Seven Seas

Seven Seas RPG, uma Terra em um universo paralelo no século XVII, a era de ouro da pirataria. Aventuras de capa e espada, batalhas navais e um mundo inteiro pra descobrir e explorar o aguardam.

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em Ter 11 Jul 2017, 11:37

“O Criador nos envolve; Sua face
se esconde em Suas obras.”
O Livro dos Profetas, Volume I, Versículo Sete

A Igreja Reformada dos Vaticínios (“vaticínio” significa “profecia”, por isso também é chamada de “Igreja dos Profetas”) é uma das organizações mais poderosas e influentes de Théah. Como seu poder vem da gente comum – e dos nobres que respaldam seu credo –, a Igreja dos Vaticínios e seu rebanho são uma força considerável. Começando com o primeiro Profeta que recriminou a Velha República tempos atrás, ela reuniu o próprio exército, desenvolveu um sistema educacional e fomentou boa parte dos avanços tecnológicos e filosóficos do mundo.

Contudo, a Igreja tem recebido críticas duras nos últimos tempos. Acusações de corrupção e cobiça levaram muita gente a duvidar da autoridade e até mesmo da veracidade da instituição. O Movimento Objecionista que começou em Eisen há mais de cem anos mudou a Igreja para sempre; quase um terço de seu rebanho foi procurar a orientação dos objecionistas. A Igreja vive tempos difíceis, mas muita gente dentro da organização concordaria que ela é a causa de seus próprios problemas e que estes poderiam ter sido evitados se os cardeais não tivessem feito ouvidos moucos.

A Mensagem e o Mensageiro
A mensagem da Igreja dos Vaticínios é simples. O Criador deu à humanidade um enigma para desvendar: o mundo. Quanto mais perto a raça humana chegar de solucionar o engima, mais perto estará de entender a mente do Criador.

Credo
Logo depois da morte do Primeiro Profeta, o impeador Corantino adotou a fé nos Profetas como a religião oficial de seu império. Ele também exigiu que se estabelecesse um “credo”, uma declaração únivoca de fé. Em 325 AV, o Concílio Corantino criou esse credo e o apresentou ao imperador. Ele ficou satisfeito. O credo consiste em seis Cláusulas de Fé, princípios que todos os crentes tomam como verdadeiros. Os fiéis memorizam as cláusulas e as recitam durante a missa e em todas as outras atividades da Igreja. Para entender a Igreja, é preciso entender seu credo.

Cláusula Primeira: Um Só Deus Verdadeiro
Acreditamos em um só Deus verdadeiro, o
Criador Todo-Poderoso, Autor do Paraíso, do
Mundo e de todas as coisas visíveis e invisíveis.

A Primeira Cláusula declara que existe apenas um Criador verdadeiro: Theus, o Autor do Universo. Os fiéis não podem crer em outros deuses ou poderes, nem recorrer à feitiçaria (que a Igreja declarou vir de Legião, o Grande Adversário). Usar feitiçaria é aceitar outros poderes além do Criador, uma heresia que só pode acabar com a morte e a incineração do corpo corrompido do culpado.

Cláusula Segunda: Uma Só Fé
Acreditamos em uma só santa e profética Igreja.

Se há apenas um Deus verdadeiro, só pode haver uma Igreja verdadeira: a Igreja dos Vaticínios. Em outras palavras, somente os rituais prescritos pelos Profetas são sacramentados pelos Profetas e, portanto, pelo Criador. Quem segue os ritos e a doutrina da Igreja estará nos exércitos do Profeta no fim do mundo. Todas as outras igrejas são religiões falsas, mentiras enganosas que conduzem a alma não ao Paraíso, mas ao Abismo.

Cláusula Terceira: o Primeiro Profeta
E em seu Profeta, que deu a conhecer ao homem
a mensagem do Criador, para sua salvação; que
previu o advento de três outros Profetas; que
se entregou aos inimigos e foi martirizado em
nosso nome no tempo de Augustin Lauren.

