotes e as sacerdotisas vaticinistas da Rzeczpospolita os chamam de czorts, palavra que pode ser traduzida como “demônios”. Mas a maioria dos habitantes da Comunidade emprega o termo curoniano, dievai, uma palavra que poderia ser traduzida como “deuses”. (O singular é dievas.) A Igreja tentou converter esses “deuses” em santos ou demônios, dependendo da índole da entidade, e teve êxito até certo ponto. Mas, fora das paredes seguras da catedral, todos sabem que essas coisas não são santos nem demônios.

Ambrose Davidson, um acadêmico avaloniano que visitou a Comunidade, ficou pasmo diante da semelhança entre os dievai e os sidhe. “Não pode ser mera coincidência”, escreveu. “As lendas avalonianas falam de uma corte ‘unseelie’ (ímpia) e perdida de sidhe. Talvez tenha sido aqui que eles se perderam.”

Observadas de perto, as entidades lembram os sidhe de Avalon, mas a diferença está nos detalhes. Muitos sidhe são semelhantes a uma tempestade de verão: destrutivos, mas impessoais. Os dievai nada têm de impessoais. Passam-se por mortais, tornam-se companheiros e amantes de heróis e heroínas, revelando-se apenas depois que são descobertos. Andam pelas estradas, entram em lares e castelos, dividem o pão, bebem e convivem com os mortais o tempo todo. Nunca se sabe se um desconhecido é humano ou alguma outra coisa. Melhor tomar cuidado e mostrar educação.

Paganismo Curoniano
Os curonianos não chegam a adorar os dievai, mas reconhecem que eles são entidades poderosas e capazes de mudar a vida de alguém por mero capricho. A religião curoniana não tem uma hierarquia oficial. Não existe sumo sacerdotisa nem hierofante. Toda vila ou aldeia tem um sacerdote ou uma sacerdotisa: alguém que conhece os rituais e procedimentos adequados para lidar com o mundo espiritual. O sacerdote ou a sacerdotisa mantém sua posição por causa do conhecimento que possui, e não por ter poderes sobrenaturais.

No entanto, por causa desse conhecimento, é mais provável que o clero tenha dons sobrenaturais obtidos por meio de acordos feitos com os dievai. E essa é a interação mais comum com os dievai: os acordos. (A palavra curoniana é sanderis.) “Pactos com demônios”, como costuma chamá-los a Igreja dos Vaticínios. Por algum motivo, mesmo que seja só por diversão, os dievai estão sempre em busca de uma oportunidade para apostar, barganhar ou negociar poderes extraordinários com os seres humanos... mas isso sempre tem um preço. O pacto com um dievas pode envolver a perda de algo tão simples quanto os cabelos ou tão precioso quanto o filho primogênito. Talvez você tenha de servir o dievas durante um ano e um dia ou pode ser que seja obrigado a portar uma espada de prata que tem vontade própria... e um objetivo.

A Igreja considera extremamente perigoso para o corpo e para a alma tratar com essas entidades, mas pouco pode fazer. As pessoas já lidavam com os dievai havia centenas de anos antes de a Igreja aparecer e declará-los pecaminosos. Os vilarejos têm relações e tradições com os dievai que remontam há várias gerações. Acabar com essa tradição leva tempo. Bem mais do que a Igreja está disposta a investir. E, por isso, os sacerdotes e as sacerdotisas aceitaram relutantemente os dievai em suas vidas. O clero pode não gostar, mas não lhe resta muita coisa a fazer a esse respeito.

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em Sex 30 Jun 2017, 11:31

Governo
O Sejm é formado por nobres e clérigos capazes de definir o destino da Comunidade. Contudo, depois da Liberdade Dourada, todo cidadão passou a ter a mesma capacidade. Foi um choque para os nobres, algo que os obrigou a levar em consideração todas as votações propostas pelo povo. E, de fato, surgiu um novo cargo na sede do governo: o stróz (“vigia”).

