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Pirataria, navegação, explorar os sete mares, seja um pirata ou alguém da marinha, esse é mais um RPG de forum conhecido como PbF.

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em Sab 08 Jul 2017, 16:21

Vestenmennavejar
(Escolha 1: +1 Vigor ou +1 Argúcia)
“Dois séculos atrás, eles atacavam e saqueavam
sem misericórdia. Sabe o que mudou?
Fizeram moedas de suas espadas.”
Fiona Costa

Eles foram outrora os piratas mais temidos dos mares do norte. Os nórdicos zarpavam de suas terras geladas e velejavam para o sul, com espadas e tochas nas mãos, tomando aquilo que queriam e deixando para trás aquilo de que não precisavam. Mas aí o povo de Vestenmennavenjar (VES-ten-mã-NA-ve-niar) passou por uma mudança. Na verdade, pode-se dizer que foi uma transformação.

Durante centenas de anos, os nobres governantes – os jarls – controlaram Vestenmennavenjar, mas, no século XV, a nobreza se viu sem capital. Exatamente como na Théah continental, a nobreza vestenesa tinha terras, mas pouco dinheiro. Ao mesmo tempo, os mercadores – os carls – precisavam que alguém os protegesse de piratas e bandidos. Os carls se juntaram para criar uma confederação informal e proteger seus carregamentos e investimentos. A confederação estabeleceu sua sede na cidade de Vendel, um porto comercial bem conhecido e bastante utilizado.

O jarl da cidade, Eindridi Utterström, achou que a ideia tinha potencial. Utterström era um dos nobres vesteneses mais poderosos e de maior renome, mas perdera os três filhos no inverno anterior, em batalha com um outro jarl. Estava profundamente deprimido. Quando os mercadores foram ao castelo do jarl pedir ajuda (em troca de uma remuneração, naturalmente), o conselheiro de Utterström, Inger Holmström, passou três dias convencendo seu senhor a aceitar a oferta. Comércio sem violência. Moedas no bolso, sem precisar tirar a espada da bainha. Literalmente, dinheiro a troco de nada. Utterström sempre fora um patrono das artes – o principal motivo para a confederação ter escolhido Vendel e Utterström – e, depois de várias horas, ele concordou em fornecer a proteção que os mercadores buscavam.

Duzentos anos mais tarde, o investimento de Utterström traria dividendos que ele nunca teria previsto. Os títulos de “carl” e “jarl” ainda persistem em Vestenmennavenjar, mas têm outro significado. A casta nobre não olha mais para a mercantil de cima para baixo. Estão lado a lado. E Vestenmennavenjar tornou-se um império econômico que abarca o mundo todo. Hoje, Vestenmennavenjar é uma das grandes potências econômicas de Théah, se não a maior. Garantida pelos jarls, organizada pelos carls e movida por uma força econômica chamada “guilder”.

O acontecimento mais importante da história vestenesa foi a formação da Liga de Vendel. Criada na cidade à qual deve o nome, a Liga é um conglomerado de mercadores e artesãos não só de Vendel, mas também de toda a Théah. Praticamente todas as nações adotaram a moeda da Liga, o guilder, o que fez de Vesten uma potência mundial da noite para o dia. Os nórdicos ainda persistem. Ainda estão  saqueando tesouros no estrangeiro. Mas agora o fazem com um sorriso nos lábios e um aperto de mãos.

Faz pelo menos dois séculos que não há um “grande rei” (Mjötuðr) de verdade em Vestenmennavenjar. Nobres rivais reivindicaram o título, mas nenhum deles o manteve por muito tempo. Hoje, a Liga de Vendel – os mercadores mais poderosos de Vestenmennavenjar – controla o destino da nação. Os jarls ainda existem e compõem as forças armadas de Vestenmennavenjar, além de manter a paz dentro de suas fronteiras, quase como os xerifes de Avalon, embora com muito mais distinção.

A mudança cultural uniu guerreiros e mercadores numa única entidade, figurativa e literalmente. Hoje são vistos como dois lados da mesma moeda, por assim dizer. De fato, de um dos lados da moeda do guilder vê-se a espada e, do outro, o timão: os dois símbolos do poder em Vestenmennavenjar.

