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Pirataria, navegação, explorar os sete mares, seja um pirata ou alguém da marinha, esse é mais um RPG de forum conhecido como PbF.

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em Sex 07 Jul 2017, 16:31

Ussura
(Escolha 1: +1 Determinação ou +1 Argúcia)
“É dividir o calor ou morrer de frio.”
famoso provérbio ussurano

Desde seus picos nevados até o mar interior e as terras baixas e ondulantes, Ussura é vista pela gente comum de Théah com pena e desdém. A religião do país é retrógrada, dizem, e seu povo não tem educação. São pessoas que dançam à luz fulgurante da lua e às margens dos rios largos, sem se preocupar com os códigos civilizados de conduta. Além do mais, os nobres se portam tão mal quanto os camponeses. Já foi decidido: Ussura não tem futuro.

Mas as pessoas, ao dizerem tais coisas, não escondem o medo no olhar e, ao passar perto da paisagem nevada, até mesmo o mercador mais corajoso abaixa a voz. Pois as florestas de Ussura podem ouvir cada palavra. Tarde da noite, quando o vento ululante desce das montanhas e atravessa o arvoredo compacto, as famílias se reúnem em volta da lareira e contam histórias sobre os “lechii”, espíritos antigos que rogam bênçãos e maldições. O maior de todos é Matuchka, a mulher que ronda a floresta com uma vassoura numa das mãos. Quando encontra criancinhas longe de casa, ela as varre de volta com um breve “tsc, tsc”. Quando não a tratam com o devido respeito, ela as joga em seu caldeirão preto e as transforma em ensopado.

Ussura não é uma terra gentil. Não é uma terra meiga. Mas seu povo tem um coração gentil, meigo e humilde, e assim é graças às duras lições que aprendeu com o inverno de Ussura.

O País
Ussura fica coberta de gelo e neve quase o ano todo. Quando não é a neve, é a lama. Um acadêmico em visita ao país certa vez escreveu: “Os ussuranos não vivem no presente, e sim quinhentos anos no passado.” Não existem estradas aproveitáveis, represas nem qualquer outra estrutura que lembre a arquitetura moderna... nem sequer a arquitetura antiga, por falar nisso. Até mesmo suas choças e choupanas são primitivas em comparação com os barracos dos camponeses mais afortunados de Théah.

Mas, se você perguntar aos ussuranos, verá que eles não acham que estão vivendo num deserto gelado. Na verdade, parecem muito bem alimentados. Basta olhar um pouco mais de perto para ver que Ussura não é o ermo que parecia  ser à primeira vista. As pessoas mantêm lavouras produtivas em terras que não deveriam permiti-las, têm uma sorte surpreendente com suas armadilhas e apanham pescado em tamanha quantidade que deixaria qualquer pescador avaloniano verde de inveja.

Para quem não nasceu em Ussura, a terra pode parecer deliberadamente maligna. Não se veem animais de caça. As frutinhas silvestres e os cogumelos deixam os invasores invariavelmente enjoados, e os pontos de referência no relevo parecem mudar por conta própria. E, enquanto isso, os ussuranos passeiam pelo caos e se perguntam por que as pessoas de outras nacionalidades consideram sua terra rude e inóspita. Afinal, Matuchka fornece tudo de que eles precisam e, se por vezes ela é severa, é só porque deseja que seus filhos sejam fortes.

O Povo
Os ussuranos são pessoas de baixa estatura e constituição robusta, e os plebeus geralmente têm cabelos e olhos escuros. Apenas a nobreza – especificamente os escolhidos pela Avó Inverno – ostentam os olhos cor de esmeralda da Dádiva. Os homens ussuranos costumam cultivar barbas e cabelos compridos; as mulheres prendem os cabelos para trás, e as casadas geralmente cobrem-nos com um lenço conhecido como babuchka. Ussuranos de toda classe e todo gênero têm pele clara e ficam logo corados depois de tomar alguns drinques. Às vezes, os ouutros teanos caçoam da aparência cartunesca dos ussuranos: narizes protuberantes, dedos curtos e grossos que formam calos com facilidade. Como os ussuranos conseguem sobreviver tão bem numa terra coberta de neve? “A pergunta é boa, mas a resposta é melhor ainda”, disse um famoso viajante ussurano. “A terra cuida da gente, e a gente cuida da terra.”