O stróz é um plebeu que fica dentro do Sejm, sentado, de olho nos procedimentos. Se for convocada uma votação, ele correrá lá para fora e tocará um sino, informando a todos os cidadãos que a votação começou. O stróz é um cargo extra-oficial, mas, depois de duas tentativas de aprovar resoluções sorrateiramente no meio da noite, o povo da capital achou que a função seria necessária. Os plebeus se alternam para garantir que haja sempre um stróz na sede do governo. Só por via das dúvidas.

O Rei
O rei da Comunidade é o monarca menos poderoso de Théah. Ele é o embaixador da nação, estabelecendo embaixadas no estrangeiro, ao passo que seu castelo serve como a principal residência para os embaixadores de outros países. Ele pode legislar, mas o Sejm pode vetar essas leis com maioria simples. Naturalmente, conseguir a “maioria simples” hoje é um pouco mais complicado do que na época em que o Sejm só tinha dezesseis membros. (Mais detalhes na seção “O Sejm”.) O rei também tem o poder de conceder um título de nobreza, mas, já que todos os cidadãos têm um, esse poder se tornou irrelevante.

O poder do rei é limitado pelos Artigos de Walezy, assinados pelo rei e pelo Sejm em meados do século XVI. Afirmam o seguinte:

O rei é escolhido pelo Sejm: seus descendentes não herdam o trono.
O rei não pode criar novas leis e impostos sem a aprovação do Sejm.
Os casamentos reais devem ser aprovados pelo Sejm.
O rei não pode dissolver o Sejm.
O rei fica obrigado a criar um concílio real que estará sempre presente para supervisionar suas decisões.
O rei não pode declarar guerra sem a aprovação do Sejm.
O rei tem de providenciar um exército permanente.
O rei tem de proteger a liberdade religiosa de todos os cidadãos.
O rei poderá ser removido do cargo se a maioria do Sejm assim decidir por votação.

O Velho Rei é um homem bom e um soberano justo, mas sua vida está quase no fim. O povo adora o filho dele, o príncipe da Comunidade, e já começou a chamá-lo de Stanisław II, antecipando-se à sua eleição pelo Sejm. Mas poucas coisas são dadas como certas nestes tempos conturbados, e o príncipe tem muitos inimigos.

Stanisław II casou-se recentemente com uma mulher vodatiana de nome Domenica Vespucci. Domenica fez parte do grupo responsável por salvar a vida do Velho Rei logo depois que seu decreto estabeleceu a Liberdade Dourada. Ela é uma sortílega e, apesar de algumas pessoas na Comunidade duvidarem de seus motivos para se casar com o príncipe, pai e filho confiariam a ela suas vidas e as vidas de seu povo.

O Sejm
O Sejm é um parlamento formado por duas câmaras: a alta (o Senat, ou “Senado”) e a baixa (a Izba Poselska, ou “Câmara dos Deputados”). A câmara alta é formada pelo Sejm original de antes da promulgação da Liberdade Dourada. São os “antigos nobres” que controlavam a Comunidade e, falando com franqueza, muitos deles veem a câmara baixa como “a câmara inferior”... e chegam de fato a chamá-la assim.

A Izba Poselska é formada pela “nova nobreza”, as pessoas que receberam títulos por causa da Liberdade Dourada. Não tem um número oficial de integrantes e deve ser convocada pelo rei. Além disso, o rei é o moderador da câmara baixa e reconhece o direito de cada pessoa a se pronunciar. O Velho Rei acreditava que morreria logo depois de promulgar o decreto, deixando a cargo do rei seguinte presidir a câmara baixa. Muitos estão contentes porque o rei ainda vive, mas ele geralmente se vê incapaz de convocar e presidir a câmara.

Os projetos de lei podem ser apresentados por qualquer uma das câmaras, mas as duas têm de aprovar a lei por maioria. Isso complica as coisas. Geralmente, a câmara baixa não gosta de aprovar leis propostas pela câmara alta, e vice-versa. Para aprovar uma nova lei, a câmara que faz oposição costuma reescrever o projeto e anexar nova legislação para garantir que as duas casas consigam o que querem.