Cultura
“Você é o que o Pai de Todos já previu. Quem tenta fugir
de seu wyrd acaba correndo mais rápido na direção dele.”
antigo provérbio vestenês

Um elemento importante da cultura vestenesa – e talvez seja o elemento mais importante – é o wyrd. É uma palavra com vários significados, mas, em sua essência, pode ser traduzida como o destino ou a sina de uma pessoa. O rei dos deuses vesteneses, o  Pai de Todos, vislumbrou o futuro do mundo e viu que já estava estabelecido, era imutável. Esse conceito de que a vida de alguém foi predeterminada antes do nascimento afeta profundamente a cultura vestenesa.

O wyrd é a razão pela qual os vesteneses ainda mantêm seu sistema de castas, que separa os jarls dos carls. A pessoa nasce com um papel já estabelecido e fará o possível para desempenhar esse papel. Se tentar escapar do wyrd, ela será punida pelo mundo. Os mercadores nasceram mercadores. Os nobres já nasceram nobres. O mundo era, é e será sempre assim. Não é desonra alguma ser um nobre, nem é desonra alguma ser um mercador. O wyrd não é a causa da desonra. Desrespeitar o wyrd é que é desonroso.

Camadas Sociais
Os jarls vesteneses ainda são, oficialmente, os senhores de vários pedaços de chão. Cobram impostos, comandam exércitos e marinhas, nomeiam prefeitos, xerifes e outras autoridades, além de emitir sentenças judiciais quando julgam necessário. Enquanto isso, os  carls conduzem o comércio de Vesten. As duas classes governam a nação, mas de maneiras diferentes.

Os jarls constituem a autoridade tradicional, mas os carls – representados pela Liga de Vendel – também detêm um bocado de poder. A linha que separa o fim da autoridade de um jarl e o começo da autoridade de um carl pode ser pouco nítida em algumas situações. Depende muito da relação entre as autoridadeis locais. A Liga designa uma representante para cada jarl. Sua função oficial na corte é aconselhá-lo, mas seu papel extra-oficial é fazê-lo respeitar as necessidades da nação. Boa parte da autoridade do jarl é tradicional, mas a do carl é interpretada conforme a necessidade. O jarl tem o direito de cobrar impostos, mas são os carls que determinam como esse tributo será empregado.

O wyrd de um jarl exige que ele proteja a terra e sua gente de perigos físicos. O wyrd de uma carl exige que ela faça a vida valer a pena. Os jarls são guerreiros, treinam com espadas, lanças e escudos, colocam-se entre o perigo e aqueles que juraram proteger. A carl providencia alimentação, vestuário e todas as coisas que as pessoas desejam ou das quais precisam. Sem o jarl, o mundo mataria o povo. Sem a carl, o povo morreria de inanição física e espiritual.

Os dois papéis são vitais. Essenciais. Necessários. A vida fica a dever sem um ou outro. E ambos entendem suas funções como uma obrigação. É seu wyrd, exatamente como o Pai de Todos previu tempos atrás. Toda região de Vestenmennavenjar é governada por um jarl e uma carl. O jarl cumpre sua função tradicional: proteção. Também atua como o interlocutor político da região. A carl, designada pela Liga de Vendel, atua como ministro da fazenda, providenciando recursos para as artes, o artesanato, a educação e o lazer. A relação entre jarl e carl varia de uma região para outra e, embora o jarl detenha a autoridade suprema, usar essa autoridade sem a bênção de uma carl, nos dias de hoje, é entendido como contestar o próprio wyrd e desrespeitar o wyrd da carl.



