Seven Seas

Seven Seas RPG, uma Terra em um universo paralelo no século XVII, a era de ouro da pirataria. Aventuras de capa e espada, batalhas navais e um mundo inteiro pra descobrir e explorar o aguardam.

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Hiruma
Narrador
Eponine
Herói
Missão
Francis
Interpretação
Kristopher
Vilania
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em Qua 28 Fev 2018, 22:37

-- Mas o que aconteceu aqui!? Mestre! Seu Samzadeh!

Grito no primeiro instante após entrar na luteria, tamanha a surpresa que levei ao me dar conta de que não só meu mestre luthier estava desaparecido como também seu ateliê, completamente revirado.

A Luteria de Samzadeh, como a conheciam, era uma casa de dois andares em um calmo bairro de Dunkeen a algumas ruas do porto. No primeiro piso, funcionava a oficina de conserto e confecção de instrumentos musicais, e no seu estado normal consistia de uma sala de tamanho médio, cheia de instrumentos e partes deles, peças, ferramentas, diapasões e materiais de confecção -- tudo organizado perfeitamente em seu devido lugar. Mas hoje este não era o caso e todos esses itens encontravam-se espalhados por todo o recinto, móveis virados, caídos, talvez até quebrados. No segundo piso, estavam os aposentos do meu mestre e o quartinho de aprendiz em que eu costumava dormir a sete anos atrás -- hoje, porém, em desuso.

Algo muito errado acontecera com seu Samzadeh, mas como e... por quê? Dos tantos anos que o conheço, seu Samzadeh sempre me pareceu uma pessoa pacata, de poucos ou nenhuns inimigos, alguém probo cuja fascinação abundava somente em campos musicais. Como a alguém assim poderia cair tal desventura?

Preciso reencontrá-lo e ajudá-lo -- aí está o meu dever e a minha honra como aprendiz, como pessoa!

Vasculho o ambiente em busca de provas: alguma carta, algum lembrete, alguma mancha suspeita, algum pertence, algum vestígio que possa me ajudar a descobrir a encrenca em que seu Samzadeh havia se metido ou sido colocado.


Descrição da Aventura:

Nome


O mestre em apuros

Resumo


Ao chegar para visitar meu mestre luthier, senhor Samzadeh, me deparo com a luteria de pernas para o ar sem sinal dele. Preciso descobrir o que aconteceu e ajudar meu mestre em apuros.

Final


Resgato o senhor Samzadeh do perigo e desvendo o mistério de seu desaparecimento.

Recompensa


Argúcia +1

Passos


Passo 1: Buscar informações em toda Dunkeen sobre o motivo para o desaparecimento de senhor Samzadeh e seu possível paradeiro.

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em Qui 01 Mar 2018, 10:30

Taedh procurava por qualquer pista que indicasse a ele o que aconteceu com seu mestre, ele procurava no primeiro andar sem êxito no momento e tentava buscar algo em seguida no quarto de Samzadeh, mas parece que nada estava ali além da enorme bagunça que alguém havia deixado.

Isso obviamente não o impediu de continuar procurando, se não conseguiu na primeira tentativa, pode ser que na segunda ache, e ele voltava a procurar pela casa, talvez algo que havia deixado passar, ou lugares que não havia pensado em procurar antes, talvez seus raptores não tenham deixado vestígios ou rastros, mas quem sabe essa bagunça toda não seja o motivo de não encontrarem o que vieram pegar? E se eles não conseguiram encontrar o que queriam, seu mestre ainda está vivo com a informação que eles querem.

A busca continuava agora com outro foco, uma procura do que possa ter sido deixado para trás. E após certo tempo Taedh se vê em seu quarto, observando um velho criado mudo que já estava ali desde antes de começar a morar com Samzadeh há sete anos atrás. As duas ultimas gavetas não possuíam alças e muito menos podiam ser puxadas, como se fosse apenas uma madeira colada lá, pois não colocaram as duas últimas gavetas. Aquilo sempre intrigou Taedh, mas Samzadeh sempre o avisou para nunca mexer muito naquele móvel.