O Primeiro Profeta é a chave do credo da Igreja. Foi ele quem o Criador incumbiu de levar sua mensagem ao mundo, foi ele quem divulgou a profecia dos três que ainda viriam, e foi ele quem falou dos prodígios que os três fariam, “continuando sua obra em nome de Theus”. Ele reuniu seguidores, os primeiros santos, que chegaram ao estado de iluminação por meio da razão, e ao lado deles pregou que a salvação só é possível se a pessoa aceitar o próximo (até mesmo quando o próximo foi maculado pela magia). E, por fim, foi ele quem – nas mãos de feiticeiros perversos e seus soberanos corruptos – se deixou consumir pelas chamas ferozes do ódio e do medo.

Cláusula Quarta: o Segundo Profeta
E no Segundo Profeta, que portava um cajado;
que deu a conhecer a mensagem do Criador e
libertou os homens do mal; e foi traído por quem
não tinha fé e martirizado em nosso nome.

O Segundo Profeta veio do que hoje é o infiel Império da Lua Crescente, alegando ter sido enviado por Theus numa peregrinação. Duvidaram dele, tanto por fazer tal alegação quanto pela cor de sua pele, mas ele deixou perplexos aqueles que se opuseram à sua missão e indefesos todos os feiticeiros que confrontou. E foi ele – afirmando que seu rebanho se deixara escravizar pela pátria – quem os conduziu de volta ao deserto, apenas para ser traído e assassinado por seus irmãos de sangue.

Clásula Quinta: o Terceiro Profeta
E no Terceiro Profeta, que portava uma espada de
fogo imaculado; que deu a conhecer a mensagem
do Criador; separou os justos dos iníquos; e
abriu caminho para aquele que ainda virá.

O Terceiro Profeta nasceu numa época atribulada,  quando o mundo se preparava para o conflito iminente. Diferente de seus predecessores, porém, ele não demonstrava compreensão nem tolerância pelos crimes do mundo, surgiu das fileiras da nobreza e devolveu-lhe o desafio, tornou-se a faísca que haveria de deflagrar uma guerra religiosa. Transferiu a sede da Igreja de Vodacce para Castilha e mudou o modo de pensar em todo o mundo com apenas um ato decisivo, desfazendo a harmonia da Igreja.

Cláusula Sexta: o Último Profeta
E no Quarto Profeta, que há de portar uma
ampulheta perfeita; que será anunciado por trombetas;
e os mortos hão de despertar, e ele há de reinar nos
mundos visível e invisível para todo o sempre.

A humanidade inevitavelmente descobrirá que há um terrível tributo a pagar no fim dos tempos. O Quarto Profeta trará o Armagedom e lançará o mundo numa batalha cósmica pelas almas humanas. Seu beijo será um sopro de vida a percorrer o mundo, seu exército virá das fileiras dos já falecidos. E ele conduzirá a todos, através da morte, da fúria e do conflito, para uma nova era de verdade e glória fulgurantes, na qual o destino nos pertence, e os fiéis viverão belamente a serviço de Theus para todo o sempre.



Última edição por Teach em Qua 24 Jan 2018, 08:23, editado 3 vez(es)

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em Ter 11 Jul 2017, 11:43

Organização
Desde a fundação da Igreja dos Vaticínios pelo Primeiro Profeta, a administração recorre ao número dez para dividir todos os estratos de sua hierarquia. Nações inteiras foram divididas em distritos religiosos, mesmo que não correspondam necessariamente aos distritos políticos, e são governadas por uma autoridade designada pela Igreja.

A Igreja
É possível encontrar uma igreja em toda e qualquer região de Théah que reconheça os Profetas. Na verdade, desde a Declaração de Deferência do Terceiro Profeta em 1267, “há de se considerar toda sociedade destituída da bênção de um local de adoração ao Criador desprovida também da bênção de Sua Igreja”, e, portanto, geralmente a primeira edificação de uma nova vila é uma igreja.

A igreja é o centro da comunidade: um fórum para os magistrados, um salão para as assembleias do vilarejo e o centro de uma grande variedade de festas e celebrações nos dias santos. É um refúgio para os carentes, um hospital para os enfermos e um santuário para aqueles que alegam ter percebido seus erros de conduta.

