Seven Seas

Seven Seas RPG, uma Terra em um universo paralelo no século XVII, a era de ouro da pirataria. Aventuras de capa e espada, batalhas navais e um mundo inteiro pra descobrir e explorar o aguardam.

Fale Conosco

Procurados
Procurados Seven Seas

Últimos assuntos
» Parceria com Hero Story RPG
Sex 06 Jul 2018, 15:15 por Eric-Nero

» [Aventura] Um novo começo
Sex 29 Jun 2018, 11:03 por OtakuFedido

» [Aventura] Tudo tem seu preço... A ser pago.
Qua 09 Maio 2018, 23:04 por Delara

» [Evento] Chegada ao deserto
Qua 02 Maio 2018, 09:45 por Hiruma

» [Aventura] A Escola de Feitiçaria Francis para Piratas.
Ter 10 Abr 2018, 13:11 por Francis Mc'Dowell

» [Ficha] Anne Bonny - Anne Bonny
Sex 06 Abr 2018, 08:07 por Teach

» O Barco Escravista
Qua 04 Abr 2018, 22:12 por Apolo

» [Tripulação] Bad Company
Ter 03 Abr 2018, 09:09 por Teach

» [Evento] Delegação de Persis
Sab 31 Mar 2018, 15:20 por Hiruma

Prêmios do Mês
Hiruma
Narrador
Eponine
Herói
Missão
Francis
Interpretação
Kristopher
Vilania
Staff Online

Você não está conectado. Conecte-se ou registre-se

Ir à página : 1, 2, 3  Seguinte

Por favor, faça o login para responder

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo  Mensagem [Página 1 de 3]

em Qui 01 Fev 2018, 22:29

Eponine caminhava calmalmamente por entre as fazendas  de Montaigne quando avista o jovem gavroche vindo correndo em sua direção ao longe, adiantando uma mensagem do jovem menino diz:
-Olá gavroche para que você está com tanta pressa em um dia tão belo quanto esse?
o jovem para imediatamente de correr limpa as gotas suor que haviam ficado em sua testa e ainda eufórico diz: - Oi Eponine... Me contaram uma história que talvez seja interessante para você,  eu fiquei sabendo que a nobreza tem um armazém guardando dinheiro  em algum lugar por aqui, mas não sei.é só o que o pessoal tem dito,sabe como é...um que ouviu de outro que o primo do tio viu.
Eponine o olhou atentamente e enquanto lhe dava um sorriso disse:
-Ora, você já conseguiu informações mais completas que isso ehm gavroche? Mas aposto que você sabia que eu iria querer aproveitar a chance de mexer com a nobreza e não ouviria seus detalhes mesmo. Vou ver o que eu descubro sobre isso obrigado.
Eponine agradeceu, bagunçou a parte de cima do cabelo do menino, jogou uma moeda para este e seguiu em direção a taberna da cidade mais próxima.

Ver perfil do usuário

em Sex 02 Fev 2018, 09:32

Andava pelas fazendas em direção à cidade, era pouco antes do meio-dia e o sol forte fazia com que as plantações quase brilhassem de certa forma. Eram várias pequenas colinas cobertas por diversos tipos de plantas, parecendo uma pintura.
Depois de alguns minutos chegou no O Valete da Sorte, ficava na borda entre a cidade e as fazendas, mas sempre acabava atraindo mercadores para negociar com os fazendeiros, o local visto do lado de fora parecia um depósito que fora transformado em uma taverna, acima da porta uma placa de madeira pendurada onde havia entalhado os quatro naipes. Por dentro havia um balcão comprido cheio de bancos de madeira que tomava toda a lateral direita, no fim dele uma porta que levava para a cozinha e subsequentemente o depósito, as paredes de pedra encaixada eram cobertas até a metade por tábuas e o chão de azulejo talvez fosse a coisa mais cara ali, no salão haviam algumas mesas feitas de tronco de árvore que combinavam com a iluminação forte que vinha da esquerda, mostrando o sol pós meio-dia e as plantações que subiam as colinas. Já conhecia o local fazia um bom tempo.


— Co... qu... ...ha q... está f...o?! T... ... de ...m eu sou!?

Mal havia chego na porta do lugar e já ouviu alguns berros vindo de dentro, era definitivamente a voz de um homem estressado. E muito baixo ouviu uma segunda voz que parecia tentar acalmar ele, mas dado o barulho de vidro quebrando não pareceu ter funcionado.