Essa afirmação é mais verdadeira do que o resto de Théah imagina. Em Ussura, a terra está viva, passa de estação a estação com alegria e fertilidade, luta ao lado do povo em tempos de guerra.

Não quer dizer que as árvores deem frutos atendendo às ordens de alguém ou que a vida de um agricultor ussurano seja menos difícil que a vida de seus semelhantes em qualquer outro país. Nada disso. É uma demonstração de que a terra escuta seu povo, recompensa as boas ações e castiga as maldades. Se um agricultor ussurano trabalhar duro o ano todo e se esforçar para colocar seus deveres acima de suas vontades egoístas, ele será recompensado. Por mais difícil que tenha sido o ano, sua lavoura vai vicejar e sua família será alimentada.

Nenhuma invasão até hoje passou do primeiro rio de Ussura. As hordas bárbaras de Catai morreram doentes ou de inanição. Os guerreiros mais ousados de Eisen costumam falar de maneira rude do general Johann von der Velde, que os liderou num ataque à província mais ao sul de Ussura no ano 523. Encontraram o exército quando a neve derreteu: enterrado por uma geada forte que começou no meio do verão.

Declarações práticas, honestas e francas como esta são a base da filosofia ussurana: “Para que mexer, se do jeito que está funciona?” poderia ser o lema da nação.



Última edição por Teach em Sex 04 Ago 2017, 14:08, editado 1 vez(es)

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em Sex 07 Jul 2017, 16:34

Camadas Sociais
O povo ussurano forma duas grandes classes: os mujiques e os boiardos. Os mujiques são os camponeses, ao passo que os boiardos são os proprietários de terras em Ussura: eles ficam com uma parte da produção dos mujiques em troca do uso da terra.

Entre os mujiques, os maiores e mais fortes costumam angariar mais respeito. Disputas de força física acontecem com frequência nas aldeias rurais. Do braço-de-ferro ao cabo-de-guerra, passando por corridas pedestres: tem de tudo. As mulheres não são excluídas dessas disputas, mas elas costumam preferir competições nas quais sua resistência superior compensa a falta de musculatura.

A condição de um boiardo tem mais a ver com a quantidade de terras que ele possui do que com sua força. Não há dúvida de que é possível ganhar status vencendo uma ou duas competições nas feiras rurais, mas o boiardo dono de um pedacinho de chão nunca será tão poderoso quanto aquele que possui centenas de hectares. No topo da hierarquia fica a família real: os boiardos mais poderosos de Ussura. O chefe da casa real é chamado de czar (derivado de um título da Velha República) ou czarina. O título é herdado por sucessivas gerações e pode mudar de uma família para outra dependendo do poder político e militar.

Vestuário
Os ussuranos usam uma veste longa e quente chamada “caftan”, presa à cintura com uma fivela e, em geral, vestida por cima de uma outra camada de roupas para espantar o frio. Quem pode arcar com algum luxo (ou seja, os boiardos) tem a tendência de tingir as roupas com tons vivos de laranja e vermelho. Os boiardos que detêm de fato a propriedade da terra e a administram sempre usam botas de um vermelho intenso para demonstrar sua condição.

Alimentação
A dieta típica dos mujiques é formada por sopa de repolho, nabo, alho, pepino em conserva e compotas. Serve-se o pão em todas as refeições. Boa parte da dieta ussurana consiste em pão ázimo; o tipo mais popular é conhecido como khleb.

Leite e ovos são bem mais abundantes que a carne, que só costuma ser consumida quando o mujique tem tempo para caçar ou preparar armadilhas. Dá-se muito valor aos cogumelos, que são desidratados e preservados para uso durante os longos invernos.

Costumes
Os verões breves e os invernos longos e inóspitos ditam o estilo de vida ussurano. Eles trabalham febrilmente no verão, tentando armazenar a colheita antes das primeiras geadas cobrirem os campos. No inverno, eles passam boa parte do tempo dentro de suas casinhas, sentados em cima ou ao redor dos fogões que são o centro de seus lares. Adoram as bebidas alcóolicas e passam uma boa parte do inverno no estado festivo de embriaguez que torna suportáveis esses longos períodos de isolamento.