Szlachta
Depois do atentado à vida do Velho Rei, os senadores insistiram para que eles mesmos e o soberano tivessem guarda-costas. A princípio, Stanisław recusou. “Não somos diferentes de ninguém”, ele disse. “E nossa posição não nos coloca acima dos direitos alheios.” Depois deuma longa discussão, o rei cedeu e concordou com a ideia, mas com algumas condições. E foi assim que o Senat e Stanisław ressuscitaram a ideia dos szlachta. Na antiga Rzeczpospolita, os szlachta eram uma ordem de cavaleiros dedicados à honra e à proteção do rei e do Sejm. Aqueles que hoje detêm esse título juram agir de acordo com esses ideais antigos, e não só proteger a Coroa e o Sejm, como também toda a Rzeczpospolita.

A ordem antiga renasceu primeiro dentro do próprio Sejm, transformando autoridades em cavaleiros com deveres sagrados. Dentre os cavaleiros do Sejm, o rei escolhe seis para sua guarda pessoal. Hoje o Sejm emprega os szlachta como embaixadores da boa vontade, promovendo a justiça e a Liberdade Dourada fora das fronteiras da Rzeczpospolita.

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em Sex 30 Jun 2017, 11:36

Forças Armadas
As duas nações contribuem com as forças armadas da Comunidade, mas Curônia é responsável por um terço das fileiras do exército. O Exército, uma força nada comum, é formado principalmente por voluntários que protegem a Comunidade de seus inimigos. É o maior exército permanente de Théah. Em virtude de seus vários confrontos com as forças do Império do Crescente e de Ussura, também é um dos menos convencionais, contando mais com a velocidade e a movimentação do que com a força bruta.

O regimento mais famoso do Exército é a cavalaria: os hussardos alados (husaria). Os hussardos são, sem dúvida alguma, a força montada mais temida de Théah. Munidos de lanças de cavalaria, sabres e os característicos peitorais blindados dotados de asas, eles se atiram na batalha com total destemor. Com plumas, flâmulas e asas formadas por penas de verdade, uma fileira de hussardos é uma aparição assustadora. Tão assustadora que eles já investiram contra exércitos cinco vezes maiores e botaram os inimigos para correr, fugindo aos berros do campo de batalha.

A arma mais comum utilizada pelos oficiais é o szabla, também conhecido como o sabre rezeplitano. Inspirado na cimitarra do Crescente, trata-se de uma arma recurva e de fio simples, projetada para ser veloz. A ponta, chamada de pióro (“pena”), tem gume duplo. O szabla é um símbolo de honra e distinção na Comunidade. Usado originalmente apenas pela nobreza, tornou-se o emblema da solidariedade nacional e é carregado por nobres e plebeus. O povo, porém, não acha que portar o szabla seja um direito. É uma distinção a ser conquistada. Uma distinção que precisa ser mantida. Não é qualquer um que pode usá-lo. Somente aqueles que demonstram a verdadeira coragem, fidelidade e honra.

Relações Exteriores
As relações da Comunidade com seus vizinhos é delicada, para dizer o mínimo. Uma reforma política repentina e conturbada é de deixar os vizinhos preocupados.

Avalon
Por causa da distância geográfica, a Comunidade pouco interage com as Ilhas do Glamour, mas isso só incentivou os corsários de Elaine, dando-lhes a coragem de que precisavam para atacar os mares do sul. O rei idoso deu pouca atenção a esses ataques, mas Stanisław II contratou navios mercenários para proteger as rotas comerciais da Comunidade, garantindo que os Lobos do Mar deparassem com as salvas dos canhões quando tentassem capturar embarcações mercantes. Chegou-se a sugerir que o príncipe da Comunidade pedisse a mão de Elaine em casamento. Teria sido uma união e tanto: duas grandes nações reunidas. Stanisław II cogitou essa opção, mas fez a vontade de seu pai, casando- se com uma vodatiana. O príncipe sabe que a situação de Elaine é tão perigosa quanto a sua e espera convencê-la a fazer nem que seja uma aliança política, agora que o casamento está fora de questão. No entanto, o príncipe já desconfiou mais de uma vez que o matrimônio nunca foi seriamente cogitado.