A administração de uma dessas igrejas cabe ao sacerdote ordenado com mais tempo de serviço. O sumo sacerdote, eleito pelo corpo de sua própria igreja, formado por seus colegas e pela congregação, representa a igreja no Conselho Paroquial.

A Paróquia
Na administração eclesiástica, o menor distrito é a paróquia. É formada por dez igrejas bem próximas e regida por um monsenhor, que a representa no Conselho da Diocese e é eleito entre os sumo sacerdotes de sua paróquia.

A Diocese
No sistema vaticinista, o patamar seguinte é a diocese. Cada diocese é formada por dez paróquias e governada por um bispo, que também é eleito em sua diocese.

A Arquidiocese
O segundo distrito mais elevado e poderoso da Igreja dos Vaticínios é a arquidiocese. Cada um desses distritos imensos é composto de dez dioceses e regido por um arcebispo, que representa seu distrito no Conselho Hierático. O conselho de arcebispos escolhe dez de seus integrantes para servirem como cardeais, representando sua própria arquidiocese e, além disso, mantendo um presbitério na Cidade dos Vaticínios.

O Hieros
Com exceção do Profeta, o líder mais poderoso da Igreja dos Vaticínios é o hierofante, e a Igreja dos Profetas como um todo é conhecida como o Hieros. O hierofante é escolhido pelos cardeais – dentre os arcebispos que têm cadeira no Conselho Hierático – para servir à Igreja num cargo vitalício de liderança virtuosa. A autoridade mais alta da Igreja reside na Cidade dos Vaticínios, situada na costa sudeste de Castilha desde meados do século XIII.

O cargo de hierofante é exaustivo. E, por isso, o hierofante tradicionalmente recorre aos sábios conselhos de seus cardeais. Também é tradição o hierofante visitar – ano sim, ano não – uma das cortes dos Monarcas Vaticinistas (o rei Sandoval ou um dos príncipes vodatianos) durante o verão.

Até a época do Terceiro Profeta, antes de se mudar para Castilha no século XIII, a sede da Igreja dos Vaticínios ficava em Vodacce e a maioria dos hierofantes vinha de lá. No momento, o cargo de hierofante está vago. A última mulher a deter o título foi assassinada por um desconhecido.

Cargos na Igreja
Os cargos hierárquicos da Igreja dos Vaticínios (de monsenhor em diante) são preenchidos pelo voto de um conselho de iguais de cada distrito. O mandato é vitalício, ou até o momento em que a autoridade eclesiástica decide que a aposentadoria é preferível a perecer no cargo. As autoridades ecleciásticas aposentadas voltam a seus afazeres como sacerdotes na igreja do vilarejo onde começaram suas carreiras religiosas. A Igreja dos Vaticínios acredita na igualdade dos sexos e a promove; seus títulos, portanto, são independentes de gênero. Não existem “sacerdotisas” ou coisas assim, apenas sacerdotes femininos.

Ritos
São inúmeros os ritos praticados regularmente pelos sacerdotes da Igreja dos Profetas. Seguem-se os mais comuns.

Missa
Trata-se da típica congregação dos fiéis no interior de uma igreja para orar em público. A maioria das igrejas ainda celebra a missa em teano antigo, mas algumas nações (particularmente Eisen e Avalon) traduziram os hinos e responsórios para suas línguas vernáculas.

Batismo
Na Igreja dos Profetas, o batismo se dá aos dez anos de idade. A criança faz uma prova oral que avalia sua compreensão das sagradas escrituras. A reprovação leva a um período de graça de um ano – o chamado “diferimento” – para permitir que a criança continue a estudar até passar na prova.

Ordenação
Assim como o batismo, entrar para o sacerdócio exige uma prova oral. Como seria de esperar, o exame é difícil, e a reprovação leva a um diferimento de três anos até que o candidato possa fazer nova tentativa. Se voltar a ser reprovado, o estudante não terá permissão para tentar uma terceira vez.

Matrimônio
Considera-se o matrimônio um contrato social firmado diante de Theus pela Igreja dos Vaticínios. O casal unido pelo matrimônio aceita defender a doutrina do Criador e providenciar uma nova geração para fazer a mesma coisa. Os sacerdotes podem se casar, mas seus futuros consortes precisam ser membros batizados da religião.