As conversas “sérias” ou importantes se dão enquanto as pessoas tomam chá temperado com cravo e canela (chamado de tchai) à mesa da cozinha, o centro incontestável de uma casa ussurana. A maioria dos ussuranos tem um fogão à lenha bem no meio da cozinha, chamado de petchka, e eles costumam convidar o hóspede a dormir num aposento logo acima do fogo para se manter aquecido. No último dia da semana, todos os mujiques separam duas horas de sua rotina matutina para adorar Matuchka no altar da aldeia (e, ao mesmo tempo, agradecer ao Profeta). Em geral, o homem mais culto do vilarejo conduz a cerimônia: a maioria das aldeias não pode se dar ao luxo de manter sacerdotes de verdade.

O dia mais importante do ano para qualquer ussurano é o Dia do Renascimento, no terceiro dia do mês de corantino. Celebra o aniversário de seu pacto com Matuchka. Nesse dia, todo ussurano, até mesmo as criancinhas, tem o polegar esquerdo furado com uma agulha e derrama uma gota de sangue no chão para ajudar a alimentar Matuchka. Daí, em geral, passam o dia rezando e cantando. Durante o inverno, as famílias ficam entre quatro paredes a maior parte do tempo, relaxando, contando histórias, visitando os vizinhos, bebendo alguma coisa ou se divertindo com jogos. Desde que introduziram o jogo das casas em Ussura, este vem ganhando popularidade, pois proporciona um bom passatempo para uma família entediada.

Etiqueta
Ussura é uma terra implacavelmente gelada, e as aldeias muitas vezes ficam a duas semanas ou mais de caminhada umas das outras. É por isso que nenhum ussurano nega hospitalidade a quem entra no vilarejo, a não ser nas situações mais extremas. Recusar-se a oferecer comida a um viajante ou não deixar que ele se aqueça ao fogão é o mesmo que matá-lo. Daí vem a reputação dos ussuranos como um povo generoso.

O ussurano não hesita em dividir comida, bebida, acampamento e nem mesmo uma barraca com outro viajante necessitado. Mas ficará terrivelmente ofendido se não lhe dispensarem a mesma cortesia; é como se lhe dissessem que não estão nem aí se ele vai sobreviver ou morrer. Os ussuranos em viagem por outros países costumam se ofender bastante quando as pessoas exigem pagamento por uma refeição que eles imaginavam ser mero sinal de hospitalidade. Essas discussões geralmente acabam numa troca de socos e são responsáveis pela fama de esquentadinhos dos ussuranos.

À mesa, os modos à mesa são informais, e os ussuranos encaram a nudez com descontração. As saunas são comunitárias. Os banhistas tiram as roupas lá fora, no frio, correm para dentro da sala cheia de vapor, transpiram até não aguentarem mais o calor, aí correm para fora outra vez para se esfregarem com punhados de neve ou pular dentro de um riacho gelado, para aí se secarem e voltarem a se vestir. As pessoas de outras nações que presenciam esse ritual costumam ficar boquiabertas, atônitas, não só diante da despreocupação dos ussuranos ao se despir na frente de desconhecidos, como também diante de sua capacidade formidável de suportar um tratamento tão brutal.



Última edição por Admin em Sex 07 Jul 2017, 16:41, editado 1 vez(es)

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em Sex 07 Jul 2017, 16:41

Arte e Música
Os ussuranos são conhecidos por suas miniaturas de madeira. São famosos por passar dias trabalhando na mãozinha de uma boneca que não tem mais que uma polegada de altura. É uma arte minuciosa e muitas vezes tão precisa, que os estrangeiros nem sequer veem as emendas que unem as peças minúsculas. Todos os anos, na vila de Siev, realiza-se um torneio gigantesco, e entalhadores de toda a Ussura inscrevem suas melhores obras na competição. Os prêmios são doações dos boiardos que assistem ao torneio e, apesar de variarem bastante de um ano para outro, sempre fazem valer a viagem. O grande prêmio do último ano foi um trenó primoroso e quatro excelentes cães de tração. No ano anterior, o vencedor recebeu oito hectares de terra e se tornou um boiardo de menor estatura.