Castilha
Castilha, em muitos aspectos, está mais próxima da Comunidade do que Avalon. Metade da Comunidade é vaticinista devota, talvez mais carola que qualquer outra nação teana. O comércio entre os dois países é robusto, reforçado pelo acesso fácil pelos mares do sul. O rei Stanisław apoiou publicamente a Igreja em várias ocasiões, embora mesmo ele relute em respaldar abertamente a Inquisição. As atividades mais recentes da Igreja já o deixaram pensativo mais de uma vez.

Eisen
A Comunidade recusou-se a participar da Guerra da Cruz... até que esta atravessou suas fronteiras. Aí os soldados curonianos e rezeplitanos combateram os exércitos invasores, empurrando-os para o norte e para o oeste, de volta a Eisen. Não foram poucos os que desobedeceram às ordens recebidas e continuaram lutando, saqueando e atacando o país já arruinado. Nem é preciso dizer que as tensões ainda persistem.

Montaigne
O rei Stanisław não se deixa impressionar pelo Rei-Sol. Ele tem ouvido falar da opressão ao povo de Montaigne, da pobreza desumana, dos maus-tratos... tudo a que a Liberdade Dourada se opõe. Sua nação tem relações diplomáticas com Montaigne e os dois países mantêm embaixadas, mas o rei Stanisław raramente vê a emissária montenha. Ela anda ocupada demais bebendo, flertando e frequentando as festas pródigas oferecidas pela aristocracia endinheirada da Comunidade.

Nações Piratas
A Comunidade tem uma relação ambígua com La Bucca. Durante anos, o rei usou os bucaneiros para proteger seus navios mercantes. Sua atitude se traduzia em: “é pagá-los agora ou pagá-los mais tarde”. Agora que o rei está à beira da morte, o Sejm adotou um ponto de vista mais obtuso: “Bucaneiros e piratas são todos iguais! Negociar com piratas é negociar com o próprio sequestrador”.

Ussura
Por não ter portos em águas quentes, Ussura acaba dependendo da boa vontade alheia para fazer o comércio ultramarino. Nessa lista de nações “alheias” está a Comunidade. Ussura é um dos parceiros comerciais mais importantes da Comunidade. Junte-se a isso a proximidade das duas nações ao Império do Crescente e Catai, e logo se entende a forte ligação política entre Ussura e a Comunidade.

Vestenmennavenjar
Stanisław I é visionário o bastante para reconhecer que o guilder representa o futuro. Uma mesma moeda usada em todo o mundo, facilitando o comércio e, por conseguinte, a diplomacia? Sim, sim, mil vezes sim. Além disso, os vesteneses estão longe o suficiente para não representar uma ameaça militar.

Vodacce
Złoczynca na Zachodzie. “A Vilã do Oeste.” É assim que a Comunidade se dirige à nação vizinha. Vodacce controla com mãos de ferro o comércio nos mares do sul e parece que nunca vai desistir dele. Enquanto governar com tirania os mares do sul, Vodacce sempre vai se estranhar com a Comunidade. Contudo, jogar os famosos príncipes-mercantes uns contra os outros tem sido uma estratégia sólida até o momento. O Velho Rei sabia fazer isso, mas, com a idade e a perda da lucidez, seus êxitos foram esquecidos e só restaram os fracassos. Stanisław II – se ficar com o trono – terá esse desafio pela frente: estabelecer novas relações com os príncipes vodatianos, descobrir seus ciúmes mesquinhos e jogar uns contra os outros. É uma estratégia arriscada, mas a alternativa seria dispendiosa. Dispendiosa demais.

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