Ver perfil do usuário

em Sex 02 Fev 2018, 13:25

Ao ouvir os gritos acalorados Eponine quase que como ignorando-os seguiu seu caminho calmalmamente até a porta,aquela era uma taberna movimentada e pelo que se lembrava não eram raras as discussões acaloradas naquele lugar. Ao chegar à porta Eponine tentou abrir-la mas como de costume a porta enroscara com ela em sua primeira tentativa, tentou ainda mais duas ou três vezes enquanto pensava alto todos os palavrões que conhecia de teano a Castilho, e pensou tão alto os palavrões que talvez realmente os tenha dito.  Ao finalmente conseguir abrir a porta Eponine como de costume procurou o taberneiro com os olhos e ao chamar a atenção deste levantou o dedo indicador de sua mão esquerda sinalizando que iria querer a bebida de sempre, após realizar seu sinal caminhou até o balcão de onde colocou para o lado algumas garrafas vazias e apoiando a metade direita de seu corpo sobre o balcão disse ao homem irado:
-Qual o motivo para tanto estresse monsieur?
a frase lhe parecia hipócrita para quem a poucos segundos havia pensado tantos palavrões a ponto de fazer qualquer marinheiro se impressionar mas foi dita mesmo assim

Ver perfil do usuário

em Sex 02 Fev 2018, 14:20

O taberneiro parecia acostumado com aquela situação, então calmamente lhe entregou sua bebida e seguiu limpando um dos copos atrás do balcão enquanto esperava seu filho terminar de cozinhar o prato do dia. Tinha um casal e mais um homem nas mesas, tomando conta de si mesmos.
Ao chamar a atenção do homem à sua frente, ele se vira e ela nota que este lhe parece um nobre da marinha, porém bêbado e empunhando uma garrafa de vidro quebrada na mão, atrás dele, um conhecido de Eponine, um homem que tem algumas árvores de tangerina que são muito usadas para fazer chá.


— Esse verme não quer me dar a mercadoria que havia prometido! Recentemente tem estado difícil de me manter relevante com o pessoal de cima roubando dinheiro de nós! — soluçava entre uma palavra e outra enquanto apontava a garrafa quebrada em direção ao tio das mexerica

O fazendeiro tenta responder da maneira mais educada possível, com a visão focada na garrafa

— Mas senhor, você veio falar comigo semana passada e eu lhe disse que precisaria de mais um mês e mei-- brutalmente interrompido por um berro do homem ali maior que ele

— Mentira, eu sei que você está guardando elas para passar a perna em mim!

Enquanto o taberneiro distribuía pratos com um cozido de alguma ave, cambaleando de bêbado, o marinheiro avançou para cima do fazendeiro.

Ver perfil do usuário

em Sex 02 Fev 2018, 15:55

Olhando para o homem que cambaleando de bebeado tentava avançar para o tio das mexiricas Eponine desencosta do balcão e diz: -Pode ir parando aí monsieur, eu conheço este homem e posso lhe garantir que ele não está tentando lhe passar a perna, além do mais o que ele ganharia com isso monsieur? Ele perderia de vender-lhe sua mercadoria e subsequentemente de ganhar dinheiro, ora compreendo que o senhor quer suas mexiricas mas vocês da nobreza querem tudo para ontem você acha o que? que por acaso mexiricas dão em árvore?
Alguns clientes olham para Eponine como que respondendo a sua pergunta, sim mexiricas dão em árvore.
Percebendo os olhares ela diz:
- Ah vocês me entenderam, eu quis dizer que elas demoram para nascer. E além do mais monsieur suas preocupações me parecem mesquinhas, pois enquanto vocês aí da nobreza estão preocupados em manter-se relevantes seja lá o que isso signifique eu e o restante do povo estamos preocupados em simplesmente não morrer de fome. Então acho melhor o senhor não ousar encostar a mão no tio se não vou ter que proteger a ele como faria com qualquer outro irmão camponês.

OFF: Panche (3)+Convencer (1), Perguntas :eu ganho mais 1 dado por ser a primeira vez que usam convencer na cena? A reputação se encaixaria no caso?