A música ussurana é rude e barulhenta, e muitas vezes um tanto desafinada: a experiência comunitária é mais importante que a beleza da canção em si. A maioria das canções é formada por hinos que exaltam o país. Algumas canções infantis tratam dos contos de fadas mais comuns, como a historinha do líder da família Riazánova que ganhou a habilidade de se transformar no Pássaro de Fogo. Resta saber se a canção é verdadeira.

Nomes
Em Ussura, os nomes de família podem ser longos, complicados e peculiares. Ao nascer o(a) filho(a) de um mujique comum, a criança recebe um primeiro nome (ou “nome do Profeta”), como Pável, por exemplo.

O sobrenome de cada criança é uma variação do nome do pai (neste exemplo, Ivan). O sufixo -ova (ou -ovna), acrescentado a um sobrenome, indica “filha de”, como Ivanova (filha de Ivan). Da mesma maneira, o sufixo -ov denota o filho homem primogênito: Ivanov. O sufixo -vitch indica qualquer filho varão que não tenha sido o primeiro. É comum usar a vila ou aldeia como nome do meio da criança, de modo que sua terra natal passa ser parte de sua identidade.
Utilizando o fictício Ivan de Iekatnava como exemplo, seus filhos poderiam se chamar:
Primogênito: Pável • Iekatnava • Ivanov
Segundo filho: Nikolai • Iekatnava • Ivánovitch
Todos os filhos homens daí em diante: Primeiro Nome • Iekatnava • Ivánovitch
Primeira Filha: Makhaia • Iekatnava • Ivanova
Todas as filhas daí em diante: Primeiro Nome • Iekatnava • Ivanova
Quando Pável se casar, sua esposa, Iviana Brislav Petrovna, acrescentará o nome dele ao seu, usando o sobrenome extra com o sufixo -tova, passando a ser Iviana Brislav Petrovna Paveltova.

O primeiro filho homem de Pável, Aliéksei, usaria o nome do pai e, portanto, seria Aliéksei Iekatnava Pavelov. Os boiardos usam uma variação simplificada da prática plebeia de dar nomes aos filhos. Alteram os sobrenomes de acordo com o nome do genitor, mas às vezes usam o primeiro nome da mãe para tanto. Quase sempre escolhem o genitor de status social mais elevado.

Independente de quem sejam os pais, os filhos dos boiardos utilizam o título da família no fim do sobrenome, destacando que descendem de um dos cinco líderes do Knias original. Convenientemente, o sobrenome criado pelo integrante original do Knias (Nóvgorov, Vladimírovitch, Piétrov, Riazánova e Pscov) tornou-se o sobrenome da família, antecedido pelo modificador “v’” (de). Portanto, o filho de um boiardo de posses poderia se chamar Mikhail Iekatnava Ielizavetov v’Riazánova.
Nomes Masculinos Comuns: Aleksei, Alexandr, Boris, Dimitri, Danil, Erema, Fyodor, Georgi, Ignati, Ilya, Kiril, Mikhail, Nikita, Pyotyr, Sergei, Taras, Timofey, Vasily, Vladimir, Yevgeni
Nomes Femininos Comuns: Agafya, Anna, Avdotia, Darya, Ekaterina, Elizaveta, Galina, Irina, Ksenya, Larisa, Ludmila, Lyuba, Marya, Nina, Natalya, Natasha, Nastasya, Olga, Sofia, Tamara, Yelena, Yevpraskia, Zhanna

Religião
A Igreja Ortodoxa Ussurana é a religião oficial e combina as palavras do Primeiro Profeta com a adoração aos lechii, que é natural do país. Boa parte da atenção é dedicada à grande matriarca do panteão, a entidade conhecida como “Matuchka”.

Dizem que Matuchka lembra uma matrona veneranda, com dentes e unhas de ferro. As crianças devem ser educadas caso a encontrem, pois ela devora meninos e meninas malcriados. Não tolera impertinências, mas recompensa com generosidade aqueles que a tratam com respeito. Os ussuranos acham que a natureza é uma espécie de guia para o comportamento decente, e os visitantes que não entendem esse aspecto da religião local muitas vezes se veem absolutamente confusos diante de alguns costumes do país.

A ortodoxia ignora por completo o Segundo e o Terceiro Profetas, pois acredita que suas mensagens contrariavam a intenção do Primeiro. Afinal, as coisas estão correndo tão bem, para que mudá-las? Por causa dessa decisão, os ussuranos não se bicam com a o resto da Igreja dos Vaticínios e, portanto, pouco contato houve entre os dois ramos da religião desde o advento do Segundo Profeta.