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em Qui 01 Mar 2018, 13:36

Após o que me parecia ter sido um longo tempo de buscas mal-sucedidas, deparo-me fitando um móvel específico em meu antigo quarto.

— O criado-mudo... O criado-mudo!

Achei-me exclamando quando me vieram as memórias daquele pequeno móvel que, em escala de senioridade, estava ali há mais tempo que eu. De fato, sempre houve algo de intrigante em relação a ele. Lembro-me da firmeza contida na voz do meu mestre quando me advertia de tomar cuidado para não mexer muito no criado-mudo. Era uma peça muito frágil, dizia ele.

Em meio ao desespero e ânsia — abafados somente pela urgência da situação e minha determinação de continuar procurando por pistas —, continuei observando, agora mais detalhadamente, as gavetas do móvel, ou a característica e conhecida falta de algumas delas.

Enfim decidi deixar de lado as advertências de seu Samzadeh e violar a fragilidade do móvel. Agaixo-me, de forma a melhor observar o local onde deveria haver as duas gavetas inferiores, e testo retirar a placa de madeira aparentemente colada ali. Saco a minha adaga da cintura e tento despregar a madeira cuidadosamente, passando a ponta da lâmina em toda a extensão das bordas das pseudo-gavetas.


— Será que tem algo aqui...?

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em Qui 01 Mar 2018, 22:22

Com algum esforço Taedh removia a madeira que estava lá e encontrava algo ali escondido, talvez algo que seu mestre não havia jogado fora por algum motivo, mas isso pode ser a fonte de todo o problema. Taedh retirava de dentro uma caixa de madeira e ao abri-la encontrava uma espada Shamshir junto a um conjunto de roupas provavelmente de sua descendência persa.

Será que era realmente isso que os raptores vieram buscar? E o que isso teria a ver com seu mestre? O que importa é que agora ele havia achado algo, algum segredo que o mestre dele nunca havia mencionado e que talvez nem quisesse que fosse descoberto. Porém parece que seu passado o alcançou e Taedh agora tinha em mãos algum segredo importante, mesmo que não tivesse uma ideia total de todos os fatos, mas era algo responsável pelo desaparecimento de seu mestre.

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em Sex 02 Mar 2018, 11:07

Ainda agachado, e com a caixa aberta em minhas mãos, examino surpreso seu conteúdo. Jamais havia visto aqueles pertences.

O que uma espada poderia ter a ver com um mestre artífice de instrumentos musicais? E por que era importante que meu mestre guardasse essas vestimentas em segredo?

Certo está, contudo, que o que escondido está escondido deverá ficar. Assim, faço que vou guardar a caixa fechada no mesmo esconderijo quando um pensamento me interrompe o ato.


— Não... E se voltarem para vasculhar mais?

Afinal, se eu, um mero bardo luthier sem grandes habilidades furtivas, havia conseguido encontrar o esconderijo, como isso poderia passar despercebido por muito mais tempo?

Apreensivo com um possível retorno dos perpetradores, decido enfim guardar a caixa junto a mim. Primeiramente, abro as gavetas superiores daquele criado-mudo o qual um dia já me servira para guardar os meus próprios pertences e dentro delas procuro um pano qualquer, o mais inconspícuo ali, para encobrir a espada.

Com a espada coberta em pano, ajeito-a na cintura e cubro, com as vestes do meu corpo, o vulto resultante. A caixa com as vestes persas, eu a fecho e a trago junto ao corpo. Para alguém que carrega toda uma viola de cordas nas costas e uma sacola de ferramentas de luteria à cintura, o que significaria agregar a isso tudo mais um volume? Nada de mais, é claro.