Tomos
São dois os livros fundamentais utilizados pela Igreja dos Profetas. O primeiro é o Breviário vaticinista, que esmiuça os protocolos, procedimentos, hinos e ritos da religião. O segundo é o Livro dos Profetas, formado por quatro vigílias, uma para cada um dos Profetas que já vieram, outra para o Último, que foi entregue diretamente ao Terceiro e supostamente documenta o fim do mundo.

Filosofia Eclesiástica
Uma igreja gnóstica como a vaticinista difere ligeiramente das modernas religiões europeias: não se preocupa com a fé, mas – como o nome sugere – se deixa fascinar pelo conhecimento. No que diz respeito à Igreja, é o conhecimento, e não a fé, que nos aproxima do Criador, pois compreender Suas obras nos deixa entrever os segredos do Universo. Eis algumas das questões filosóficas mais discutidas do atual estatuto vaticinista:

Determinismo ou Livre-Arbítrio
O grande conflito que hoje tem lugar nas universidades eclesiásticas é o debate entre os deterministas e aqueles que acreditam num novo conceito chamado “livre-arbítrio”. O determinismo – na época em questão – é a teoria de que todas as decisões tomadas pela humanidade já foram predeterminadas por Theus.

Por outro lado, muitos estudiosos argumentam que é forçoso a humanidade ter uma opção. Não questionam a lógica do determinismo, e sim a importância do indeterminismo. “Se não é dado ao homem escolher”, argumentou uma acadêmica, “então a natureza, em sua totalidade, é uma força impessoal e indiferente, e não o patriarca de nossas representações”. Trata-se de um debate acalorado entre os estudiosos, e é improvável que venha a se resolver num futuro próximo.

Amor Romântico
A Igreja reconhece o amor como conceito, mas não o amor sobre o qual escrevem os poetas. Um homem deve amar o próximo, seja ele quem for. Um homem deve amar a esposa, seja ela quem for. Uma esposa deve amar o marido, seja ele quem for. O amor se dedica a toda a raça humana, e não a uma só pessoa. O amor sobre o qual escrevem os românticos não passa de luxúria, uma emoção vil.

Mas os românticos cantam um novo tipo de amor, o amor entre duas pessoas que ninguém mais pode sentir, compartilhar nem compreender. É fogo que se acende sem motivo e arde para sempre. O amor é tão impessoal quanto diz a Igreja, ou seria, como afirmam os poetas, a fusão de duas almas? Existe Amor Verdadeiro e, se houver, será que alguém realmente já sucumbiu a seus encantos?

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em Ter 11 Jul 2017, 11:52

A Inquisição
A Inquisição é uma ordem discreta no seio da Igreja, criada pelo Terceiro Profeta logo após sua ascensão ao poder e encarregada de caçar e destruir a feitiçaria. Os inquisidores respondiam apenas ao hierofante e era imensa sua autoridade sobre as normas eclesiásticas. Esperava-se que os vaticinistas colaborassem com eles de todas as maneiras. Graças ao empenho dos inquisdores, a feitiçaria na porção civilizada de Théah continuou clandestina durante séculos.

Felizmente, eram refreados pelo hierofante. Líder após líder, todos vigiavam de perto a Inquisição, restringindo seus quadros e garantindo que seu poder nunca fugisse ao controle. Os inquisidores de ambições excessivas eram discretamente removidos de seus cargos, e isso manteve a ordem concentrada em seus deveres, e não em tentar controlar a Igreja.

Com o passar dos séculos, a Igreja foi ficando mais conservadora e deu à Inquisição maior liberdade de ação no cumprimento de suas tarefas. Essa tendência chegou ao auge quando a atual hierofante foi assassinada. Hoje a Inquisição não responde a ninguém e só poderá ser contida quando um novo hierofante for escolhido.

O cardeal Esteban Verdugo não tardou a tomar o poder, ampliando os objetivos da Inquisição e preenchendo suas fileiras com fanáticos. Declararam guerra às universidades de Théah: queimaram livros e enforcaram os docentes que resistiram. Seus inimigos foram sequestrados e executados como hereges; muitos que talvez fizessem oposição aos inquisidores estão amedrontados demais para tomar uma atitude. No intervalo de uma década, eles passaram a dominar as atividades da Igreja.