Os Lechii
Os lechii são manifestações dos espíritos naturais do folclore ussurano. Antigos e poderosos, eles vagam pelos campos de Ussura, concedendo bênçãos e rogando maldições aos dignos e indignos. Encontrar os lechii é sempre perigoso, até mesmo no caso de espíritos considerados benevolentes. Sabe-se que eles recompensam os ajuizados e castigam quem não demonstra o devido respeito. Outrora imaginava-se que eles fossem deuses, mas hoje o povo de Ussura reconhece que são... outra coisa.

A Igreja Ortodoxa incorpora a existência dos lechii à fé no Profeta, uma espécie de sincretismo que as outras nações consideram bizarra. Os ussuranos, porém, não podem negar a existência de algo que convive diariamente com eles. São seguidores fiéis do Profeta e, ao mesmo tempo, reconhecem o poder dos lechii. São inúmeros os lechii espalhados por toda a Ussura, mas alguns têm mais destaque que outros.

Matuchka, que se apresenta como uma idosa deformada e com dentes de ferro que voa pelos céus dentro de um almofariz, levando o pistilo nas mãos, é o lechii mais venerado. Para os ussuranos, ela é a “Avó Inverno”, ao mesmo tempo cruel e generosa. Recomenda-se às crianças, caxo encontrem qualquer velhinha na estrada, que a tratem por “Vovozinha” e com o mais absoluto decoro e respeito. Quem o faz costuma ser recompensado. Quem não age assim acaba dentro do caldeirão da velha.

Tchernobog – também conhecido como a “Sombra na Montanha” – parece ser o equivalente masculino de Matuchka. Perverso e cruel, pelo jeito ele só roga maldições nas pessoas que o incomodam. Os ussuranos acreditam que ele vive no alto de uma montanha e atira relâmpagos nos desafortunados. Tchernobog não recompensa quem é digno e muito menos tolera os trapaceiros. Sua ira é súbita e inexorável. É melhor evitá-la a todo custo. Borovoi, o Peregrino das Florestas, é uma entidade alta e corpulenta, com a barba e os dentes feitos de relva. É conhecido por ajudar os viajantes ou por fazê-los se entranhar na floresta, dependendo de como é tratado.

Vir’ava é conhecida como a Mãe do Bosque e pode ser a irmã caçula de Matuchka ou talvez sua filha: cada história estabelece um grau diferente de parentesco. Pode ser que ambas as versões estejam corretas. Ela nunca é vista ao lado de Borovoi, mas os dois talvez sejam marido e mulher. Ela é mais caridosa que Borovoi, mas, quando ofendida, sabe-se que ela leva os estrangeiros para o interior de cavernas onde dormem os ursos.

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em Sex 07 Jul 2017, 16:45

Governo
O Czar
O czar, guardião do Conselho dos Knias, governa Ussura, e sua palavra é lei. Há quem diga que Matuchka só permitirá que um czar continue no poder caso ela aprove seus atos. Quando o czar morre, o conselho guarda um breve período de luto, seguido, porém, por um afã para preencher o vácuo político. Não existe garantia alguma de que os filhos do czar vão herdar o título: eles precisam provar que são capazes de demonstrar a mesma força e liderança. Ussura encontra-se, no momento, em meio a uma dessas disputas. O antigo czar ficou viúvo e deserdou o filho mais velho, Iliá Sladivgorod Nikolovitch. O czar voltou a se casar com uma jovem princesa aiseniana, Ketheryna Fischler Dimitritova, esperando que ela lhe desse um novo herdeiro. Infelizmente, o czar morreu em circunstâncias misteriosas e, hoje, tanto Iliá quanto Ketheryna competem pelo título.

A Knias Duma
A Knias Duma, tecnicamente, reúne os conselheiros do czar. Em circunstâncias normais, a Duma costuma deter o verdadeiro poder em Ussura. No entanto, como tudo muda o tempo todo, ninguém detém de fato o poder. Com apenas algumas exceções, as famílias boiardas se especializaram em manipular o czar com o passar dos anos. São cinco cadeiras na Knias Duma, e cada uma delas pertence a uma poderosa família de boiardos.