Última edição por Teach em Sex 04 Ago 2017, 14:08, editado 1 vez(es)

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em Sab 08 Jul 2017, 16:28

Virtudes
Os vesteneses valorizam quatro virtudes: coragem, lealdade, honestidade e sorte. A coragem, naturalmente, é a bravura diante do perigo. Os vesteneses, porém, entendem que a coragem cega não passa de estupidez disfarçada. A lealdade à família vem em primeiro lugar. Num país que fica às escuras e coberto de neve durante a maior parte do ano, um homem precisa contar com sua família para não morrer sozinho. A honestidade acompanha de perto as virtudes anteriores. Um homem precisa ser honesto consigo mesmo para ter coragem e precisa ser honesto com sua família para respeitá-la. Por fim, os vesteneses acreditam que todo homem já começa com um certo grau de sorte. Alguns têm um bocado, outros nem um tiquinho. Alguns nasceram com a sorte errada, mesmo que seja muito pouca. Um outro aspecto importante da cultura vestenesa é a relação quase mística entre o hidromel e uma boa história. Os dois podem deixar um homem tonto. Os dois podem levar um homem a acreditar que é capaz de fazer coisas que, na manhã daquele dia, ele não julgava possíveis. E, no fim das contas, os dois podem meter um homem numa grande enrascada.

Vestuário
As roupas vestenesas são quentinhas. Calças compridas, peles, casacos pesados. Lá em cima, perto do círculo polar, o frio é intenso e os vesteneses se vestem adequadamente para enfrentá-lo. O traje típico masculino é composto por um camisão, uma túnica de couro até os joelhos e calças de linho ou lã, presas por um cinto de couro. Os chapéus são altos, pontudos e feitos de couro. As botas geralmente são de couro ou peles, amarradas com uma comprida tira de couro. As mulheres substituem o camisão por uma camisola sem mangas que lhes chega aos pés,mas, fora isso, vestem roupas bem parecidas com as dos homens. Os trajes podem ser modestos ou exuberantes, dependendo da pessoa que os veste.

Uma tendência popular da moda vestenesa é adotar figurinos estrangeiros e incorporá-los à tradicional vestimenta da nação. Seja o que for que os montenhos estejam vestindo nesta temporada, você pode contar que os vesteneses vão adotá-lo, modificá-lo e personalizá-lo. O modismo mais recente e popular em Vesten é a cartola, uma inovação bem moderna que se inspirou no chapéu de coroa chata dos avalonianos. Até o momento, essa moda não se espalhou para outras nações, mas é preciso dar tempo ao tempo.

Moeda
O guilder de Vendel, sozinho, transformou a economia de Théah. Os mercadores só precisam usar uma moeda e nunca mais se preocupar com taxas de câmbio. Quando o introduziram, as Guildas de Vendel anunciaram que a moeda teria um valor fixo e predeterminado.

Muitos líderes nacionais demoraram para entender o efeito que isso teria, mas os mercadores logo compreenderam. As sedes das guildas aceitavam tanto o guilder quanto a moeda nacional, mas o primeiro era tão mais fácil de usar, que os mercadores corriam para as casas de câmbio, mais do que dispostos a pagar a taxa de conversão de cinco por cento. Houve um boom no comércio internacional. Os mercadores começaram a se informar a respeito dos preços de uma nação para outra, e os capitães logo se viram remunerados para transportar frutas e hortaliças frescas, couro, peles e especiarias.

Hoje o guilder é a moeda mais popular em Théah. Criou uma economia de mercado mundial e fez de Vesten a sede do comércio e do intercâmbio. Os visitantes, ao chegarem a Vesten, são tratados como nobres, seja qual for sua condição social. Vesten tornou-se uma economia totalmente baseada no setor terciáro – a primeira do mundo – e os negócios vão muito bem. Todo mundo passa as férias em Vesten... quando consegue arcar com o custo.

Alimentação
Os vesteneses dependem principalmente do pescado, embora também comam carne de caça, como coelho e veado. Graças às rotas comerciais abundantes, a dieta vestenesa passou a incluir iguarias estrangeiras. Além da indústria pesqueira nativa, a Liga de Vendel importa o vinho de Vodacce, as frutas de Castilha, o pão de Montaigne e a vitela de Avalon.