Então olho para os lados, como se esperasse uma emboscada. Não posso permanecer por muito mais tempo aqui. Preciso continuar à busca de informações sobre aqueles pertences e como eles se relacionam com seu Samzadeh.

Atento e apressado, saio da loja e caminho depressa para o mais longe dela, virando a esquina mais próxima.

Preciso descobrir do que tratam esses pertences. Um persa talvez soubesse dizer, mas como abordar tal assunto sem comprometer a confidencialidade daqueles objetos?

Preciso tentar, de algum modo. Pensando assim, decido caminhar em direção à conhecida taberna de Dunkeen que eu por muitos anos frequentei e à que sempre volto quando de passagem. Lá, um ambiente mesclado de gentes e odores, certamente haveria de encontrar algum persa, talvez já mais ébrio que sóbrio, alguém de quem poderia colher mais informações.

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em Sex 02 Mar 2018, 14:09

O Bar de Dunkeen estava como sempre cheio, canções e bebidas ali não eram coisas que faltavam, e mais uma pessoa chegava ao bar, alguns olhares seguem mais um que entrava lá, carregando um instrumento musical nas costas, uma espada coberta por panos e uma caixa retangular de madeira além de suas ferramentas de sempre na cintura. Era Taedh, alguém que eles conheciam e parecia não estar ali hoje para apreciar ou encantar a plateia com música.

Uma bebida? - O Garçom perguntava enquanto ele olhava à procura de alguém de feições parecidas com seu Samzadeh,
alguém de etnia parecida que estivesse por lá. O dono do bar, Ceallagh, um velho conhecido de seu mestre por estar sempre em contato com os músicos do bar ou até mesmo quando já se apresentava por aqui reconhecia Taedh e o chamava a atenção.


Foi ao ateliê do Samzadeh? Imagino que não tenha encontrado seu mestre não é? Ele me deixou uma carta antes de viajar. - A carta estava já aberta, mas nela estava a letra de seu mestre avisando que assuntos urgentes surgiram e ele teria que deixar a cidade, mas isso parecia muito forçado e com uma letra trêmula demais para ser verdade. De qualquer modo, Taedh também nota em uma mesa pessoas rindo em um tom elevado, alguém contando algo sobre alguma história, mas o que chama a atenção é um deles escutando e rindo também com uma pele e trejeitos de um persa, talvez alguém que pudesse sanar suas dúvidas quanto aquela caixa.

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em Sab 03 Mar 2018, 12:47

Aberta a porta da taberna, à medida em que adentro o estabelecimento, sinto no ar os odores das bebidas, a algazarra das vozes, os batuques dos pés e mãos dos taberneiros contra as superfícies das mesas e do piso, o trincar de canecas — música para meus ouvidos pela qual e com que, fosse esta outra ocasião, me sentaria e me deleitaria a contento.

Mas esta ocasião exigia sobriedade e circunspecção. Assim, corro os olhos pelos quatro cantos à procura de uma fisionomia étnica particular. Antes, porém, que pudesse achá-la, o dono, senhor Ceallagh, vem me contar sobre a tal carta que meu mestre lhe havia deixado antes de sua partida.

Como o faminto a quem oferecem migalhas de pão, aferro-me à epístola e nela identifico o estilo de escrita de meu mestre. A mensagem lacônica e o tremular das letras, porém, pareciam querer comunicar algo diferente, subliminar, o que logo me causa estranheza.

Seu Samzadeh, do que o conheço, jamais em condições normais vacilava ao escrever. Alguém com as habilidades manuais para afinar, com exatidão cirúrgica, as finas cordas de um violino certamente não encontrava dificuldades em manter impecável caligrafia. Não, não ele que, mesmo sob a pressão do ofício, conseguia manter a concentração e a calma. Aquela escrita apressada me sussurrava algo sombrio e dissimulado. Algo que precisava desvendar, para o bem do meu mestre.