Organização e Métodos
A Inquisição se organiza em torno de um pequeno grupo de “inquisidores-mores”: sacerdotes e bispos incumbidos de cumprir os éditos do Terceiro Profeta. Eles respondem ao cardeal Verdugo e empregam um séquito desconcertante de assistentes, lacaios e contatos, que eles controlam por meio de lealdade, temor e chantagem. Aqueles que se envolvem de livre e espontânea vontade nos assuntos da Inquisição podem receber, se quiserem, o título de “inquisidor”, um posto abaixo dos inquisidores-mores que os comandam.

Já que a ordem é ostensivamente secreta, inquisidores e inquisidores-mores têm cargos normais na Igreja, como sacerdotes comuns ou agentes laicos da autoridade vaticinista. Seus alvos são os hereges: estudiosos, feiticeiros, objecionistas e quem mais questionar as diretrizes da Igreja. Depois de reunirem indícios suficientes, eles atacam sem aviso, recorrendo à surpresa e ao terror para manter o alvo confuso. Atacam à noite, se possível, e sempre garantem que as autoridades locais não tenham como intervir. As vítimas são enforcadas imediatamente, ou então queimadas, quando os inquisidores têm tempo. Experimentos, livros e anotações também são incinerados. Aí os inquisidores desaparecem por completo, deixando avisos enigmáticos junto aos corpos.

A Inquisição detém maior poder em Castilha, a única nação onde ela pode circular livremente entre os povo, sem precisar esconder seu verdadeiro propósito. Outras nações exigem mais discrição. Os inquisidores montenhos usam os camponeses – que ainda são em grande parte vaticinistas – para encobrir suas manobras contra a nobreza herege. O caos em Eisen facilita suas operações num país tão alquebrado, mas eles precisam evitar as forças dos Eisenfürsten avessos ao fanatismo religioso. Vodacce, apesar de perigosa, vive enredada em lutas políticas internas que a Inquisição pode aproveitar. Há poucos inquisidores em Avalon, na Comunidade Sarmática, em Ussura ou Vesten. Todas essas nações são hostis ao fanatismo vaticinista.

Duas forças se opõem à Inquisição no momento: a sociedade secreta conhecida como Colégio Invisível e o justiceiro misterioso chamado el Vagabundo. Até agora, eles conseguiram impedir que Verdugo cometesse os piores crimes, mas, a menos que um novo hierofante seja escolhido muito em breve, todo esse esforço só fará atrasá-lo.

A Reforma Objecionista
Em octavus de 1517, um monge de 28 anos foi até a porta de seu bispo e ali pregou um pedaço de papel. Não foi um ato inusitado: havia outros papéis pregados à porta, listas de temas que os monges gostariam de discutir no fim da semana. Mas aquele era diferente. O autor se chamava Mattias Lieber e, cinco anos depois, seu nome seria conhecido no mundo todo.

O papel de Lieber continha uma lista de perguntas provocadoras que contestavam toda e qualquer ideia de autoridade eclesiástica e pedia uma reforma geral e uma mudança fundamental na filosofia vaticinista. Lieber denunciou seus colegas diante do hierofante, exigindo uma explicação para “a decadência e os crimes injustificáveis da Igreja”. O hierofante excomungou Lieber ali mesmo e o sentenciou à morte, mas ele foi retirado clandestinamente de Castilha pelo rei Franz II e voltou a Eisen.

Na segurança de sua pátria, Lieber utilizou um invento recente, a imprensa, para disseminar a novidade. Também traduziu o Livro dos Profetas para o baixo-aiseniano e distribuiu exemplares em todo o país. Graças a seu empenho, um novo movimento religioso chamado objecionismo foi se espalhando aos poucos, primeiro em Eisen e dali para o mundo todo. Em poucos anos, chegaria a todos os cantos da Théah civilizada.