Ver perfil do usuário

em Seg 05 Fev 2018, 11:50

[OFF]
Sim, você ganha um dado a mais e como você está tentando proteger o homem, a reputação se encaxaria sim.
Pode fazer sua rolagem.

Ver perfil do usuário

em Seg 05 Fev 2018, 13:10

Ok



Última edição por Char_Chair em Seg 05 Fev 2018, 13:11, editado 1 vez(es)

Ver perfil do usuário

em Seg 05 Fev 2018, 13:10

O membro 'Char_Chair' realizou a seguinte ação: Rolar dados


'd10' : 4, 10, 9, 6, 9, 9

Ver perfil do usuário

em Seg 05 Fev 2018, 14:53

Quando Eponine comenta sobre passar fome, o filho do taberneiro coloca um prato de cozido na frente dela.
Meio bêbado, o homem nobre larga a garrafa quebrada no chão e se senta no banquinho do balcão. Em meio a soluços ele começa a lacrimejar


— É que o pessoal de cima tem guardado tudo em um banco novo perto do Cais 151, e as taxas são muito altas! Como que eu vou dar caviar pro meu filho se mal consigo pagar essas roupas com fios de ouro?!

Ele lhe olha triste, como se pedisse perdão pelo caos que havia criado — Eu juro que foi a bebida!

O tio lhe olha por cima dos ombros do homem e faz um sinal de que não com a cabeça, indicando que ele sempre foi assim.
A taberna volta a se acalmar, com o casal terminando de comer e o homem descansando no canto enquanto o filho taberneiro recolhe o vidro do chão e o dono do local empilhava os pratos limpos.

Ver perfil do usuário

em Seg 05 Fev 2018, 18:26

A moça sorriu,agradeceu ao filho do taberneiro por sua boa ação e sentou-se no balcão enquanto comia o cozido, ao terminar se levantou, vasculhou nos bolsos a procura de algumas moedas que havia deixado para pagar sua bebida, as colocou sobre o balcão e antes de sair do bar disse: - Espero que o senhor tenha melhor sorte em seus negócios marinheiro. disse isso enquanto sinalizava que não para o tio das mexiricas revelando para este que realmente não se importava, com a "triste situação do nobre".

Quando saiu da taberna deu um sorriso, parece que gavroche havia acertado, Eponine perguntou o caminho até o cais para um ou outro que passava  por ali próximo ao valete da sorte para se certificar de que iria na direção correta e se encaminhou na direção indicada por estes enquanto distraidamente começou a cantar as primeiras palavras que vinham em sua cabeça no caso era algo sobre matar reis e destratar a nobreza

Ver perfil do usuário

em Ter 06 Fev 2018, 22:44

Ambos filho e dono agradecem as moedas, mas não tanto quanto o tio das mexiricas por ela ter salvo ele do marinheiro que agora estava apoiado no balcão com a cara escondida, provavelmente esperando o efeito da bebida passar para ele voltar ao seu posto, enquanto o homem no fundo da taverna se levantava para ir pagar também o que ele devia.

Saindo da taverna, o sol que estava alto começava a lentamente descer conforme Eponine seguia até o cais, caminhando por entre as pedras de granito na rua e as construções que iam de casas simples de madeira até grandes mansões quando chegava mais perto da área nobre da cidade. Passando por várias pessoas de diferentes classes sociais, receosos os pobres lhe davam informação e com olhares de julgamento os nobre lhe diziam a direção do local.
E mais ou menos com uma hora de caminhada, Eponine começava a ver o mar, agora seria apenas seguir a costa por alguns minutos até chegar em seu destino.

Ver perfil do usuário

em Qua 07 Fev 2018, 00:04

A visão das casas simples de madeira deixaram Eponine ligeiramente melancólica,ao passo que deu um sorriso triste ao se lembrar que ela havia morado em uma parecida com aquelas antes de perder sua família e ir parar nas ruas. Por um momento enquanto andava lhe veio o pensamento paranóico de estar sendo seguida, afinal de contas por que o outro homem decidirá ir embora no mesmo momento em que ela? Ao se deparar com tal pensamento disse mentalmente para si mesma: - não seja ridícula Eponine o homem apenas foi seguir sua vida.
E mais ou menos com uma hora dessa caminhada quando começou a ver o mar se sentiu ao mesmo tempo que aliviada nervosa, enquanto caminhava em direção ao banco ela somente conseguia pensar em refazer de maneira megalomaníaca o que os rilasciare fizeram e ao invés de apenas pegar caixas com a coleta de impostos invadir o armazém e distribuir para a população pobre o que conseguisse porém a idéia agora lhe parecia extremamente difícil, como ela faria aquilo e principalmente sozinha? bem ela deveria buscar a ajuda de alguém caso quissese fazer o mesmo. Eponine porém ignorou a onda de pensamentos que invadia sua mente e decidiu focar apenas em achar um lugar que fosse bom para ela observar a rotina do local caso realmente decidisse colocar seu plano em ação. decidiu então caminhar junto ao píer qualquer coisa diria apenas que está indo para ver o mar.