-- É uma pena que ele precisou sair tão apressado... -- Respondo a Ceallagh ainda com a carta nas mãos e os olhos sobre ela, tentando não expor a minha preocupação e o momento de crise por que passava.

Ao tirar os olhos da carta, por um acaso encontro de vista aquilo que havia vindo procurar. Ali à mesa, em grupo, alguém com a aparência conterrânea à de seu Samzadeh: alguém de Persis! Tão logo o identifico, devolvo a carta para Ceallagh, perdendo o interesse por ela.


-- Obrigado pelo aviso, senhor Ceallagh. Vou aproveitar que passei aqui e tomar pelo menos uma cerveja.

Então procuro uma mesa próxima à que sentava o grupo e peço uma sidra para me adocicar a vida.

Ali tento escutar a conversa das pessoas, enquanto espero uma oportunidade para abordar o persa.

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em Seg 05 Mar 2018, 09:43

[OFF]
Desculpe a demora, fim de semana foi complicado.



Taedh senta-se perto para tentar ouvir a conversa da mesa ao lado, mas enquanto ele prestava atenção nisso, ele sentia olhares o observando. Não era o que ele já estava acostumado, o olhar de pessoas notando que Taedh havia voltado para Dunkeen e sim ser observado por alguém como se estivesse anotando cada passo e o que ele está fazendo. Mesmo assim ele escutava a mesa ao lado como queria, o tom de voz alto do pessoal daquela mesa tornava fácil isso.

???: Ei! E aquela comoção na parte de fora da cidade?
???: Não sei também o que foi, disseram que teve alguns gritos e barulho de aço, mas isso foi no primeiro dia depois a história só aumentou.
???: O que é isso?
???: Verdade, você não estava aqui quando isso aconteceu não é Hamid?
???: Mas ele chegou um dia depois, é impossível não ter escutado nada sobre...
Hamid: Esses assuntos não me dizem respeito, vim aqui pois estou viajando e conhecendo o mundo
???: HAHAHA! Tá bom, mas me fala aí o que você já viu em suas viagens

Nesse momento a atenção de Taedh era voltada a sua mesa,
alguém batia com as duas mãos ao se inclinar sobre a mesa e se dirigir ao bardo, seu rosto não lhe era estranho, mas ele não conseguia reconhecer quem era aquela pessoa, mesmo assim parecia que ela o conhecia.
- Meu amigo, faz tempo que não te vejo, voltou faz muito tempo? Da próxima vez passa lá em casa pra avisar, mas me diz, como foi de viagem?

Em meio a conversa dessa pessoa, Taedh nota que o persa,
Hamid, havia levantado de seu local e estava se dirigindo a porta. Ele estava indo embora, assim como as perguntas que Taedh tinha. Mas ao seguir Hamid para fora da taverna ele logo é surpreendido pelo persa esperando encostado na parede do lado de for.


Percebi que estavam me observando, então era você? O que quer de mim? - Era o que Hamid dizia ao abordar Taedh do lado de fora, ele falava em um tom normal para que não causasse uma comoção nas ruas, parece que o que ele menos queria era chamar atenção naquele momento.

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em Qua 07 Mar 2018, 10:20

[OFF]
No problems!



Sentado à mesa, ouço a conversa da mesa do lado como quem escuta alguém gritando ao seu ouvido. Falavam de uma comoção. Será que aquilo estava relacionado com o sumiço de seu Samzadeh?

Enquanto tento construir alguma lógica a partir daquela conversa, sinto-me um pouco desconfortável, como se estivesse sendo eu mesmo observado. Mas por quem? Por que me observariam assim? Será que os pertences de meu mestre, mesmo cobertos, saltavam aos olhos de algum connoisseur?

Sem sequer pensar, pressiono mais contra o corpo aqueles pertences, como se quisesse fazê-los desaparecer. Uma reação inconsciente, mas que pelo menos me trazia mais segurança para voltar a prestar atenção na conversa.