Arte e Música
A obra mais importante da literatura de Vestenmennavenjar é o Ciclo de Grumfar, uma coleção de poemas épicos que falam da criação do mundo, da ascensão e queda de seus deuses e heróis e da destruição do universo numa última e enorme batalha. As pessoas que narram e recordam as histórias são chamadas de escaldos.

O escaldo não deixa os vesteneses esquecerem os contos, pois acreditam que a alma só persistirá se os vivos se lembrarem de seu nome. A música de Vestenmennavenjar soa primitiva aos modernos ouvidos teanos, pois envolve um bocado de percussão e acordes incipientes de alaúde. Usam a música como rito, e não como diversão. Por outro lado, em Vesten, é possível encontrar as esculturas, pinturas e gravuras mais belas do mundo nos salões das sedes das guildas. Os artistas de maior renome em Théah entregam suas obras às guildas de Vendel para obter aprovação, prestígio e mecenas. Somente Montaigne pode afirmar que tem uma coleção de igual importância.

Nomes
Para os vesteneses, o nome é mais do que uma identificação. Os nomes perfazem a história. Cada um leva consigo os nomes de seus ancestrais e, quando esses nomes são invocados, invocam-se o legado e o poder dos antepassados. Os vesteneses apresentam dois nomes: seu nome “de ofício” e seu nome “verdadeiro”. O nome verdadeiro é aquele que a criança recebe dos pais ao nascer. Filhos e filhas costumam ganhar o nome de um parente querido, e não o do pai ou da mãe. O sobrenome da criança geralmente é o nome do pai acrescido do sufixo patronímico –sen (masculino) ou –datter (feminino). Por exemplo: Magnus, filho de Ketil, seria Magnus Ketilsen. Osk, filha de Ketil, seria Osk Ketildatter.

O nome de ofício dos vesteneses é para desconhecidos, estrangeiros ou para quem ainda não ganhou a confiança deles. O vestenês escolhe seu nome de ofício ao se tornar adulto (geralmente lá pelos dez ou doze anos). Sabe-se que os vesteneses mudam seus nomes de ofício de tempos em tempos. Os nomes de ofício costumam ser estrangeiros e podem até mesmo mudar de acordo com a nacionalidade das pessoas com as quais o vestenês negocia. Por exemplo, um mercador vestenês pode se chamar William Carpenter em Avalon, Guillaume Charpentier em Montaigne e Wilhelm Cieśla na Comunidade Sarmática.
Nomes Verdadeiros, Masculinos e Comuns: Alfgeir, Bragi, Brøn, Eldgrim, Gellir, Hä gin, Hallbjørn, Hrafn, Jö n, Ketil, Magnus, Olvä ld, Reinn, Serk, Sigurd, Solmü nd, Thørfinn, Thrand, Ulf, Velë if
Nomes Verdadeiros, Femininos e Comuns: Asgerd, Asny, Bera, Dalla, Grøa, Gudrid, Hrafnhild, Ingibjørg, Jofrid, Kadlin, Ljü fa, Osk, Rannvë ig, Sæun, Sigrid, Thørhild, Ulfeid, Vigdis, Yngvild, Yr

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em Sab 08 Jul 2017, 16:40

A Liga
O maior edifício da cidade de Vendel é a sede onde a Liga se reúne. As pessoas que ocupam as 9 cadeiras permanentes e os 91 assentos provisórios controlam a economia de Théah e, há quem diga, o destino do continente. Em seus leilões, a Liga aceita apenas o guilder.

Nenhuma outra moeda tem vez em Vesten. Os homens e as mulheres que ocupam as nove cadeiras da Liga compraram sua posição quando a corporação nasceu. Não se pode mais comprar uma cadeira: o posto é hereditário. Os homens e as mulheres que conceberam o guilder há quase quatro anos hoje detêm todas as nove cadeiras.