A primeira cadeira fica com a família Nóvgorov, os líderes da província de Rurik. Eles controlam boa parte do comércio no extremo noroeste de Ussura, que se dá, principalmente, com a Liga de Vendel. O símbolo da família é o Grão Lobo, o rei de todos os lobos. Trata-se da posição de maior prestígio no conselho, concedida ao descendente do venerando arquiduque Nóvgorov (o homem que criou a Knias Duma e unificou as cidades-estado ussuranas). Por pentencerem à família mais importante, os Nóvgorov sempre têm permissão para anunciar seu voto por último quando o conselho toma uma decisão. Sua província, Rurik, é a região mais populosa do país e abriga a capital ussurana, Pavtlou. O atual líder da família Nóvgorov é o jovem príncipe Aliéksi Pavtlou Markov v’Nóvgorov. Graças a sua falta de ambição e mudanças imprevisíveis de humor, ele não lidera a Knias no momento.

A segunda cadeira pertence à família Vladimírovitch de Vetche. O símbolo dessa família é o Avô Urso, o maior e mais feroz urso vivo. O principado de Vetche é a segunda maior região de Ussura, mas pouco povoada. Sua cidade de maior porte, Siev, é um centro político e mercantil. Tanto Vetche quanto Somodjez negociam de maneira limitada com o Império do Crescente. Essa rivalidade já chegou a prejudicar certas relações na Knias Duma.

A terceira cadeira no conselho fica com a família Pscov (PIS-kov) de Somodjez. Eles controlam uma grande parte de Ussura logo a leste de Eisen, embora sua influência chegue ao coração do país. Absorveram um pouco da cultura aiseniana e ostentam um drachen de armadura como símbolo da família. Sua província encerra alguns dos monastérios e relicários mais belos de toda a Ussura, mas muitos deles ficam na cordilheira de Sorivdgrastov, imediatamente ao norte da província, e são defendidos encarniçadamente pelos Pscov. Boa parte da nobreza Pscov também descende do grão-duque Vsevolod, canonizado por sua obra junto à Igreja em Ussura. A família Pscov prefere o título de “tabularius,” ou “guardião da fé”. A Igreja Ortodoxa é muito forte nesta parte de Ussura, com muitas igrejas, lugares sagrados e festas impetuosas a celebrar a religião ussurana.

A família Riazánova de Galênia detém a quarta cadeira da Knias Duma. Eles controlam o sudeste de Ussura e, de quando em quando, negociam com os poucos cataios que empreendem a viagem para o oeste. O símbolo de sua família é o lendário Pássaro de Fogo, um gavião enorme que ostenta penas mais fulgurantes que a luz de qualquer vela. Apesar de formarem a menor família dos Knias, os Ríazánova são conhecidos por sua ferocidade e tenacidade.

A família Piétrov de Molkhinia detém a última cadeira da Knias Duma. Eles controlam todo o extremo norte de Ussura e comerciam muito pouco. O chefe da família é um personagem perturbador conhecido como Koshchei. Sua pele é lívida feito cera e, para algumas pessoas, lembra a de um cadáver. Some-se a isso os rumores de que ele mantém a cadeira da família de Molkhinia desde a criação do conselho séculos atrás, e não é difícil entender por que há tantas histórias fantásticas a seu respeito. O símbolo da família Piétrov é modesto: um grande corvo diante do sol poente.

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em Sex 07 Jul 2017, 16:50

Economia
As peles são o grande produto de exportação de Ussura. O negócio de mel e cera de abelha também é forte. Quanto às importações, os ussuranos compram basicamente especiarias, vários tipos de bebidas alcóolicas e aço. Os boiardos supervisionam esse comércio e têm uma renda confortavelmente maior que até mesmo a do mujique mais aplicado.

Boa parte do comércio conduzido dentro de Ussura se baseia no escambo, já que nenhuma moeda padrão foi adotada. O guilder começou a se insinuar no país, mas negociantes inescrupulosos muitas vezes adulteram seu valor, o que deixa os ussuranos um tanto desconfiados. Como eles costumam dizer: “Minha família não come dinheiro”.