Ver perfil do usuário

em Qua 07 Fev 2018, 14:32

Os poucos minutos que ficou perdida em pensamentos foram o suficiente para que ela notasse que havia encontrado o local, uma pequena construção em formato de um cubo branco, com uma fachada na frente entalhada numa pedra lisa onde havia escrito Instituição Financeira Poisson Noblê. Apesar do branco fosco da pedra polida e mesmo com o sol baixo, aquilo reluzia como prata. Notavelmente um exagero.

— Bonito não? — Uma súbita voz veio do lado de Eponine, virando-se notou que aquele rapaz da taverna havia sim de fato a seguido — Não deve ter um mês e já é dito que contém um terço do dinheiro dessa cidade. — Tinha cabelos castanhos curtos e ondulados, seus olhos da mesma cor brilhavam ao admirar aquela construção enquanto alisava seu bigode fino com a ponta dos dedos — Uma pena que boa parte desse dinheiro esteja sujo de "nobreza".

As pessoas andavam por aquele local e assim como ele algumas paravam pra admirar aquilo mas logo seguiam seu caminho, afinal, provavelmente nunca teriam o dinheiro necessário para guardá-lo lá. Enquanto as outras pessoas que por ali passavam acabavam entrando, vestidas de maneira pomposa e com o nariz empinado.

Ver perfil do usuário

em Qua 07 Fev 2018, 15:26

Ao ouvir a voz que confirmou sua suspeita Eponine virou-se e por alguns segundos sentiu um calafrio, ela realmente deveria ter tido uma maior descrição em seus atos e checado quando sentiu seu instinto lhe dizer, bem ao menos o rapaz lhe parecia ser amistoso.
-Sinceramente acho mais bonitas as casinhas simples de madeira mas tem lá seu nível de beleza. só que essa construção de certa forma me parece igual a tudo que a nobreza faz ou seja muito exagerado.  E sabe eu concordo com você realmente é uma pena um local tão bonito com tanto dinheiro que poderia estar sendo usado por aqueles que precisam mais aí guardado sem uso.
Enquanto Eponine falava com o rapaz não perdeu sua atenção e da maneira mais discreta o possível começou a procurar por algum lugar de onde ela pudesse observar a rotina do local
-Enfim é um local muito bonito mas me parece outro símbolo de poder da nobreza sobre nós camponeses então nada me faria mais feliz que vê-lo queimar.
disse resmungando em voz baixa e enquanto guardava a mão marcada a ferro no bolso.

Ver perfil do usuário

em Qua 07 Fev 2018, 16:32

— Bem, não sei que tipo de pedra você conhece que queima... — Parou de coçar a barba e colocou ambas as mãos em seu casaco surrado e falou um pouco mais baixo — A beleza da qual eu falava era a interior, e seria ótimo tirá-la para mostrar à todos, não?

A tarde começava a acabar e a brisa do mar vinha fria, e mesmo assim a movimentação não iria diminuir até o mais escurecer da noite.

O homem começou a se virar e passou por Eponine lentamente — Eu quem espalhei os boatos e paguei a bebida do nobre. Eu precisava de alguém que se interessasse por isso aqui tanto quanto eu e vejo isso nos seus olhos.  — Com leves movimentos, apontou para um mercado do outro lado da rua — O mercado vai ficar aberto até às dez, observe da sacada. Saberá quando descer... — O homem começava a sumir em meio a multidão.

O lugar o qual ele apontou parecia ter três andares, onde a sacada ficava no meio, enfeitada com algumas plantas. Parecia ser um dos vários mercados gerais que haviam ali, como uma feira fechada, cheia de peixes, frutas, roupas, brinquedos, armas... e provavelmente era o que tinha menor movimentação.