CADEIRAS ATUAIS DA LIGA
Guilda dos Mercadores: Mestre Val Mokk (Sigvald Gunnisen) (Vesten)
Guilda dos Marinheiros: Mestre Allen Trel (Arvor Troelsen) (Vesten)
Guilda dos Carpinteiros: Mestre Joris Brak (Joris Braakenjorsen) (Vesten)
Guilda dos Ferreiros: Mestra Sela Cole (Selma Colbjørsdatter) (Vesten)
Guilda das Rameiras: Madame Lorraine Weller (Avalon)
Guilda dos Agiotas: Mestra Red (Gytha Hallesdatter) (Vesten)
Guilda dos Cervejeiros: Mestre George Skard (Jorgan Skaardalsen) (Vesten)
Guilda dos Mineradores: Mestre Eladio Ballesteros (Castilha)
Joseph Volker: Mordomo e representante do falecido imperador Riefenstahl

Religião
O resto de Théah briga por causa das várias intepretações da mensagem dos Profetas, mas, para os vesteneses, religião não se discute. Acreditar em seus deuses e ancestrais não é uma questão de fé, e sim um fato. Os sacerdotes de Vestenmennavenjar enxergam seus ancestrais e invocam os poderes da Criação. A “magia das runas” usada pelos vesteneses de magia não tem nada: é uma dádiva milagrosa concedida pelos deuses. Eles creem na existência de um grande palácio na outra vida, onde somente poderão entrar aqueles que morrerem em batalha. Lá, seus espíritos aguardam a grande serpente que terão de combater, para que ela não devore o mundo. A religião dos vesteneses é uma mitologia viva, um mundo espiritual que envolve seus habitantes e mantém uma interação constante com o mundo dos vivos. Os espíritos dos antepassados continuam vivos e, batizando os pontos de referência com os nomes dos já falecidos, o “mito” dessas pessoas também sobrevive. Enquanto seus nomes forem invocados, elas vão permanecer na Outra Vida.

Aqueles que dominaram a arte das runas são chamados de Ypperste Prest (sumo sacerdote). Eles sempre enxergam a Mitologia Viva que os cerca. Os vesteneses, simpatizantes da doutrina objecionista da imediação, acolheram
os objecionistas no país e e patrocinaram a construção das igrejas e universidades mais impressionantes já vistas. Está em andamento um plano de três décadas para construir a catedral mais alta e incrível de Théah, para rivalizar até mesmo com as grandes catedrais de Montaigne.

Governo
O código legal de Vestenmennavenjar é simples, mas parece retrógrado para os outros teanos. Historicamente, tem origem num tribunal improvisado conhecido como thing (pronuncia-se “ting”). O thing ouvia os argumentos das duas partes e decidia, se fosse o caso, o castigo a ser aplicado. Os things só se reuniam quando as famílias não conseguiam resolver os conflitos por conta própria e pediam a intervenção de uma autoridade superior. Quando o thing chegava a uma decisão, cabia à família fazê-la cumprir. Esse precedente raramente permitia que as famílias menos poderosas obtivessem justiça. Quando os carls chegaram ao poder, tudo mudou.

Agora os things são muito mais formais e a obrigação do jarl é fazer valer a decisão. Ele a impõe cobrando multas
cominatórias. Salvo em caso de homicídio doloso, os vesteneses não aplicam castigos físicos: tudo se resume a uma multa. Em caso de homicídio doloso, o perpetrador tem a testa marcada com ferro em brasa e é exilado da nação. Se retornar, ele receberá a Marca da Morte e voltará a ser banido. Daí não será mais preciso se preocupar com ele. A Morte não tardará a encontrá-lo.

Não existe mais um grande rei em Vestenmennavenjar. Já faz séculos. O engraçado é que os vesteneses descobriram que não precisavam de um. A nação vai muito bem, obrigada, desde que o trono ficou vago. Os jarls administram suas próprias terras e a Liga de Vendel mantém o influxo de dinheiro. Quando surge uma disputa de terras, os jarls convocam um thing e deixam outros jarls decidirem. Daí a Liga de Vendel faz cumprir a sentença.

Forças Armadas
O exército de Vestenmennavenjar é formado por soldados nativos e mercenários contratados. Suas frotas abrangem navios locais e corsários estrangeiros. O que não conseguiram formar com seus compatriotas, eles contrataram lá fora. Os dois ramos combinados colocam as forças armadas vestenesas entre as mais poderosas de Théah.