Forças Armadas
Os exércitos invasores que marcham sobre Ussura geralmente deparam com a catástrofe. Vastas legiões do Império do Crescente morreram doentes ou de fome; as tropas de Catai ainda se recusam a marchar para o oeste e entrar em Ussura depois das tentativas fracassadas de invasão no fim do século IX. Os soldados aisenianos, em particular, ainda se lembram do general Idun von der Velde – neto do general Johann von der Velde –, que procurou compensar a tentativa fracassada do avô de conquistar Ussura em 523. Seu exército não se saiu muito melhor.

Nada de Exército Permanente
Faz séculos que Ussura não precisa de um exército permanente. A maioria dos boiardos ainda mantém pequenas guardas domésticas, e o czar tem seus streléts, mas, fora isso, não existe um Exército ussurano. Nem Marinha, a menos que se leve em consideração a frota de pesqueiros que veleja pela Baía de Grumfar.

Superstições
Apesar de serem práticos e inteligentes, os ussuranos são afligidos por várias superstições, criadas para remover “bênçãos” ruins e outras calamidades. Há anos o povo ussurano recorre a curas simples e naturais para seus males, sejam mentais ou espirituais.Costumam ser ridicularizados por outras nações por conta disso, mas a gente de Ussura preza suas crenças.

Comemora-se o nascimento de uma criança plantando-se uma árvore. A árvore crescerá com a criança, e os ussuranos acreditam que, quando a primeira florescer, a segunda também vicejará. Uma antiga lenda ussurana fala de uma mãe que viu o filho ir para a guerra e, no dia de sua morte, a árvore-criança que lhe cabia secou e morreu instantaneamente. Em Somodjez, as crianças jogam seus dentes de leite no telhado da choupana e pedem, em troca, que a Avó Inverno lhes conceda dentes de ferro.

Flores em quantidades equivalentes a números paressão reservadas para funerais ou tragédias. Em todas as outras ocasições, os números ímpares já bastam. Portanto, a tradição teana de presentear uma donzela com uma dúzia de rosas deixaria uma ussurana apavorada e poderia até mesmo ser entendida como uma ameaça à vida da moça.

Acredita-se que todo lar ussurano tenha um domovoi, um espírito benigno que o protege. Muitas vezes, esse espírito é tão traquinas quanto amigo e habita o petchka, o forno no centro da casa. O domovoi incomoda os habitantes da casa, furta uma ou outra meia e, às vezes, muda uma faca de lugar, mas geralmente se trata de um espírito amistoso.

Relações Exteriores
Avalon
Os ussuranos acham muito divertido ter avalonianos por perto. Poucas coisas são mais deliciosas que seus truques. Naturalmente, o avaloniano que usa suas habilidades para roubar ou enganar um ussurano corre o risco de ganhar um inimigo mais persistente do que havia previsto. Os ussuranos têm uma memória impressionante.

Castilha
“Vocês, castilhanos, são um tanto turrões, mas até que são gente boa”, disse certa vez um boiardo do baixo escalão a um bispo castilhano que visitava o país. É um ótimo resumo da opinião que os ussuranos têm dos castilhanos.

Comunidade Sarmática
Uma coleção perigosa, retrógrada, progressista, supersticiosa e excessivamente carola de ideais conflitantes. Melhor evitar essa gente. Se são espertos o bastante para enganar um demônio, são espertos o bastante para enganar você.

Eisen
“Tem algo errado com a terra” é o consenso geral entre os ussuranos no que diz respeito a Eisen. E, já que, para eles, a terra e seu povo são a mesma coisa, os ussuranos ficam de olho em todo aiseniano que encontram, quase convencidos de que ele pode enlouquecer de um hora para outra.

Montaigne
Os ussuranos simplesmente desprezam os nobres montenhos. O uso de Porté nas proximidades de um ussurano chega a lhe causar dor, e ele fica enojado diante da insensibilidade e do descaso montenho pelas pessoas.

Nações Piratas
Os ussuranos não se incomodam com os piratas. A única frota de Ussura é formada pelas navios pesqueiros que singram a baía.

Vestenmennavenjar
Os ussuranos estão bem satisfeitos com sua relação com a Liga de Vendel. Foi interagindo com a Liga que eles conseguiram adquirir tantas coisas novas, como o aço e as especiarias.

Vodacce
Vodacce é um lugar confuso e perigoso para um ussurano, e não se deve brincar com as sortílegas.

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