Contudo, assim que consigo centrar-me novamente, ouço a forte palmada contra a mesa e imediatamente subo os olhos de minha bebida para ver alguém inclinando-se sobre a minha mesa. Quem era mesmo essa pessoa? Diante de tantos pensamentos preocupados que passam pela minha cabeça, mal consigo lembrar o nome dela.


-- Quanto tempo! Faz um ano que não passo por aqui, na verdade.

Como aquela pessoa continua a conversa, não consigo mais prestar atenção na conversa ao lado. Enquanto narro a ela algumas de minhas aventuras nesse último ano em que continuava minha busca pela melodia perfeita, segundo me havia incumbido seu Samzadeh, olho de soslaio com frequência para observar Hamid, o persa.

Na última vez, porém, que olho para o lado, vejo Hamid levantando-se e saindo da taberna. Logo dispenso o velho amigo e prometo que depois o visito em casa. Então, entorno o resto da minha sidra, deixo as moedas na mesa suficientes para pagar a bebida, levanto-me da cadeira e me dirijo à porta.

Quando abro a porta e saio, dou de cara com Hamid inesperadamente me esperando. Paro então a alguma distância dele e da porta, surpreendido mas decidido.


-- Sim. Desculpe-me pelo incômodo. Sou O'Bedlam, bardo e artífice. Precisava de uma informação que é muito provável que alguém vindo de Persis poderia me fornecer... -- Explico a ele em voz baixa, discretamente, usando estrangeiradamente do idioma persis como forma tanto de abrir alguma simpatia entre nós dois como de dificultar as escutas indesejadas.

Havia trabalhado junto com um persa por anos e conhecia seus costumes e seu idioma. Embora eu não pudesse me passar por um persa -- com minha fisionomia inismorita e sotaque estrangeiro --, pelo menos conseguia passar a sensação de um simpatizante ou alguém estudado na cultura, alguém inclusive que já tinha algumas melodias persianas em meu repertório e algumas músicas autorais com lendas daquela terra distante, na versão contada por seu Samzadeh após muito insistência e aborrecimento de minha parte.

Destarte, tento manter um clima amigável e aberto, pelo menos de início enquanto ainda não conheço muito bem meu interlocutor e seus motivos. Caso ele se recuse, porém, precisarei convencê-lo -- talvez contando a ele de minha estima pelo povo pérsio e da urgência que tenho em conseguir certa informação, e talvez prometendo-lhe algum favor, negociável, em troca.

Algo é certo: não posso sair daqui sem ao menos a anuência de Hamid em ensaiar uma resposta às minhas dúvidas quanto à relação das vestes e espada encontradas por mim e o passado de meu mestre. Naturalmente, conseguindo convencê-lo, necessito sugerir a ele um lugar menos público aonde tratarmos. E quando lá estivermos, pensarei no modo de abordar o assunto sem comprometer a mim e a meu mestre.

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em Qua 07 Mar 2018, 12:10

Hamid olhava para o bardo de uma maneira perplexa, alguém ali sabia falar em seu idioma, algo que não havia encontrado tão facilmente desde que saíra do império. - Senhor O'Bedlam, vamos conversar um pouco mais afastado da multidão - Dizia em persa enquanto olhava para os lados e gesticulava para irem andando. Hamid procurava uma rua menos movimentada ou um beco próximo para isso.

Após um pouco eles chegam a uma área mais residencial, as pessoas em volta eram apenas crianças correndo e brincado e donas de casa cuidando de seus afazeres. Hamid parecia agir com extrema cautela, talvez por desconfiar de Taedh ou será que havia algo a mais? - Gostaria de saber o que quer tanto assim me perguntar, como conhece meu idioma sabe de onde sou. - Ele agia ainda com um pé atrás e parecia ainda olhar para os lados quando possível. Ele esperava o que fosse que Taedh tinha a falar e apresentar antes de tomar qualquer decisão.

- Me diga, o que um persa pode lhe oferecer aqui em Inismore?