Ver perfil do usuário

em Qua 07 Fev 2018, 20:17

As últimas frases do homem em sua conversa com Eponine soaram como música para seus ouvidos,  em meio a todo aquele receio e medo do povo da nobreza parecia que havia finalmente encontrado alguém que assim como ela não se satisfaria em ficar de joelhos para esta.
Após o homem sumir em meio a multidão começou a mover-se em direção ao mercado ao mercado apontado por este.
Ao entrar no mercado dirigiu -se imediatamente ao segundo andar deste onde após algumas olhadas rápidas pelo local encontrou a sacada, caminhou até a sacada e apoiou seu corpo sobre esta e começou a observar o banco enquanto simultaneamente prestava atenção a qualquer coisa que fosse lhe sinalizar a hora certa de descer.

Ver perfil do usuário

em Qui 08 Fev 2018, 22:47

No caminho para o segundo andar, Eponine foi obviamente abordada por vários mercantes querendo vender todos os tipos de coisas. Apesar de nenhum dos mais ricos ter ido falar com ela.
Chegando na sacada do segundo andar, ficava observando seus arredores. Além do mar, construções e pessoas caminhando de um lado para o outro, foram longas e tediosas horas olhando para o horizonte, esperando algum sinal... Porém, nesse período, ela foi capaz de notar que o banco tinha uma abertura no teto, e que a cada duas horas a guarda fazia uma pequena ronda e alguns deles trocavam de turno.
E agora era noite, o mar refletia fracamente a lua minguante enquanto os postes na rua jogavam sombras por todos os cantos, as pessoas agora andavam pelas unidades ao invés de dezenas como mais cedo e a conversa agora era quase completamente absorvida pelas ondas do mar.
Um relógio que ficava no topo de um poste no cruzamento dos mercados marcava [09:22] quando Eponine viu algo reluzindo rapidamente e sumindo em um dos botes, que por coincidência ficava exatamente na linha de visão do relógio com a varanda onde o homem havia pedido para Eponine ficar.

Ver perfil do usuário

em Qui 08 Fev 2018, 23:44

Talvez aquele flash rápido seja o sinal que o homem havia me dito pensou, enfim de qualquer maneira era melhor ir verificar,pois o mercado fecharia em breve mesmo e caso fosse um erro apenas lhe custariam mais alguns minutos para que pudesse retornar ao seu posto na sacada.
Eponine então desencostou da sacada e levantou-se empolgada.
Enfim haveria algo para ela fazer pensava, já estava ansiosa por isso afinal havia passado suas últimas horas entregue ao marasmo, bem ao menos aquelas longas horas haviam lhe servido de algo pois ela conseguira ao menos perceber o que lhe parecia ser a frequência da troca de turnos dos guardas e um ponto estratégico para a entrada no local.
Após o pequeno pensamento de excitação desceu as escadas rapidamente porém ao chegar na porta do mercado decidiu começar a caminhar da maneira mais comportada e comum que conseguisse afinal de contas seria estranho ou ao menos curioso alguém andando rapidamente durante a noite.
Após afastar-Se das pessoas que ali passavam e chegar ao local onde os botes ficavam decidiu aumentar rigorosamente a discrição em seus atos e começou a andar mais vagarosa e atentamente até o bote de onde pensava ter visto uma luz que reluzira.

Ver perfil do usuário

em Sex 09 Fev 2018, 01:57

A maior atenção que chamou no caminho até o bote foi de um homem que fingia não estar bêbado e que tentou a cantar, mas acabou ficando mais focado no seu caneco vazio.
Foram passadas tranquilas até o bote, sentia que as ondas estavam cronometradas com cada um de seus passos para escondê-los. E ali na frente do bote, ela viu uma sombra de pé nele e o aquele brilho de antes subiu e desceu na frente do vulto.


— Soleil — Era a mesma voz do homem de mais cedo — Esses nobres extravagantes fizeram uma moeda brilhante apenas por que podiam —

Ficou em silêncio por alguns segundos e se virou dando alguns passos para finalmente aparecer na luz. Era realmente ele. Se manteve ali por mais um tempo, observando a mulher a sua frente, não com olhos perversos, mas sim estudiosos. Era dificil saber o que se passava pela cabeça dele.