Filosofia Objecionista
O objecionismo adota os mesmos ideais básicos do vaticinismo, com algumas diferenças cruciais. A Igreja não é mais o árbitro que se coloca entre Theus e a humanidade: ningém pode mediar nem “filtrar” os ensinamentos do Criador. Theus é onipresente e, portanto, não precisa de uma instituição humana para interpretar Sua vontade. Os sacerdotes não podem absolver os pecados: trata-se de algo que somente Theus pode fazer. A Igreja não faz milagres: só Theus é milagroso. Portanto, a humanidade deve pedir absolvição e orientação diretamente a Theus, e não esperar que a Igreja faça isso por ela.

Pode-se fazer isso lendo-se o Livro dos Profetas e colocando-se o que se lê em prática. Pode-se expressar a fé por meio da caridade, do trabalho árduo e da assistência dispensada a quem precisa de ajuda. “Theus”, escreveu Lieber, “concedeu a todas as criaturas uma certa medida de Sua graça, que nós temos a obrigação de usar para promover Sua boa obra”. A Igreja, nessa conjuntura, pode ser uma facilitadora, mas não pode reivindicar autoridade absoluta nem se colocar entre Theus e o indivíduo.

Organização e Estrutura
O objecionismo segue aproximadamente a mesma estrutura organizacional do vaticinismo, mas existem menos cargos e sua autoridade é menor. Os sacerdotes são chamados de “capelães”, e cada um deles supervisiona uma igreja. Os “diáconos” são capelães mais experientes que coordenam vinte igrejas cada um. Acima dos diáconos estão os “apóstolos”, que coordenam as atividades eclesiásticas de uma província ou nação inteira. Eles formam o ramo mais alto da religião e, ao todo, são 25. Nenhum apóstolo manda nos outros e todos são considerados iguais aos olhos da Igreja. Os apóstolos são eleitos pelos diáconos, que também podem removê-los do cargo com uma moção de censura. Não existem dioceses, bispos nem hierofante.

Os capelães não podem absolver pecados nem declarar hereges. Jejuns, peregrinações e milagres são desnecessários. O batismo se dá aos sete anos de idade e a criança não precisa passar numa prova. As obrigações oficiais de um capelão são bem limitadas – celebrar a missa, supervisionar matrimônios e administrar os ritos fúnebres –, mas espera-se que ele ou ela dê o exemplo para sua congregação. Espera-se que os sacerdotes objecionistas, quando não estão espalhando a palavra, trabalhem em universidades e hospitais para melhorar a vida das pessoas.

Nem é preciso dizer que o vaticinismo não se bica com a nova religião. Nos cem anos que se seguiram aos ensinamentos de Lieber, as tensões entre as duas seitas aumentaram até irromperem na Guerra da Cruz. Após trinta anos de carnificina, os teanos chegaram à conclusão inevitável de que o continente continuará dividido para sempre entre o objecionismo e o vaticinismo.

As Nações e suas Religiões
Toda nação tem um relacionamento complicado com a fé e a religião. Nada é preto no branco. Se você procura respostas claras, saiba que não vai encontrá-las. Os alicerces da fé e da religião são feitos de exceções, e não de regras.

Avalon
Em 1554, o rei “se recusou a deixar a Igreja de Castilha governar Avalon”, livrou-se do controle vaticinista e fundou a Igreja de Avalon. Elaine também assumiu essa responsabilidade, o que faz dela a autoridade suprema em todas as questões espirituais e o equivalente eclesiástico do hierofante. Inismore e as Highland Marches, por outro lado, são muito mais tradicionais e apresentam uma mescla de vaticinismo e objecionismo.

Castilha
Não há nação mais devota ao vaticinismo que Castilha, a sede da Igreja dos Profetas. Todo castilhano vai à missa pelo menos uma vez por semana, e os poucos objecionistas do país são bem discretos quanto à sua denominação religiosa.

Comunidade Sarmática
A Comunidade Sarmática mistura ensinamentos vaticinistas com o antigo paganismo. Muitos dos deuses antigos hoje são considerados santos ou demônios nas regiões mais civilizadas da Comunidade, mas, nas áreas rurais, esses “santos e demônios” aparecem de vez em quando, o que não deixa muito espaço para erros de intepretação.