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em Qua 07 Mar 2018, 15:52

-- Naturalmente, senhor...? -- Mesmo havendo ouvido o nome Hamid sub-repticiamente na taberna, preferia perguntar-lho diretamente a fim de que pudesse apresentar-se da forma que preferisse.

Ao ouvir a sugestão de Hamid, logo fui seguindo-o ansioso para continuarmos ao mesmo tempo que considerava como tratar daquele assunto tão delicado com um completo estranho. Enquanto não podia revelar-lhe nomes nem detalhes, também não podia deixar-lhe totalmente às escuras, sob pena de sua desconfiança para comigo somente aumentar.

De fato, não sabia dizer se toda aquela cautela era somente devido à minha pessoa ou se havia algo além, algo talvez similar ao contexto de desaparecimento de meu mestre. Pigarreio discretamente e inicio meu discurso, ainda em idioma pérsio, no maior elevado grau de esforço de minhas capacidades linguísticas e dramáticas.


-- Senhor, se puder me acreditar, digo-lhe que a estima que tenho pelo povo pérsico é maior que toda a extensão do Império do Crescente. Ainda mais sendo por uma pessoa em especial, conterrâneo do senhor, um grande amigo por quem tenho incomensurável estima. -- Introduzo o assunto tentando tocar sua empatia com palavras consideradas e tom sentimental.

-- Acontece que fui visitá-lo recentemente -- ele morando há décadas aqui mesmo em Inismore --... mas não o encontrei. -- Olho nos olhos dele, com certo ar de suspense e tristeza. Tento notar sua reação, de forma a averiguar se ele poderia estar sabendo de algo.

-- Em seu lugar, porém, estavam alguns objetos -- artefatos certamente de tradição persiana; mas com os quais, desventuradamente, não tenho familiaridade. -- Mais uma vez, procuro notar sua reação, testando para determinar seu interesse no assunto.

-- Assim, estou à procura de alguém que possa me informar do que tratam... digo, se eu lhe prover suficiente descrição de tais itens...?

Permaneço olhando em seus olhos, experimentando sua reação. Ao fundo, ouço o burburinho das atividades usuais da vizinhança -- uma bela música ambiental para um momento de tensão.

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em Qui 08 Mar 2018, 09:49

Taedh começava seu discurso que até o momento não gerava nenhuma reação, mas ao mencionar sobre ser alguém de mesma nacionalidade parece que seu rosto agora tinha interesse no que o bardo falava.

-- Acontece que fui visitá-lo recentemente -- ele morando há décadas aqui mesmo em Inismore --... mas não o encontrei. -- Ao olhar nos olhos de Hamid é possível notar algumas mudanças em sua feição, parece que isso o incomodava.
Ao falar sobre os objetos persianos, Hamid faz um gesto de que falaria algo, mas então decide terminar de escutar o que ele tinha a dizer.


Ao acabar tudo que tinha a dizer, Hamid então começava a falar pouco para Taedh, e claramente cobrar por algo. - Sabe, gostaria de saber que itens são esses, mas ninguém vive de caridade. Mesmo que a pessoa que procura seja um conterrâneo eu posso estar em risco aqui.

Ele examina mais uma vez a vizinhança que estava, e então volta a falar com Taedh - Você não teria como me mostrar esses itens? Se eu realmente souber de algo irei cobrar por algo, mas farei isso apenas por se tratar de alguém de mesma Nacionalidade. Não quero me meter em problemas por aqui. - Novamente uma sensação incomodava Taedh, a mesma do bar, sentia olhares a sua volta, parece que o que Hamid se preocupava não era tanta paranoia assim. Alguém realmente parecia estar de olho em um dos dois naquela vizinhança.




Só avisando que:
Caso necessite rolar algo pode checar comigo o que for no discord, qualquer dúvida com as rolagens eu respondo. Se for tentar observar algo o comum é Argúcia+Observar

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