“Os Irregulares de Vendel” são formados, basicamente, por aisenianos, avalonianos, inismoritas e highlanders, todos muito bem remunerados – em guilders – para proteger a nação de qualquer perigo. Muito se especula sobre a suposta relutância dos Lobos do Mar avalonianos em atacar os piratas vesteneses, que são o terror das águas setentrionais. Talvez tenha algo a ver com o tratado secreto assinado pela rainha Elaine e por certos detentores de uma cadeira na Liga de Vendel.

Apesar de sua aparente sofisticação, os vesteneses, no fundo, ainda são piratas. São vários os boatos de que cada jarl teria sua própria frota de corsários singrando pelos mares, embora a Liga de Vendel negue estar a par dessas atividades.

Relações Exteriores
Avalon
Ao assumir o trono, a rainha Elaine precisava de aliados, e a Liga de Vendel estava bem ali: no lugar certo, na hora certa. As duas nações apostaram tudo em seus corsários, mas se limitaram a atacar os nobres e mercadores mais inescrupulosos: os vodatianos. É grande o comércio, o tráfico e a troca de informações entre Avalon e Vestenmennavenjar. São aliados muito próximos... por ora.

Castilha
A desconfiança fez Castilha relutar em adotar o guilder como moeda, apesar de Vesten garantir sua neutralidade, e a Igreja dos Vaticínios tem visto muitas de suas naus sob ataque dos piratas vesteneses nos últimos tempos. Nem é preciso dizer que os castilhanos desconfiam bastante dos nórdicos pagãos, mas a Liga de Vendel precisará do apoio de Castilha se quiser tirar Vodacce do cenário internacional.

Comunidade Sarmática
Muitos vesteneses estão impressionados com a tal “Liberdade Dourada” proposta pela Sarmácia. E, quem sabe, com um príncipe progressista preparando-se para assumir o trono, o paisinho atrasado possa finalmente dar algum lucro.

Eisen
Eisen é uma oportunidade que a Liga de Vendel não deixou passar. A economia aiseniana faliu e quatro de seus Eisenfürsten já aceitaram o guilder no lugar do marco, a moeda praticamente sem valor da nação.

Montaigne
Nenhuma outra nação poderia ter mais intimidade com Montaigne do que Vestenmennavenjar. Ambas vêm usando uma à outra para ganhar muito, muito dinheiro. No entanto, os carls sabem muito bem como l’Empereur trata seus súditos, e não aprovam esses métodos. Muitos deles já sugeriram que se cortassem as relações com Montaigne, mas o influxo constante de dinheiro ainda tem o voto majoritário.

Nações Piratas
Os vesteneses veem a pirataria como uma ferramenta útil que é bom controlar. Nunca reclamam dos Rapineiros Vesteneses nem dos Lobos do Mar. E, apesar de contratarem Bucaneiros como corsários, eles desprezam todos os, sejam de La Bucca ou da Irmandade: “Não passam de criminosos indolentes que perpetuam sua vida de fausto e depravação por meios violentos.”

Ussura
No que diz respeito à Liga de Vendel, Ussura é um reino de grandes proporções e potencial limitado. As colheitas ussuranas são sempre abundantes, mas, quando a Liga tenta pagar pelos produtos agrícolas com dinheiro, os agricultores respondem: “Vocês querem que eu dê papel para minha família comer?”. A atual disputa pelo titulo de czar é sinônimo de conflito, e o conflito é sempre lucrativo, mas alguns membros da Liga querem ajudar a resolver a contenda sem violência. “A carnificina sempre sai mais caro.”

Vodacce
Se os vodatianos veem os vesteneses como usurpadores, a Liga entende os vodatianos como um bando de velhos rabugentos que se recusam a encarar o progresso, mesmo sob a mira de uma arma de fogo. Mas os vodatianos ainda são perigosos. Perigosíssimos. Enquanto dirigirem suas ameaças uns para os outros, a Liga continuará a vicejar.

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