Eisen
Durante quase um século, metade de Eisen foi vaticinista e a outra metade, objecionista. A Guerra da Cruz nasceu da intolerância religiosa... O conflito só fez agravar a ferida. Hoje, a maioria dos aisenianos vaticinistas abandonou a nação, deixando as questões de fé aos cuidados dos objecionistas.

Montaigne
Montaigne se divide entre os camponeses, que são vaticinistas devotos, e a nobreza, que vem rejeitando consistentemente a autoridade da Igreja. A hierofante anterior excomungou o país inteiro antes de morrer, mas muitas igrejas ainda estão ativas em Montaigne, atendendo aos camponeses que buscam consolo na fé vaticinista, tratada com tamanha indiferença por um homem que pensa ser um deus.

Ussura
A Igreja Ortodoxa Ussurana segue apenas os ensinamentos do Primeiro Profeta. Ora, se o Primeiro Profeta já tinha razão, por que precisaríamos de um segundo e de um terceiro? A Igreja dos Vaticínios, por outro lado, está pouco se lixando para o que um país de bárbaros atrasados acredita ou deixa de acreditar.

Vestenmennavenjar
O povo de Vestenmennavenjar ainda se apega a sua antiga religião pagã, mas o vaticinismo fez algum progresso no país. Não muito, quem sabe um começo. Os vesteneses dão dinheiro para as catedrais e missões objecionistas, mas ninguém sabe exatamente o que eles esperam ganhar com esses investimentos.

Vodacce
Vodacce foi, é e sempre será vaticinista.

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em Qua 24 Jan 2018, 10:10

Al-Dīn

Construída com os ensinamentos do Primeiro e Segundo Profeta, al-Dīn, katabico para "a fé", é a religião mais populosa e difundida da Terra, com adeptos por toda Théah, Ifri e Catai. É também a religião do Império da Lua Crescente, governado pelo Califa em Iskandar, Anatol Ayh.

Credo

Al-Dīn deriva da vida e trabalhos do escravo e mendigo ortodoxo Khalil ibn Mustafa al-Thaji. Khalil, melhor conhecido como Segundo Profeta, raramente falava explicitamente sobre assuntos religiosos, mas seus seguidores documentaram suas viagens meticulosamente. Seus poemas sobre a natureza e fábulas ainda existem.

Khalil se referia a Theus como "al-Musawwir", o artista divino. Creação é Seu rascunho para obras de arte, a qual ele constantemente melhora através dos humanos. Quando chegar algo chamada "al-Badī", erroneamente traduzido como "Céu" ou "Dia do Julgamento", al-Musawwir irá aperfeiçoar Sua criação quando Criador e criação se unirem. Já que arte é por definição imperfeita, essa apoteose nunca ocorrerá.

Para esse fim, dinistas tentam eliminar a distinção metafísica entre a individualidade e o outro — um indivíduo e todo o resto em criação. Dinistas muitas vezes acham esse processo muito paradoxal par uma mentalidade completamente séria e tradicional.

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em Qua 24 Jan 2018, 10:17

Ahurayasna

A religião ancestrar de Persis e do 8º Mar surgiu da caçã pré-história de Djinn nas terras sem lei do Crescente. Essa é uma igreja inextricavelmente ligada aos trabalhos do estado e infelizmente, apesar de sua importância, é uma religião perseguida em Persis hoje em dia.

Credo

A religião ahurayasna articula uma luta cósmica fundamental entre o bem e o mal. Em um reino conceitual além das fronteiras mortais de tempo e espaço do mundo, as forças do Bem e do Mal deram origem a suas personificações Zenea e Namirha, algumas vezes identificados por estrangeiros como "Deus" e "o Diabo".

Zenea e Namirha geraram cada um conjunto de seres que estendem-se entre a linha do mundo mortal e conceitual, chamados de ahuras e daevas — também conhecidos como anjos e demônios, ou até mesmo Djinn (apesar de que um yasnavani, praticante de ahurayasna, achar esse último termo desrespeitoso quando aplicado a um anjo).