— Temos 30 minutos para decidir o que fazer. — Jogou a moeda em sua direção — E você pode decidir ficar apenas com essa única moeda ou vir comigo e levar algumas milhares dessa. — Olhava fixamente para a mulher à sua frente, claramente esperando uma resposta — Devo lhe dizer que só uma dessas opções é segura...

Ver perfil do usuário

em Sex 09 Fev 2018, 10:29

Eponine talvez teria dado atenção ao homem não fossem os fatos dela estar ocupada e deste estar tentando lhe passar uma cantada, a jovem sequer virou o rosto para este apenas seguiu caminhando rigorosamente em sua tarefa de tentar conter seu nervosismo e excitação pelo momento.
Continuou caminhando com dúvidas se fizera certo em deixar seu posto até finalmente ver o vulto e reconhecer a voz daquele com quem antes falara.
Após a frase do homem Eponine pegou a moeda que este jogou em sua direção e enquanto a guardava rapidamente no bolso disse:

- Me sinto lisonjeada monsieur que o senhor pense que sou ponderada o suficiente para ser capaz de desistir de uma idéia quanto está me vem à cabeça - disse enquanto dava um meio sorriso - enfim pude observar algumas coisas no tempo em que fiquei lá, os guardas parecem trocar turnos a cada duas horas me parece um bom momento para entrar, e além disso o local tem uma abertura no teto que nos poderiamos usar para isso.

Ver perfil do usuário

em Sex 09 Fev 2018, 11:06

Com um sorriso no rosto, ansioso pelo o que vinha a frente ele disse — Primeiro: Eu não quero saber o seu nome e você não saberá o meu, e segundo: Se algum de nós formos pegos, nunca nos conhecemos ou se quer nos vimos antes.

Ele a pega pelo braço e puxa para a direção dele, a fazendo sentar no bote e sentando ao seu lado. E logo após isso, passam por eles dois dos guardas que usavam as mesmas roupas daqueles que trabalhavam no Poisson Noblê, seguindo para a ponta do cais e provavelmente voltariam logo novamente.

— Muito bem, dado o que você sabe parece que nós temos três opções... — Novamente coça um pouco seu bigode, se aproxima e fala baixo, sincronizando silabas tônicas com o som das ondas quebrando e levantando um dedo — Entramos por cima e vamos pelas sombras até encontrar o cofre. Provavelmente a maneira mais silenciosa de fazer isso.
O homem levanta o segundo dedo, fazendo um V com o indicador e o médio — Daqui a pouco os guardas voltam, podemos abordar eles e pegar a roupa deles, aproveitando a troca de turnos ninguém vai suspeitar. Seria mais rápido de encontrar o lugar.
Suspira, levanta as sobrancelhas e receoso levanta o terceiro dedo, dando a terceira opção — Tenho uma pistola, os guardas também devem ter. Pegamos eles, corremos para o banco e o assaltamos de maneira tão exagerada quanto a roupa da nobreza.

E seguiu um silêncio, talvez não físico, mas um silêncio mental para ambos. Na cabeça dele, ele ouvia o ponteiro dos segundos latejando como ressaca a cada toque que o relógio dava.

Ver perfil do usuário

em Sex 09 Fev 2018, 13:03

Ouvindo atentamente as condições do homem Eponine assentiu que sim com a cabeça pouco antes de ser puxada para o bote por este. A jovem inicialmente não entendeu porque ele havia feito isso mas ao ver os guardas se aproximando mentalmente agradeceu a atitude. Após os guardas passarem isso o homem começou a falar as opções enquanto a jovem prestou bastante atenção em suas palavras, após alguns segundos no silêncio físico e mental Eponine começou a ponderar sobre aquelas palavras e ao chegar rapidamente a sua conclusão disse:- A terceira maneira toca o meu coração e eu adoraria fazer com que a nobreza sentisse um gosto de seu próprio espalhafatamento mas me parece tola e muito arriscada pensando logicamente falando além do mais os homem estão apenas no seu trabalho de onde tirando seu sustento não acho que seria justo necessariamente, a segunda opção exigiria uma paciência e atuação que eu sinceramente não sou capaz de ter, creio então que o mais são seria escolhermos a primeira opção isso é tentarmos entrar sorrateiramente pelo telhado, e não é como se nos estivéssemos engessados em um só plano nós sempre podemos trocar para o terceiro plano caso não de certo e ainda teríamos a vantagem de estarmos atacando quase de surpresa e por dentro. Enfim antes de irmos você tem por acaso alguma tinta,pena e papel nesse bote?