O mundo mortal é o campo de batalha onde o Bem e o Mal lutam uma guerra por procuração através dos seres vivos. Bem e o Mal vivem dentro de cada humano, que no fim cai em um lado ou outro. Uma boa pessoa, um seguidor da justiça, amor e civilização, é chamado de ašavan (Ah-ssa-vã). Uma mé pessoa, que caiu sob a influência de demônios ou sua pior naturezam é chamado de dragvant — literalmente "enganador", apesar que o termo denota um pecador de todo tipo. Não há meio termo no envolvimento do Bem e o Mal.

Existem doze ahura primários (não incluindo Zenea): Arsalan, Dawna, Farzaneh, Nazanin, Omideh, Parshand, Salar, Shamisa, Shayesteh, Utabar, Vafa and Zharfa. Alguns dizem sobre um 13º ahura, Hediyeh, que foi expulso de sua família divina, mas muitos alegam que isso é apenas um rumor. Esses anjos poderosos cantaram ao profeta Zohreh um conjunto de princípios sagrados descrevendo um comportamento apropriado de um ašavan.

Lei de Zenea: Medite sobre o Divino
Lei de Shamisa: Não minta
Lei de Arsalan: Respeite Todas as Criaturas vivas
Lei de Vafa: Tome Refúgio na Fé
Lei de Salar: Obedeça Reis Justos, Derrube os Tiranos

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em Qua 24 Jan 2018, 11:21

Ortodoxia

Doutrina ortodoxa

A doutrina básica da religião Ortodoxa é a seguinte:
O Paraíso é Elohah (Theus) e Elohah é o Paraíso. Elohal-que-é-o-Paraíso pode ser melhor descrito como uma cidade, uma floresta, uma ilha surgindo e também cada pessoa nessa cidade-floresta-ilha como um coletivo de complexidade infinita, uma Catedral construída para e pelo espírito humano. No começo, todo o mundo era Elohah e todo o mundo era o Paraíso e então veio a dissolução.

Alguns dizem que a dissolução veio do grande mal; outros dizem que o resultado veio de Paraíso contemplar a existência de mundos afora. De qualquer modo, pedaços do paraíso se romperam do resto. Agora, todos esses pedaços desejam se reunir com o corpo de Elohah, e isso é certo e bom. Cada pedaço do Paraíso que se junta adiciona algo estranho, complexo e lindo ao Paraíso, tornando Elohah ainda maior do que antes.

O objetivo de um membro da Igreja Ortodoxa (chamado de Discípulo) é se juntar a Elohah. Para se juntar a Elohah, deve-se amar e honrar o mundo e tudo que há assim como você se ama e se honra. Cada pessoa é divina e gloriosa, estranha e bizarra, totalmente única. Perfeição não é possível. Todos na Terra existem como pedaços a se juntar em Elohah.

O Primeiro Profeta Yesu, em seus ensinamentos, comparava pessoas a jardins: infinitamente complicados, intrínsecos , lindos, selvagens, assustadores, falhos e todos construídos em ossos diferentes. Cada pessoa, disse Yesu, foi criada e amada por Elohah. Ninguém, nem o mais incompreensíveis e assustadores merecem ser descartados.

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em Qua 24 Jan 2018, 12:16

Yachidi

Ninguém sabe quanto tempo os Yachidi existe. Seus textos antigos falam de um tempo antes do povo Katab, quando tribos vagavam pelo deserto de Sarmion e batalhavam com seus vizinhos em nome de antigos espíritos, venerados como deuses. Unidos sob a benção de Elohah, os criadores forjaram essa religião b’yachad, “juntos.”

Credo

A crença Yachidi está profundamente enraizada em anos de tradições. Uma das religiões mais velhas da Terra, é impregnada em anos de história e aprendizado. Enquanto os credos religiosos dos yachidi possam ter mudado e se modernizado por anos, há algumas poucas práticas que tem se mantido como uma constante.

Adon Hu—“O Mestre é Ele”
Lishmor V’Lehagen—“Preservar e Proteger”
Koach B’Ruach V’Neshek— “Força Física e do Espírito”
Kol Haolam HaKodesh—“O Mundo Inteiro é Sagrado”
Kesem, Lo Tishkach—“Não Esqueça a Magia”
Atta V’Ani, B’Yachad—“Você e eu, juntos”
Tariyag—“Seiscentos e Treze”

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