Ver perfil do usuário

em Sab 10 Fev 2018, 08:23

Do bolso dele, ele tira um bloco de anotações e um lápis do bolso e lhe entrega. O pequeno livro surrado está quase no fim, escrito com duas letras diferentes mas ambas quase ilegíveis, repleto de textos técnicos sobre matemática, objetos calculados milimetricamente, quantidades precisas de diversos materiais e diversas explicações e anotações sobre tudo o que tem escrito ali. Em algumas páginas também existem o que parecem ser vários mapas de possívelmente a cidade toda.

— Precisa fazer o que quer que vá fazer com isso parada? — Ele olha aos arredores e se levanta, amarrando o cinto de seu casaco e levantando a gola — Seria bom irmos agora se quisermos aproveitar a troca de turnos. Daqui a pouco os guardam voltam, e eles só vão passar pelo mercado antes de terminar a ronda... — Ele coloca o pé pra fora do barco, apoiado no cais ele entrelaça os dedos de ambas as mãos atrás das costas e estala algumas de suas juntas, então termina de subir e se vira para o bote, esperando sua cúmplice o acompanhar até a parte de trás do banco para que possam colocar o plano em prática — Recomendo que não andemos juntos lá dentro, mas mantenhamos visão um do outro.

Ver perfil do usuário

em Sab 10 Fev 2018, 11:59

Antes de dizer qualquer coisa a moça pegou o bloco  e o abriu, com os primeiros olhares sobre as paginas que folheava rapidamente deste ficou impressionada com a complexidade das anotações, continuou folheando até achar uma folha em branco que arrancou e enquanto jogava novamente o bloco ao homem disse:
-Obrigado, não acho que seja necessário para mim ficar parada enquanto escrevo.
após a frase começou-Se a levantar, pegou o lápis colocou por sobre o papel e rapidamente rabiscou as seguintes palavras: Dizem as más línguas que cruzar o caminho de um gato preto é sinal de azar,para a nobreza há azar com certeza eu diria pois saibam que com este último abuso cruzaram o meu caminho,enfim de qualquer maneira quer acreditem ou não nas superstições não deve ser bom ter um gato por perto já que se comportam como pavões.
Parem com os excessos agora,cara nobreza de Montaigne estão sobre minha vigilância.
Abraços a L'emperour
Ass:Une chatte noire
Após escrever suas palavras dobrou o papel e o guardou junto ao lápis em seu bolso, e saiu completamente do barco acompanhando o homem até a parte de trás banco.

Ver perfil do usuário

em Ter 13 Fev 2018, 12:11

Davam uma volta maior pelo cais para evitarem serem notados pelos vigias na porta, enquanto as duas sombras ao longe se mesclavam às sombras das paredes. O homem foi até uma das caixas que estavam ali num beco próximo, tirando algumas de cima e abrindo a terceira delas ele tirou uma corda com um gancho na ponta, colocou-a em seu casaco, se virou para procurar alguém pelos cantos da construção e seguiu caminho para a parte de trás do banco.

Olhou para trás para ver a mulher que o acompanhava
— Quer fazer as honras? — E lhe entrega a corda com o gancho, apontando para o topo daquela construção à frente que iria mudar a vida de ambos, seja para melhor ou pior.

Olhava mais de perto agora, as paredes eram de um marfim muito bem encaixado e as janelas desnecessariamente simétricas. Enquanto a corda era leve e tinha alguns nós no meio para ajudar a escalar provavelmente.
As nuvens da noite começavam a cobrir aquele resto de lua fraca e lentamente as coisas foram ficando mais sombrias. Além da parede do banco, conseguia ver algumas poucas casas e pequenos pedaços da rua sendo iluminados por lamparinas quase apagadas.

Ver perfil do usuário
#26Conteúdo patrocinado 


Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo  Mensagem [Página 1 de 3]

Ir à página : 1, 2, 3  Seguinte

Por favor, faça o login para responder

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum

 
Parceiros
 | Banner PRNR | Naruto Dimension |  | Gray Island |  |  |  |  |  |  |  |  |  | Bulba RPG |  | :: Topsites Zonkos - [Zks] :: |